Mostrar mensagens com a etiqueta Federação das Bandas Filarmónicas do Distrito de Portalegre (FBFDP). Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Federação das Bandas Filarmónicas do Distrito de Portalegre (FBFDP). Mostrar todas as mensagens

18 de maio de 2020

Festival Internacional de Bandas no Crato em meados de Setembro “é uma enorme incógnita”

A Federação das Bandas Filarmónicas do Distrito de Portalegre (FBFDP) tornou público que “é quase certo que não seja possível realizar este ano o Festival Internacional de Bandas, que seria no Crato”. O evento “em Julho não se realiza” e “seguramente, e em meados de Setembro, é uma enorme incógnita”. 
A notícia decorre de uma reunião da Federação com as bandas no passado dia 12 de Maio sobre as atividades durante o estado de emergência e de confinamento obrigatório, na qual se constatou que a maior parte das atividades está a ser empurrada para o 4º trimestre do ano, com profundas implicações na vida das coletividades.
A reunião contou com 11 maestros, 7 Presidentes de Direção, alguns Vice-presidentes e outros diretores (7) e 3 monitores. 
Situação financeira e perspetivas
Por outro lado, constatou-se que “a quase generalidade das bandas e orquestra presentes na reunião continuaram a honrar os seus compromissos com maestros e monitores e as despesas de luz, internet e de manutenção de instalações, instrumentos e fardas mantiveram-se e mesmo as de águas ainda hão-de vir. Porém, as receitas foram nulas. Todas as bandas conseguiram suplantar estes dois meses, mas existe um receio generalizado após o Verão”. 
Tendo a a Conferência Episcopal proibido todas as festas religiosas, “uma grande fonte de receita para as bandas, as festas de verão e festivais estão a ser continuamente suspensos e, desta forma, as receitas irão manter-se escassas ou nulas”. No entanto, “a maior gravidade, virá no ano de 2021 visto que as receitas de um ano dão para estabilizar o ano seguinte. E com a falta de receitas em 2020 e as despesas sempre a caírem, afigura-se um ano muito crítico”.
“Por estas e todas as razões, espera-se que os municípios, os maiores “mecenas” das bandas e orquestras, continuem a atribuir os apoios normalmente assumidos, independentemente do maior ou menor número de atividades cumpridas”, apela a Federação. © NCV