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9 de setembro de 2012

Castelo de Vide visto pela objectiva de Jaime Jorge Pereira



PORTUGAL - CASTELO DE VIDE

Perde-se nas brumas do tempo e das lendas a razão pela qual foi criada uma praça-forte neste local. Esta dúvida que só a arqueologia poderá esclarecer com segurança, estaria possivelmente relacionada com a morfologia dos solos que juntamente com factores de estratégia de ordem territorial, uma vez que era necessário consolidar as recém conquistadas terras, levaram a que se fixasse um espaço defensivo e criar condições para possivelmente existentes e novas populações.

Sabe-se por Rui de Pina que em 1299 Castelo de Vide era ainda "lugar etã maís chão q forte" ainda que desde essa data seja apelidado de "Castel da Vide" e que Afonso Sanches, filho de D. Afonso III, iniciou obras de reconstrução das muralhas que foram continuadas pelo seu irmão, D. Dinis , ficando finalmente concluídas no reinado de D. Afonso IV.
Estes melhoramentos dotavam esta praça de melhores condições defensivas alargando a cintura de muralhas, abrangendo o poço inicialmente de fora protegendo a sua entrada que era feita pelo interior do burgo. Uma linha de novas muralhas englobou a cidadela e o aglomerado populacional que já se havia estabelecido fora dela. Foi construída uma importante torre de menagem, periférica e saliente relativamente aos muros, para melhor defender o lado Sul, de mais fácil acesso e ataque. Todos estes reforços no sistema defensivo são indicativos da crescente importância que Castelo de Vide representava em termos estratégicos, tendo o s seus muros experimentado as máquinas de guerra e os assédios durante os conflitos com Castela, em que o nosso país foi fértil durante a Idade Média, como na manutenção municipalidade, adquirida em 1276 quando Castelo de Vide se libertou do termo de Marvão para formar o seu próprio concelho.A população dedicava-se à agricultura, cultivando a vinha, o linho, a oliveira, frutas e cereais e também à criação de gado. Também a indústria da moagem aqui se desenvolveu, com várias azenhas a funcionar ao longo das ribeiras de Vide e de Nisa, assim como a indústria da fiação de lã, tendo como suporte os gados que eram criados no termo da Vila. A partir dos finais do século XV, princípios do XVI, a fiação da lã adquiriu uma tal importância, que já anteriormente a D. João III (1521-1557), era um dos principais mesteres de Castelo de Vide e os seus habitantes passaram a ser apelidados de "Cardadores," Os 885 vizinhos que possuía em 1527 subiram para 1400 em 1572, e para 1600 em 1603. Na base deste surto populacional esteve o incremento da produção agrícola, da tecelagem e do comércio com Espanha.

Castanheira do Ribatejo
Jaime Jorge Pereira

1 de setembro de 2012

Um "ecce homo" descoberto em Castelo de Vide


Há duas semanas, passeando na zona da Judiaria de Castelo de Vide, avistei um conjunto de azulejos que me divertiu. Fotografei-o. Ontem, ao ver pela milésima vez a imagem do "Ecce Homo" que a velhinha espanhola restaurou livremente, lembrei-me do outro painel.
Filinto Melo

1 de janeiro de 2012

Castelo de Vide na Blogosfera:
a visão de Sílvia da Silva e Margarida Seiça



 




















Gostamos das ruas floridas, do orgulho nos prémios recebidos, da judiaria, de diferentes costumes e, principalmente, do que também nos caracteriza: um estendal de roupa branca dentro de ancestrais muralhas. Portugal é maravilhoso! 
Sílvia da Silva e Margarida Seiça 
in glow-uppercc.blogspot.com