Mostrar mensagens com a etiqueta Lagartos da Páscoa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lagartos da Páscoa. Mostrar todas as mensagens

5 de abril de 2020

Receitas locais em tempo de "Páscoa em casa":
bolos fintos, "lagartos" e folares da Páscoa

Em tempo de "Páscoa em casa" recorda-se a receita local de um bolo tradicional com especial relevância na região: o folar que é um "bolo de massa seca, doce, e ligada, feito com farinha de trigo, ovos, leite, azeite, banha ou pingue, açúcar e fermento;  condimentado com canela e erva-doce - uma espécie de fogaça - é encimado, conforme o seu tamanho, por um ou vários ovos cozidos inteiros, meio incrustados e visíveis sob as tiras de massa que os recobrem.
Ingredientes:
2,5 kg de farinha
1/2 colher de chá de canela
50 g de erva-doce
125 g de fermento de padeiro
1 colher de sopa de sal
1,5 l de água
3 ovos
500 g de manteiga e banha (em conjunto)
1 ovo para pincelar
açúcar para polvilhar
Preparação:
Peneira-se a farinha e a canela para um alguidar. Junta-se a erva-doce. À parte, dissolve-se o fermento e o sal na água morna. Faz-se uma cova no meio da farinha, deita-se aí o fermento e mexe-se com a mão em círculo, ao mesmo tempo que se vai juntando a farinha.
Depois de tudo ligado, adicionam-se os ovos, mistura-se bem e juntam-se as gorduras, a pouco e pouco, amassando.
Estando a massa bem amassada, polvilha-se com um pouco de farinha e põe-se a levedar em local temperado durante 3 horas. Depois de finta, tende-se a massa em bolas que se espalmam e se dobram ao meio, ficando os bolos ovalados.
Pincelam-se com ovo batido e polvilham-se em açúcar. Deixam-se repousar cerca de 15 minutos e levam-se a cozer em forno quente (200ºC), até adquirirem uma boa cor castanha-dourada.
Os famosos "lagartos"
Com esta mesma massa, fazem-se folares que aqui são moldados em forma de lagarto ou em redondo, sugerindo estes uma flor, segundo dizem alguns, ou dois corações recamados, segundo dizem ou vêem outros. São aqueles "lagartos" os folares que as madrinhas oferecem aos afilhados na quinta-feira Santa. 
Tanto os folares redondos como os lagartos levam os habituais ovos cozidos em água com cascas de cebola - os lagartos na boca e os folares redondos no centro - e são preciosamente decorados com amêndoas confeitadas. Estas amêndoas, assim como o primeiro laço da fita de cor que enfeita o pescoço dos lagartos, são colocadas na massa antes de ser pincelada com ovo batido e só depois vai ao forno. Depois de cozidos, para ficarem bem brilhantes, pincelam-se com uma calda de açúcar em ponto baixo. © NCV

30 de março de 2020

Vida económica local: Doces e Companhia já aceita encomendas para bolos fintos, folares e “lagartos“

Foto © D.R./NCV
A pastelaria e geladaria “Doces e Companhia” anunciou que vai produzir os seus conhecidos bolos fintos, folares e “lagartos“ para que os seus clientes “não deixem de ter dias doces!” na época pascal que se aproxima.
Estão previstas duas “fornadas”, podendo ser levantadas as encomendas nos dias 9 de Abril (quinta-feira anta) e 11 de Abril (sábado de Aleluia). As encomendas já podem ser efetuadas até ao dia 8 de Abril através do telefone 917 188 002.
Recorda-se que a “Doces e Companhia!” tem o seu estabelecimento encerrado mas está a aceitar encomendas de bolos de aniversário e outros. © NCV

31 de março de 2018

Receitas locais:
bolos fintos, "lagartos" e folares da Páscoa

“Festa comemorativa da Ressurreição de Jesus Cristo, a Páscoa está associada a práticas alimentares em que os ovos, os folares, as amêndoas e os cordeiros ocupam o primeiro lugar”, refere um comunicado promocional da Autarquia, que sublinha que o "folar" tem particular relevância, havendo diferentes espécies; a tradição do folar, “assenta num ritual de dádiva, solidariedade e convívio profundamente enraizado na sociedade portuguesa”.
O folar é um "bolo de massa seca, doce, e ligada, feito com farinha de trigo, ovos, leite, azeite, banha ou pingue, açúcar e fermento, e condimentado com canela e erva-doce - uma espécie de fogaça - encimado, conforme o seu tamanho, por um ou vários ovos cozidos inteiros, meio incrustados e visíveis sob as tiras de massa que os recobrem".
Ingredientes:
2,5 kg de farinha
1/2 colher de chá de canela
50 g de erva-doce
125 g de fermento de padeiro
1 colher de sopa de sal
1,5 l de água
3 ovos
500 g de manteiga e banha (em conjunto)
1 ovo para pincelar
açúcar para polvilhar
Preparação:
Peneira-se a farinha e a canela para um alguidar. Junta-se a erva-doce. À parte, dissolve-se o fermento e o sal na água morna. Faz-se uma cova no meio da farinha, deita-se aí o fermento e mexe-se com a mão em círculo, ao mesmo tempo que se vai juntando a farinha.
Depois de tudo ligado, adicionam-se os ovos, mistura-se bem e juntam-se as gorduras, a pouco e pouco, amassando.
Estando a massa bem amassada, polvilha-se com um pouco de farinha e põe-se a levedar em local temperado durante 3 horas. Depois de finta, tende-se a massa em bolas que se espalmam e se dobram ao meio, ficando os bolos ovalados.
Pincelam-se com ovo batido e polvilham-se em açúcar. Deixam-se repousar cerca de 15 minutos e levam-se a cozer em forno quente (200ºC), até adquirirem uma boa cor castanha-dourada.
Os famosos "lagartos"
Com esta mesma massa, fazem-se folares que aqui são moldados em forma de lagarto ou em redondo, sugerindo estes uma flor, segundo dizem alguns, ou dois corações recamados, segundo dizem ou vêem outros. São aqueles "lagartos" os folares que as madrinhas oferecem aos afilhados na quinta-feira Santa. 
Tanto os folares redondos como os lagartos levam os habituais ovos cozidos em água com cascas de cebola - os lagartos na boca e os folares redondos no centro - e são preciosamente decorados com amêndoas confeitadas. Estas amêndoas, assim como o primeiro laço da fita de cor que enfeita o pescoço dos lagartos, são colocadas na massa antes de ser pincelada com ovo batido e só depois vai ao forno. Depois de cozidos, para ficarem bem brilhantes, pincelam-se com uma calda de açúcar em ponto baixo. © NCV

22 de março de 2016

Lagarto, lagarto!


Este ano, uma das atividades do projeto O Meu Museu, desenvolvido por Susana Bicho com os alunos do 4º ano, foi integrada na Semana da Leitura e abordou o tema dos Lagartos da Páscoa, trabalhando transversalmente a língua portuguesa, a matemática, as expressões e o estudo do meio em estreita articulação com o património local e o envolvimento da comunidade.
Primeiro fomos visitar a sala da Páscoa do museu da Sinagoga e, no dia seguinte, arregaçámos as mangas e pusemos as mãos na massa: a mãe e a irmã do aluno Manuel Manso vieram ensinar a confecionar Lagartos da Páscoa, um bolo tradicional de Castelo de Vide com a forma deste réptil que os judeus abominam.
Enquanto a massa levedava quisemos saber mais sobre lagartos e, em forma de jogo, fizemos uma roda de leituras variadas (lengalengas, poemas, expressões populares, textos científicos e históricos, notícias, uma fábula moçambicana e até uma canção!). Demos forma aos lagartos (uns mais lagartixas outros mais dragões- de- komodo), decorámo-los e ainda sobrou massa para oferecermos uns folares aos professores.
Enquanto coziam, descobrimos como os lagartos também podem ser obras de arte pela mão do artista holandês Escher. E experimentámos também a fazer um lagarto a partir de um quadrado, aplicando conceitos matemáticos como a rotação de figuras geométricas.
No final do dia 60 lagartos invadiram o átrio da escola com mensagens para ler. Será que algum disse “cobras e lagartos” desta atividade? Obrigado a todos os que tornaram possível realizá-la.
Susana Bicho e alunos do 4º ano