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17 de outubro de 2013

Refer concedeu licença precária ao Município
para utilizar 4 passagens de nível no concelho

A empresa Rede Ferroviária Nacional - REFER, E. P. concedeu ao Município de Castelo de Vide “licença a título precário para, por sua conta e risco, utilizar as passagens de nível de Santo Amarinho, Quinta das Palmeiras, Pombal e Chabouco dos Cágados, em Castelo de Vide”. Reciorda-se que o Ramal de Cáceres onde se inserm estas passagens de nível se encontra desactivado.
E o então ainda presidente da Cãmara Municipal, António Ribeiro, acedeu “apondo a sua assinatura” numa minuta de licença precária, o que já foi comunicado à Refer por carta de 19 de Setembro passado de que foidado conhecimento á vereação na reunão de 2 de Outubro passsado.
A legislação em vigor sobre passagens de nível indica que “excepcionalmente e por causas absolutamente justificadas, pode ser concedida licença de atravessamento de nível à linha férrea, por tempo previamente definido e estritamente necessário. Estas licenças são autorizadas caso a caso pela entidade gestora da infra-estrutura ferroviária, que fixará em simultâneo os custos e procedimentos de segurança a respeitar”. © NCV

15 de agosto de 2013

Um ano após o seu encerramento:
GAFNA defende reactivação do ramal de Cáceres
- turismo entre Vale do Peso e Beirã (Marvão)

Um ano após o encerramento do ramal de Cáceres, o Grupo de Amigos da Ferrovia do Norte Alentejano (GAFNA) insiste na necessidade de reactivação da linha, sustentando que o traçado "aproxima" Lisboa a Madrid (Espanha). 
“O caminho mais perto em termos ferroviários entre Lisboa e Madrid é pelo ramal de Cáceres, mas infelizmente tem-se investido pouco em ferrovia no nosso país e muito em rodovia”, disse Paulo Fonseca, do GAFNA, em declarações à agência Lusa. Para o representante do GAFNA, "a via está em bom estado de conservação, com infraestruturas relativamente boas e que não são aproveitadas", o que considerou "uma estupidez”. 
“Manter aberta” a questão 
Paulo Fonseca adiantou que o GAFNA tem feito contactos com várias entidades no sentido de “manter aberta” a questão desta via ser “reaproveitada”, situação que “não está fácil” de resolver. 
O ramal de Cáceres foi encerrado à exploração ferroviária a 15 de agosto de 2012, passando o comboio internacional Lusitânia Expresso a circular pela linha da Beira Alta, na sequência de uma decisão da Rede Ferroviária Nacional (REFER). 
O encerramento do ramal, após orientações estabelecidas pelo Plano Estratégico dos Transportes (PET), foi bastante contestado por autarcas e sindicalistas de Portugal e Espanha. 
O ramal de Cáceres tem 81,5 quilómetros e ligava Torre das Vargens, na Linha do Leste, à fronteira com Espanha na estação de Marvão-Beirã, seguindo depois até Madrid. 
Ligações regionais e internacionais 
O GAFNA defende que o ramal de Cáceres deverá voltar a abrir para que sejam feitas ligações regionais e internacionais, incluindo o transporte de mercadorias entre os dois países. 
“O ramal de Cáceres faz parte do caminho ferroviário mais perto entre o litoral centro de Portugal e Madrid, a maior área metropolitana da Península Ibérica, e deve servir para fazer essas ligações internacionais”, disse. 
Turismo entre Vale do Peso e Beirã? 
De acordo com Paulo Fonseca, a via poderia também ser aproveitada para a componente turística, nomeadamente entre as estações de Vale do Peso (Crato) e Beirã (Marvão), no distrito de Portalegre. 
“A paisagem é linda, as estações são muito bonitas e deveria ser criado um serviço ferroviário turístico, mas, para isso, é preciso criar uma dinâmica e envolver várias entidades para captar fundos europeus”, defendeu. 
“Se isso é feito em França, se isso se faz na Alemanha e Inglaterra, por que razão não se pode fazer por cá”, questionou. 
Paulo Fonseca indicou ainda que a REFER tem efetuado ao longo do último ano uma manutenção “mínima” no ramal de Cáceres. 
Para o GAFNA, esta situação poderá contribuir no futuro para, quando “houver uma outra ideia” de utilização do traçado, “minimizar” os custos de reativação do ramal. © NCV

1 de abril de 2009

Revitalização do Ramal de Cáceres
demonstra importância estratégica
no transporte de mercadorias

A Junta de Freguesia de Beirã e o GAFNA esperam que, com a revitalização em curso, “o Ramal de Cáceres volte aos tempos áureos, contribuindo para o desenvolvimento da freguesia da Beirã, do concelho de Marvão e de toda a região do Norte Alentejano”.
De acordo com um comunicado conjunto de ambas as instituições, “o Ramal de Cáceres tem sofrido nos últimos meses uma forte reestruturação, ao nível da infra-estrutura, com a substituição de travessas e carris, de forma a melhorar as condições de segurança e de circulação na via”.
A Junta de Freguesia e o GAFNA – Grupo de Amigos da Ferrovia Norte Alentejana realçam também “o contentamento que a população da Beirã tem manifestado pelo novo investimento da REFER nesta via-férrea, pois tal veio trazer um novo alento à freguesia”.Importância estratégica no transporte internacional de mercadorias
“Este investimento, permitiu já, o começo da circulação de novos comboios de mercadorias, nomeadamente da Takargo, empresa ferroviária de transporte de mercadorias do grupo Mota-Engil, que iniciou no dia 24 de Março a sua operação de transporte internacional de contentores entre Alverca e Abronigal (Espanha), via ramal de Cáceres”.
A mesma fonte refere “que esta foi a primeira actividade comercial deste operador, que vai concorrer directamente com a CP no transporte de mercadorias sobre carris, tendo a particularidade de utilizar locomotivas homologadas em ambos os países (locomotivas 6000 Vossloh), facto que permite a circulação sem obrigar a paragem para mudança da unidade motora, possibilitando desta maneira aumentar a competitividade do transporte ferroviário directo de mercadorias entre os dois países”.
“No mesmo dia, também, retomou o seu percurso pelo ramal o comboio Iberianlink (parceria entre a CP Carga e a Renfe Mercancías), transportando contentores entre os dois países peninsulares”. “Estas novas circulações vêm demonstrar a importância estratégica do Ramal de Cáceres no transporte internacional de mercadorias, particularmente entre os dois países ibéricos” – conclui o comunicado das duas entidades. © NCV