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6 de fevereiro de 2022

Cartas ao diretor: para quando uma unidade de cuidados continuados em Castelo de Vide?

Projeto de implantação da UCC.
Clicar na imagem para ampliar.
Senhor Diretor do Noticias de Castelo de Vide,
Uma das inovações bem conseguidas dos serviços de saúde foi, sem dúvida, a criação dos Cuidados Continuados. Locais seguros onde os doentes podem beneficiar de tratamentos e ações de fisioterapia e assim obterem melhoras mais rápidas.
Beirã tem uma unidade destas, a Urra também, Alter idem, a de Arronches é bem conhecida, para não falar em Ponte de Sôr e Elvas.
Muitas pessoas de Castelo de Vide têm usufruído destas clínicas. Mas os familiares lamentam o facto de no concelho não haver um centro de cuidados continuados, o que seria bom para os internados e para quem os visita.
Em tempos falou-se que as associações locais ligadas ao apoio à velhice estariam interessadas em fazer nascer na vila uma infraestrutura de cuidados continuados, mas a intenção não passou dos papéis, o que é pena e que prejudica quem necessita destes auxílios continuados.
Tendo em conta o resultado local das recentes eleições para a Assembleia da República, seria positivo que quem se envolveu, para que este resultado fosse realidade, empregue os seus esforços a fim de Castelo de Vide passar a ter a breve prazo um equipamento deste tipo. Ainda mais num concelho em que são deficitários os transportes públicos.
Os habitantes agradeceriam reconhecidamente, digo eu.
Aqui fica o humilde apelo para que analisem esta situação.
Com os melhores cumprimentos
Leitor devidamente identificado
Projeto está "em banho Maria" desde 2010
N.R.- A redação do NCV aproveita o oportuno apelo deste leitor para recordar que existe há muitos anos, (vai fazer 12 em alguns meses), um contrato formal entre o Ministério da Saúde do Governo de Portugal e a Fundação Nossa Senhora da Esperança assinado em Braga em Junho de 2010 (ver notícia AQUI) para a construção - com apoio da Cãmara Muncipal - de uma Unidade de Cuidados Continuados Integrados de Média Duração. Nunca foi denunciado por qualquer das partes, a Fundação tem prosseguido esforços para “desenterrar” o processo mas sem qualquer sucesso.
A Câmara Municipal tem prometida a cedência de um terreno para a implantação deste equipamento situado no Fosso (campo de tiro/traseiras da antiga Escola Primária) e chegou a ser aprovada em 2011 uma “alteração simplificada” do PDM que permitirá licenciar a construção da unidade.
O próprio deputado do PSD, Cristóvão crespo questionou o Ministério da Saúde já em 2019 sobre este dossier (ver AQUI).
Mais recentemente, em Janeiro do ano passado, teve lugar uma reunião sobre o assunto na sede a CCDR do Alentejo, em Évora, entre a FNSE, a Câmara Municipal e Ceia da Silva, o presidente daquela instituição (ver notícia AQUI).

4 de agosto de 2016

Fundação Nossa Senhora da Esperança
desenvolve projeto da Casa da Tiflologia
e não abandona dossier dos cuidados continuados

A Fundação Nossa Senhora da Esperança anunciou recentemente estar a preparar um novo projeto para invisuais que se materializa na criação de uma “Casa da Tiflologia” que será “única no País” e que vai “rebuscar as origens da Fundação” no dizer de João Palmeiro, presidente do Conselho de Administração.
Investigação de soluções de integração
Falando à imprensa aquando da passagem de mais um aniversário da centenária instituição castelovidense, João Palmeiro adiantou ainda que o projecto vai incluir uma vertente museológica “com objectos que temos na nossa posse” e uma outra vertente de investigação com a colaboração das Universidades Lusófona e de Évora, bem como o Instituto Politécnico de Portalegre.
“Queremos potenciar aqui um núcleo de pessoas que, com software e robótica, possa construir soluções muito interessantes que permitam a integração das pessoas com deficiência visual, mas também de outro tipo de deficiências”, explicou João Palmeiro em declarações ao jornal “Alto Alentejo”.
Tendo como base projectos idênticos existentes em Espanha, França e Itália, a Casa da Tifologia assume-se como um “projecto único em Portugal”, existindo a ambição de a localizar em Castelo de Vide “até porque foi aqui que o ensino do Braille foi percursor”, argumenta o dirigente.
Nesse sentido existem já negociações “para a aquisição de um edifício contíguo, mas que necessita de algumas obras de recuperação e, consequentemente de algum investimento”.
Unidade de Cuidados Continuados
Na ocasião João Palmeiro referiu também que existe ainda a possibilidade de se avançar com o projecto antigo de criar um unidade de Cuidados Continuados de média e longa duração. “Este projecto já tinha sido aprovado e foi suspenso pelo governos anterior”, recorda o dirigente que garantiu que “continuamos empenhados neste projecto”.
Novos estatutos
Recorda-se que a Fundação Nossa Senhora da Esperança já viu finalmente aprovados novos estatutos, depois de um longo processo de alteração que decorreu de imposições legais sucessivas, que vai agora permitir “uma maior profissionalização da gestão, mantendo-se a instituição com o estatuto de Fundação”. © NCV

21 de setembro de 2010

“Alteração simplificada” ao PDM permite
construção da Unidade de Cuidados Continuados


A Câmara Municipal aprovou por unanimidade uma proposta técnica da sua Divisão de Planeamento e Projectos para uma “alteração simplificada” ao PDM – Plano Director Municipal.
Embora a acta municipal seja absolutamente omissa quanto ao objecto desta alteração (remetida para documento “anexo ao respectivo livro de actas”), o NCV conseguiu saber que se trata de uma autorização de construção em zona até agora para tal vedada pelo PDM, envolvendo mais concretamente o terreno disponibilizado pelo Município à Fundação Nossa Senhora da Esperança para construção da projectada Unidade de Cuidados Continuados. © NCV

5 de junho de 2010

Contrato de financiamento público
da Unidade de Cuidados Continuados
é assinado hoje Sábado em Braga

É assinado hoje em Braga o acordo relativo ao financiamento público da Unidade de Cuidados Continuados Integrados de Média Duração que a Fundação Nossa Senhora da Esperança projecta construir em Castelo de Vide, numa cerimónia ao final da manhã no no Theatro Circo daquela cidade que será presidida pela Ministra da Saúde.
O Conselho de Administração da Fundação Nossa Senhora da Esperança será representado neste importante acto da assinatura de contrato por Maria Teresa Baguinho Guimarães que estará acompanhada do administrador Francisco Carapeto. O Município faz-se representar por António Pita, vice-presidente da Câmara Municipal.
O financiamento do projecto, aprovado no âmbito do programa Modelar 2, monta a 750 mil Euros que constitui o valor máximo financiável neste tipo de projectos.
Recorda-se que o investimento total nesta Unidade está orçado em 1,93 milhões de euros e que a mesma terá uma capacidade inicial de 20 camas para internamentos de média duração (entre 30 e 90 dias), assegurando entre outros a prestação de cuidados médicos, de enfermagem, fisioterapia, terapia da fala e ocupacional, prescrição e administração de fármacos, cuidados de higiene, conforto e alimentação, apoio psicossocial e actividades de convívio e lazer. © NCV

23 de setembro de 2007

Unidade de Cuidados Continuados da Associação ANTA homologado na 2ª feira em Évora

Um dos 7 acordos que serão homologados na 2ª feira dia 24 de Setembro no Governo Civil de Évora corresponde à Associação Anta, da Beirã. Trata-se de uma Unidade de Cuidados Continuados Integrados Média Duração com 19 camas, que constitui a primeira a nascer no Norte Alentejano, já em funcionamento, conforme o NCV referiu no início de Julho passado (ver AQUI).
As parcerias envolvem um total de 180 camas que vão ficar disponíveis no Alentejo, no âmbito da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados e se5rão formalmente homologadas pelos secretária de Estado Adjunta e da Saúde, Carmen Pignatelli, e pelo secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques, na presença do presidente da União das Misericórdias, Manuel Lemos.
No que respeita às restantes unidades, vão ser criadas duas de Longa Duração, com 24 e 27 camas, respectivamente, em Ferreira do Alentejo e em Mértola, distrito de Beja, e uma de Média Duração em Estremoz (distrito de Évora), com 25 camas. Em Ponte de Sor, o acordo cria uma Unidade de Longa Duração, com 28 camas, o mesmo acontecendo em Arronches, que vai ter uma Unidade de Média Duração e Reabilitação com 23 camas. O Alentejo já dispõe de uma Unidade de Convalescença, integrada no Serviço Nacional de Saúde, a funcionar no Hospital de Serpa (Beja) com 20 camas.

A Anta, Associação e IPSS

A nova unidade de cuidados continuados da Beirã está instalada no edifício da antiga alfândega que foi beneficiado para o efeito. Dispõe de 20 camas, com serviços de enfermagem e de fisioterapia e os internamentos serão de 90 dias no máximo, segundo apurou o NCV.
O investimento na criação desta Unidade de Apoio Integrado foi de 672.424,45 Euros, sem contar com os 80 000 Euros iniciais que a Anta investiu na compra do edifício ao Património do Estado a preços especiais.
A Anta transformou-se
em Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) com utilidade pública e tem actualmente 50 utentes, a pagar apenas o que é exigido por lei, encontram resposta na ANTA e nas diversas valências por ela oferecidas. Dispõe de 3 carrinhas para o transporte das pessoas para o Centro de Dia e para concretizar as acções de Apoio Domiciliário. © NCV

2 de julho de 2007

Associação ANTA abriu na Beirã
uma “unidade de cuidados continuados”

Acaba de abrir na freguesia da Beirã uma unidade de cuidados continuados, no âmbito da actuação da Associação ANTA - Associação Cultural e de Desenvolvimento da Beirã, que constitui uma associação de desenvolvimento local e simultaneamente uma IPSS, Instituição Particular de Solidariedade Social de utilidade pública.
A nova unidade de cuidados continuados da Beirã está instalada no edificio da antiga alfândega que foi beneficiado para o efeito. Dispõe de 20 camas, com serviços de enfermagem e de fisioterapia e os internamentos são de 90 dias no máximo, segundo apurou o NCV.
Concretiza-se assim mais um sonho da Associação. O investimento na criação desta Unidade de Apoio Integrado foi de 672.424,45 Euros, sem contar com os 80 000 Euros iniciais que a Anta investiu na compra do edifício ao Património do Estado a preços especiais. Unidade de Apoio Integrado significa apoio em todas as áreas e articulação com a saúde para os utentes do concelho de Marvão.
A Anta transformou-se em Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) com utilidade pública e tem actualmente 50 utentes, a pagar apenas o que é exigido por lei, encontram resposta na ANTA e nas diversas valências por ela oferecidas. Dispõe de 3 carrinhas para o transporte das pessoas para o Centro de Dia e para concretizar as acções de Apoio Domiciliário. © NCV