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9 de agosto de 2017

Rádio Portalegre: António Pita "muito tranquilo" com intenção de grupo de lesados do incêndio no Andanças em apresentar queixa contra o Município

Um grupo de 69 lesados pelo incêndio ocorrido no parque de estacionamento do Festival Andanças, em agosto do ano passado, vai avançar para tribunal, e reclamar à Câmara de Castelo de Vide e à Associação PédeXumbo um total de 1,5 milhões de euros (ver notícia AQUI).

Em declarações à Rádio Portalegre, esta terça feira, dia de abertura da edição de 2017 do Festival Andanças, o presidente da Câmara de Castelo de Vide, António Pita, revelou que o município ainda não recebeu qualquer notificação do tribunal, mostrando-se “muito tranquilo”.
António Pita referiu que a Câmara Municipal não tem razões para ter qualquer tipo de preocupação, argumentando que “o processo de licenciamento é muito claro”.
O incêndio ocorrido no parque de estacionamento do Andanças em 2016 provocou danos em mais de 400 viaturas mas não se perderam vidas humanas.
Ora, António Pita sublinhou que a inexistência de feridos ou vítimas mortais em resultado do incêndio prova que o Plano de Evacuação “funcionou muito bem”, lamentando que esse facto “não tenha merecido a devida atenção”.
Marta Guerreiro, da Associação PédeXumbo, organizadora do festival, disse à Rádio Portalegre, ter tido conhecimento da queixa através da comunicação social.
A edição de 2017 do Andanças (...) decorre até sexta feira, sendo que este ano, o festival não dispõe de parque de estacionamento oficial. © Gabriel Nunes-Susana Mourato/RPortalegre/NCV

8 de agosto de 2016

Incêndio no Festival Andanças:
“grupo informal de lesados” apela
à agilização de procedimentos burocráticos

Um autodenominado “grupo informal de lesados(as) pelo incêndio do dia 3 de agosto no estacionamento provisório do Festival Andanças” surgiu no website oficial da Associação PédeXumbo (ver AQUI) a apelar “ a todos(as) os(as) participantes do Festival Andanças que apoiem os(as) lesados(as) do incêndio a pressionar as autoridades competentes para agilizarem procedimentos burocráticos”.
Para alem disso, começaram por “demonstrar o seu reconhecimento pelo esforço e colaboração na resolução e acompanhamento desta ocorrência por parte da GNR, organização do festival, Câmara Municipal, voluntários(as) e participantes”.
Remoção das viaturas pelas autoridades
O apelo vai no sentido de pressionar as entidades competentes no sentido de agilizarem procedimentos em matéria de “remoção de veículos em fim de vida (...) desonerando o(a) proprietário(a) da viatura queimada e/ou a entidade organizadora do evento da responsabilidade de a remover por sua conta e risco para o centro de abate, passando essa tarefa a ser da responsabilidade de um organismo oficial em colaboração com outras entidades”.
Limpeza do “terreno contaminado”
Outro apelo vai no sentido de “desonerar da obrigação de limpeza (do “terreno contaminado”) quer os(as) proprietários(as) das viaturas, quer a entidade organizadora do evento e, sendo caso disso, o proprietário do terreno, passando essa tarefa a ser da responsabilidade, neste caso concreto, de um organismo oficial”.
Cancelamento das matrículas
Finalmente solicitam que o IMT permita “que o cancelamento de matrícula das viaturas queimadas neste incidente seja feito apenas com a apresentação da declaração de extravio de documentos emitida pela GNR, posto territorial de Castelo de Vide”. © NCV