15 de junho de 2007

Pedro Rabaça estruturou Plano Estratégico
a cinco anos para os Bombeiros

O novo Comandante dos Bombeiros Voluntários de Castelo de Vide estruturou recentemente um Plano Estratégico para a Corporação.

O documento, considerado por ele como indispensável para que haja um planeamento eficaz neste Corpo de Bombeiros, foi já dado a conhecer a diversas entidades, como a Direcção desta Associação Humanitária, a Câmara Municipal de Castelo de Vide e o Comando Operacional Distrital.

Gentilmente Pedro Rabaça disponibilizou ao nosso jornal o documento tendo-nos adiantado, na altura, que aguardava o concentrar de esforços para que os objectivos traçados venham a ser alcançados. Passamos, pois, a apresentar alguns dos conteúdos do Plano em causa.

“ Com a nova liderança de comando, será necessário ao Corpo de Bombeiros de Castelo de Vide - CBCV - , que sejam definidas linhas de actuação, bem como estratégias de intervenção e de dinamização. Isto por que cremos que a planificação será o motor de desenvolvimento sustentado que é preciso para esta corporação” lê-se na Introdução.

"Aprender com o passado para planear o futuro”

No entender de Pedro Rabaça: “o CBCV, desde que foi criado, sempre soube afirmar-se como uma estrutura bem montada, operacionalmente estável e cumpridora. Isto tanto junto da população, como dos outros Corpos de Bombeiros e ainda de todas as instituições locais, distritais e mesmo nacionais. E muitas vezes até fomos dados como exemplo a tantos outros. Assim, deveremos aprender com o passado para planear o futuro”.

Afirma ainda o Comandante que: “não nos poderemos, contudo, encostar àquilo que somos, deveremos sim trabalhar para nos podermos continuar a afirmar em termos operacionais, institucionais e sobretudo de valores e de solidariedade para com os outros”.

Mais adiante refere que “contaremos com todos para que o trabalho não se perca. Estão mesmo previstos mecanismos de actuação e dinamização, mas também de controlo e de avaliação”.

No documento é sublinhado que ”o principal objectivo é o de melhorar a prestação do CBCV naquilo para que é solicitado.”
Uma responsabilidade de todos

Na enumeração dos itens que visam dotar o CBCV de capacidade operacional não é esquecida a parte referente à “formação técnica e operacional com o fim de melhorar a prestação de socorro”. Outros aspectos referidos dizem respeito “à melhoria das condições do quartel”, bem como à criação de “uma imagem positiva e de referência dos bombeiros perante a sociedade”.

Já quanto à dotação do CBCV com o equipamento necessário à prestação de socorro são referidas várias prioridades, como a aquisição de equipamento de protecção individual (capacete, calças e casaco); compra de aparelhos de ar comprimido tipo Arica; substituição do equipamento de salvamento e desencarceramento, bem como do respectivo veiculo agregado a estas operações; aquisição de viatura auto tanque de capacidade não inferior a 15 mil litros; substituição de um Veiculo Ligeiro de Combate a Incêndios e ainda de uma ambulância.

A este respeito o documento prevê também: a profissionalização do serviço de saúde com socorristas a tempo inteiro; a criação, com profissionalização, de equipa de intervenção de combate e socorro; a criação da estrutura de apoio com o fim de se garantir a manutenção e reparação de viaturas em tempo útil e oportuno.

No que diz respeito ao dotar os Bombeiros de formação técnica e operacional, com o objectivo de melhorar a prestação de socorro, são tidos em conta vários campos.

As condições do Quartel

Relativamente à operacionalização das condições do quartel, o documento defende um melhoramento das condições físicas já existentes, com especial relevo para o edifício anexo, bem como a criação de sala com computadores para acesso livre à Internet, entre outros aspectos.

A fim de ser implementada uma imagem positiva e de referência dos bombeiros perante a sociedade local, distrital e nacional, define-se no Plano: a criação de escala mensal de prevenção; colaboração com entidades várias em acções de âmbito operacional, técnico operacional e de formação; incentivar os jovens ao voluntariado e à cooperação com os bombeiros, através de divulgação das actividades e campanhas de angariação de novos elementos.

Por fim é referido que “este plano, como se entenderá, será uma responsabilidade de todos os elementos do CBCV, contando com a colaboração directa e responsável por parte dos corpos directivos, de instituições locais e de âmbito nacional, devendo ser dinâmico e ajustável a um período de cinco anos. Isto desde que existem condições favoráveis à sua realização”. © JRR/NCV

Nota: Ler notícia mais desenvolvida na edição impressa do NCV.

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