22 de junho de 2015

Votação da proposta de PDM na Câmara Municipal:
vereadores PS abstiveram-se
renovando fortes críticas à maioria PSD

Os dois vereadores do PS na Câmara Municipal de Castelo de Vide (Tiago Malato e Paulo Morais) abstiveram-se na votação da proposta de PDM – Plano Director Municipal renovando as suas fortes críticas procedimentais e políticas à maioria PSD.
Críticas essas que os autarcas do PS deixaram reflectidas numa declaração de voto de natureza essencialmente política, onde fica assumido que “o PDM é da total responsabilidade desta maioria PSD eleita”.
O texto dessa declaração de voto já foi tornado público através das redes sociais (ver texto completo AQUI).
Reunião extraordinária ao sábado de manhã
A votação decorreu numa reunião extraordinária do Executivo no passado sábado de manhã visando a aprovação do “relatório de ponderação de discussão publica da proposta de revisão do PDM”, de forma a ser a mesma apresentada à Assembleia Municipal (extraordinária) que como o NCV tem noticiado, atentos os prazos de convocatória, deverá realizar-se no próximo dia 29 de Junho.
Assim se pretenderá evitar que o processo fique abrangido pela nova Lei de Bases Gerais da Política Pública de Solos, de Ordenamento do Território e de Urbanismo, obrigando a uma profunda “revisão da revisão” do Plano Diretor Municipal de Castelo de Vide.
“Total falta de transparência e concertação”
Na sua declaração de voto, Tiago Malato e Paulo Morais contestaram mais uma vez um processo de Revisão de PDM “que culmina agora à pressa “ depois de ter decorrido durante sete anos “sem qualquer estratégia continuada” e “com a total falta de transparência e concertação necessárias”.
“No entender dos Vereadores do Partido Socialista, este processo de revisão do PDM é um exemplo claro da forma como a maioria PSD, gere atualmente a câmara e os destinos do Concelho. Com uma dificuldade evidente em definir estratégias e fazer priorizar políticas municipais”. (…) “Não há nem linha nem rumo, nem caminho. Tudo se faz ao sopro de “atrasos” e de “urgências” casuísticas. Apressadamente. E muito menos há a integração das necessidades, visão e ambição, de quem vive e investe em Castelo de Vide”.
“Para os vereadores do PS esta maioria aparentemente não entendeu a importância real de um PDM, vendo-o como uma simples obrigação legal”.
“Simulacro de verdadeira democracia”
Depois de referir os diversos procedimentos com que não concordaram neste processo (ou a sua ausência) Tiago Malato e Paulo Morais terminam a sua declaração de voto referindo que “pretenderão agora, num simulacro de verdadeira democracia, querer convencer que, em fim de linha e de discussão pública se pode então melhorar aquilo que está de nascença torto e ainda pouco conhecido”.
“A permissividade a que assistimos, servirá a alguns. Mas não retira a necessidade de condicionamento da liberdade de uns poucos que fazem o que querem, em benefício da qualidade de vida de todos que é, afinal, o propósito maior de qualquer Plano de Ordenamento”, concluem. © NCV

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