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4 de junho de 2014

Cartas ao Director: canceladas as competições
da Liga Nacional de Parapente em Castelo de Vide

Em relação com a notícia que demos há dias sobre o cancelamento das provas deste ano da Liga Nacional de Parapente (vd AQUI), recebemos do nosso leitor António Aguiar a seguinte mensagem que a seguir publicamos na íntegra:
"Não faço ideia do motivo por que tal sucede, mas não posso deixar de lamentar que se acabe assim com uma iniciativa que custou alguns anos a desenvolver e que já era uma referência internacional entre os pilotos de voo livre. Castelo de Vide foi a prova em que muitos pilotos bateram os seus recordes pessoais de voo de distância e de permanência em voo.
O Voo Livre em Castelo de Vide podia, aliás, ter sido muito mais desenvolvido. Eu, pessoalmente, já tinha contacto de pilotos nórdicos que, tendo participado em anos anetriores, pretendiam inscrever-se na edição deste ano, prevista no calendário da FPVL, e seguir para outras competições em Espanha.
Cumprimentos,
António Aguiar"

10 de maio de 2014

Cartas ao director:
"O rico acervo fotográfico de Geraldo Calha"


Foi ternura e emoção o que senti quando vi o post colocado a 25 de Abril de 2014 no http://noticiasdecastelodevide.blogspot.pt/ e encorpado por: «Arquivo Fotográfico Geraldo Calha: Salgueiro Maia década de 50 do século XX».
Parabéns ao vosso trabalho, assim como à disponibilidade do Dr. João Calha para tornar público tão distinto documento.
A foto, para além de retratar rapaziada de uma geração ínclita, como Fernando Salgueiro Maia com pouco mais de meia dúzia de anos (nasceu em 1944), mostra as Aleluias castelovidenses como foram até 1955, ou seja: chocalhadas na parte da manhã do Sábado Santo. Só a partir de 1956, inclusive, é que a Vigília Pascal passou a ser nocturna.
Quem incorporava o cortejo com as Bandas eram grupos constituídos apenas por rapazes, cada um chocalhando com determinação e respeito. As mulheres não tinham direito a associar-se a esta cerimónia muito digna e diferente.
O percurso palmilhado era bem maior que o actual. E, nesta altura, havia duas bandas na Vila que competiam… semifusa a semifusa. Logo estavam de costas voltadas. Depois de anunciada a Aleluia, cada rapaz seguia a banda das suas preferências em termos quase clubistas. Os monárquicos iam numa direcção e seguiam religiosamente os músicos da Filarmónica Doutor José Frederico Laranjo. Já os Republicanos badalavam atrás dos executantes da Banda União Artística.
Outros tempos…
Ainda poderíamos falar das Trevas e da Igreja ficar às escuras, mas fica para outra ocasião.
Que outros pedacinhos destes nos reservará o rico acervo fotográfico de Geraldo Calha?"
Um leitor do NCV
(devidamente identificado mas que solicitou o anonimato)

23 de abril de 2014

Cartas ao Director: Festival Internacional
de Música de Marvão é produzido
e organizado por associação criada para o efeito

Recebemos dos organizadores do Festival de Música de Marvão a seguinte mensagem com pedido de esclarecimento que a seguir publicamos.
"Na sequência da v/notícia publicada no dia 8 do corrente, que desde já agradecemos, em que se anuncia a realização do Festival de Música de Marvão, que se realiza entre 25 e 26 de Julho deste ano, gostaríamos de oferecer a seguinte rectificação: ao contrário do noticiado por V. Exas, a produção e organização do festival está a cargo de uma associação cultural criada especificamente para o efeito, composta por vários residentes no concelho de Marvão. 
Ainda que tenhamos todo o apoio da Câmara Municipal, a organização é da nossa exclusiva responsabilidade".

Pedro Barros

28 de novembro de 2012

Cartas ao Director:
A homenagem a D. Isabel Guimarães


Das nossas leitoras Quina Morais e Maria Ana Manso Salgueiro Salvador recebemos as seguintes mensagen relativas à homenagem prestada no passado sábado à empresária castelovidense Isabel Guimarães.
Acabo de chegar da justa homenagem prestada a D. Isabel Guimarães, e sinto como que uma espinha espetada na garganta, por não ter conseguido fazer ouvir o meu testemunho, na medida em que quando ganhei coragem para o fazer, as intervenções foram dadas como terminadas. 
Creio que o vosso jornal não deixou de estar presente, e nessa medida, caso achem util esse meu testemunho, aqui vai:  sou natural da cidade de Castelo Branco, e nos anos 50 vinha para 
Castelo de Vide a acompanhar a minha Avó, durante as semanas em que esta usufruia do tratamento termal. Primeiro no Hotel, depois na Casa do Parque, sempre fomos hóspedes do casal Guimarães, com quem criámos fortes laços de amizade. 
Depois de tudo o que foi hoje dito na homenagem, tomei consciência de que sou um dos exemplos mais reais disso mesmo : é que em 1957, mais precisamente dia 4 de Agosto, fui com a Isabelinha à Carreira de Baixo para assistir a uma burricada inserida no programa das Festas da Vila. 
E ela, com o seu geitinho casamenteiro, apresentou-me, montado num burro, um rapaz seu amigo. 
Bendita a hora : esse rapaz, mais conhecido por Zeca Morais é o meu 
marido há exatamente 51 anos, e Castelo de Vide foi a terra que 
escolhi para viver o resto das nossas vidas. 
E tudo graças a quem? à Isabelinha,a quem não me canso de agradecer a felicidade que me proporcionou”. 
Quina Morais 
À minha amiga Isabelinha
Menina, sempre menina,
Desde o meu amanhecer
E desde que pequenina,
A vejo menina e mulher!
Bem-disposta e feminina
Esposa, mãe, na liderança
Sabendo sempre o que quer,
Fazendo raiar a esperança
Das dificuldades vencer
E alcançando a bonança
Nos negócios a tecer.
E com o seu ar de “menina”
Uma senhora sabe ser.
E é a esta Isabelinha
Que é como o sol a nascer
Que quero dar uma palavrinha:
O seu exemplo agradecer,
De uma vida abençoada
Por quem a sabe viver!
Maria Ana Manso Salgueiro Salvador

10 de novembro de 2012

Cartas ao Director:
Quando a fé é trocada por dinheiro...

Da nossa leitora Maria João Chenrim Coimbra Mota recebemos a seguinte carta que a seguir publicamos na íntegra.
Venho por este meio informar todos os filhos de Castelo de Vide da vergonha que existe na Paróquia desta Vila cheia de tradições e de Amor.
No corrente mês houve um funerl de um Castelovidense (António Coimbra), na terra que o viu nascer e crescer. Nesse mesmo dia foi pedido pela filha em memória do seu falecido pai, que não houvesse peditório na missa fúnebre, uma vez que esta já tinha um preço a pagar e uma vez que era uma missa de dor que fosse respeitada a sua vontade. Depois de ter falado com o senhor Cónego Tarcísio e este ter recusado, foi feito o peditório na mesma, apesar da revolta de todos os entes queridos que estavam presentes. Mesmo assim e depois de o terem feito o sr. Cónego Tarcísio cobrou o valor de 30 euros popis alegou não ter sido feito peditório na cerimónia fúnebre.
Pergunto eu, filha do falecido, onde está a vergonha? Onde está o respeito e a fé por Deus?
Deus disse: “Ai daquele que faça negócio na minha casa”. É assim que apelam à nossa fé? É assim que querem que continuemos a acreditar?
Quando o dinheiro está à frente da fé e do Amor o que podemos pensar dos seus responsáveis?
Espero que tenham em consideração todo o desgosto e toda a revolta que uma missa fúnebre acarreta.
Aqui vos deixo esta mensagem para que num futuro haja “vergonha e respeito” neste tipo de situações.
Com todo o amor, Saudade e respeito me despeço de todos os que estiveram presentes neste último Adeus a meu pai.
Um bem haja a todos”.
Maria João Chenrim Coimbra Mota
7 de Novembro de 2012

5 de outubro de 2012

Cartas ao Director:
"Aos que não sabem… a inclusão faz a diferença!"

Tourada na Praça de S. Roque faz hoje 60 anos.
Da nossa leitora Maria Ana Manso Salgueiro recebemos a seguinte carta que, pela sua actualidade, a seguir reproduzimos na íntegra:
"Aos Responsáveis e Munícipes de Castelo de Vide

Aos que não sabem… a inclusão faz a diferença!
Talvez porque ando um pouco distraída, ou porque ando de certa forma ausente, não me tinha sido dado aperceber-me do sectarismo que existe nesta tão bonita vila de Castelo de Vide… sectarismo este que leva à exclusão de munícipes. Realmente, já me tinha sentido excluída em vários momentos e por várias razões. No entanto, não tinha e, de certo modo, não tenho a noção do separatismo que se vive.
Mas como quem muito anda muito apanha, aconteceu que ao escrever e publicar um livro, através do qual tento passar uma mensagem de união contra a exclusão, não me apercebo que a união não existe mas sim a exclusão. Muito me entristece tal descoberta, pois existe no meu íntimo o intuito de que as pessoas se unam para se vencerem os difíceis momentos que se vivem e os prognósticos dos que se avizinham.
Certamente o apelo que faço parecerá uma «graça» sem sentido. Não importa, vou fazê-lo na mesma, talvez fruto da ingenuidade que me caracteriza. Cá vai:
«Não seria bom que o povo castelo-vidense se unisse sem ter em conta cores ou credos e aproveitasse os valores que temos capazes de fazer algo por uma terra pobre como a nossa?»
Vivemos num país pobre, numa região pobre e de poucos recursos, ponhamos pois a prossecução do interesse público acima de tudo e não percam tempo com questões que tão pouco nos dignificam. 
A propósito de «exclusão», tomada à vara larga, aqui vai um exemplo, um programa antigo de 1952 (imagem publicada junto).
Engraçado… gado do meu avô; e também, tem muita piada (certamente, ironia do destino), a favor da Santa Casa da Misericórdia onde eu, Maria Ana Manso Salgueiro não fui aceite como irmã da Santa Casa em 2005 e por aí fora, até tomar posse uma nova direcção à frente da Instituição.

Maria Ana Manso Salgueiro

28 de setembro de 2012

Cartas ao Director:
Câmara Municipal indeferiu sem fundamentação
pedido de autocarro feito pela USNA


Da nossa leitora Maria Ana Manso Salgueiro recebemos a seguinte carta que a seguir reproduzimos na íntegra.
Hoje, dia 28 de Setembro de 2012, atenta à situação socioeconómica que se vive neste meu país, Portugal, despontou em mim a ideia de me deslocar a Lisboa para participar na manifestação anunciada para amanhã, 29 de Setembro.
Tendo em conta que é critério da Câmara Municipal de Castelo de Vide, onde resido, disponibilizar meios para transporte que beneficiem a população, fui à Câmara perguntar se havia algum autocarro para esse efeito, em virtude de essa situação já se ter verificado noutras ocasiões semelhantes.
Aí, tomei então conhecimento de que a União dos Sindicatos do Norte Alentejano tinha enviado um ofício pedindo o referido transporte que apenas mereceu o despacho de indeferido sem qualquer informação e/ou fundamentação!
Resta-me saber se ao menos foi dada resposta à União dos Sindicatos.
Maria Ana Manso Salgueiro