15 de maio de 2020
Efemérides: Jaime Martins Barata faleceu há 50 anos
13 de outubro de 2018
Cristovam Pavia morreu faz hoje 50 anos
Poema “Litania Da Rua Dos Fanqueiros” dito por José Maria Alves
Francisco António Flores Bugalho viria a revelar a seu valor intelectual no campo das letras, como poeta, assinando com o pseudónimo "Cristovam Pavia".
Tímido e introvertido por natureza, mas dotado desde novo de notável apetência para as coisas do espírito, era filho do Dr. Francisco José Lahmeyer Bugalho e de Guilhermina Mimoso Flores Bugalho, neto paterno de Francisco José Bugalho e de Sofia Lahmeyer Bugalho, e materno do Prof. Dr. António Pereira Flores e de Cecília Baptista Mimoso Flores.
Recebeu o sacramento do baptismo na Igreja da Senhora da Luz, junto à quinta dos seus avós maternos, em Castelo de Vide, a 2 de Janeiro seguinte, ministrado pelo Padre Severino Dinis Porto, sendo seus padrinhos o avô materno e Maria Vicência Bugalho Mouta.
Licenciou-se em filologia Germânica na Faculdade de Letras de Lisboa em 1955. Cristovam Pavia publicou "Trinta e Cinco Poemas", o único livro de poemas em sua vida.
Em 1982, já muito depois da sua morte (em 1968), e por iniciativa da família e de amigos, foi publicado um livro com esses 35 poemas, mas acrescentado dos «poemas esparsos» e dos «poemas inéditos». Esse o livro foi reeditado no final de 2010 pela Editora D. Quixote, desta vez com uma ordem que os estudiosos do autor consideraram ser mais correcta. Com 288 páginas, o novo volume intitula-se “Poesia” e inclui 8 textos inéditos.
Mais recentemente - já este ano – surgiu uma nova reedição (ampliada) com o título “35+15 Poemas” (ver notícia AQUI). © DSCordeiro/NCV
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| Foto © A. Cruz/NCV |
Estou grave e calmo.
E não preciso de ninguém
Nem a luz da tarde me comove: entendo-a.
Até as imagens me são inúteis porque contemplo tudo.
Os ventos rodam, rodam, gemem e cantam
E voltam. São os mesmos.
Como os conheço desde a infância!
E a terra húmida das tapadas da quinta...
O estrume da égua morta quando eu tinha seis anos
Gira transparente nesta brisa fria...
(Na noite gotas de orvalho sumiam-se sob as folhas das ervas)
Oh, não há solidão, nas neblinas de inverno
Pela erma planície...
E foi engano julgar-te morto e tão só nas tapadas em silêncio...
Agora sei que vives mais
Porque começo a sentir a tua presença, grande como o silêncio...
Já me não vem a vaga tristeza do teu chamamento longínquo
Já me confundo contigo.
Poema “Ao meu cão Fixe” dito por José-António Moreira.
13 de maio de 2018
Edifício dos CTT em Castelo de Vide
foi inaugurado faz hoje 60 anos
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NCV
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31 de maio de 2013
Efemérides:
Câmara Municipal recorda tragédia de há 50 anos
31 de Maio de 1963,
dia de Tragédia em Castelo de Vide
5 de outubro de 2012
Cartas ao Director:
"Aos que não sabem… a inclusão faz a diferença!"
| Tourada na Praça de S. Roque faz hoje 60 anos. |
29 de março de 2011
Efeméride: passam hoje 500 anos
do Foral de D. Manuel I a Póvoa e Meadas
23 de julho de 2010
OPINIÃO:
Nos setecentos anos do foral das Meadas
Em 23 de Julho de 1310 (1348 da era de César), há precisamente 700 anos, o Infante D. Afonso, segundo filho de D. Afonso III e irmão do Rei D. Diniz, outorgava aos habitantes da Vila da Meadas o seu segundo foral. Antes, por volta de 1243/5, um outro Infante, quarto filho do Rei D. Afonso II, Fernando de seu nome mas conhecido por Infante de Serpa, outorgou-lhes o primeiro foral.O Infante D. Afonso pretendia aumentar o povoamento do seu herdamento das Meadas e, por isso, dava aos seus moradores e aos que lá se viessem a fixar aquelas terras, com todas as pertenças e melhorias, mediante o pagamento da sétima parte de pão (trigo), vinho, linho, dos moinhos (farinha) e pisões (panos), alhos e cebolas. A forma de entrega de cada um destes géneros era também determinada do seguinte modo: o trigo era entregue na eira já debulhado e limpo, o vinho era recolhido já armazenado numa dorna (recipiente feito de ripas de madeira), o linho só era entregue depois de seco no tendal e os alhos e cebolas deviam ser enrestados, isto é, agrupados e unidos
Durante mais de 159 anos a Vila da Meadas e os seus moradores foram, com mais ou menos conflitos com os sucessivos senhorios das terras, gerindo autonomamente as suas vidas. Mas, em 16 de Setembro de
Pedro de Moura iniciou, logo que tomou posse das Meadas e também da Póvoa, uma série de iniciativas com vista a reduzir os custos com a administração das duas vilas. Socorrendo-se de subterfúgios e falsas informações acerca da população das Meadas e do seu real rendimento logrou convencer o Rei D. Afonso V a conferir-lhe a jurisdição das vilas de acordo com os seus interesses. Em 1469 alegando a escassez de moradores nas Meadas, faz um pedido ao rei para juntar a jurisdição das Meadas à da Póvoa, já que, como argumentava, aquela vila, ao contrário desta, se encontrava despovoada, apenas lá residindo temporariamente um mordomo que lhe tratava da lavoura. O rei, tendo em conta a argumentação de Pedro de Moura, que invocara também os custos de manter Juízes de Fora para as duas vilas, concede a que a jurisdição das Meadas passe a depender da Póvoa, passando os juízes, alcaides, vereadores e almoçaté a exercerem nas duas vilas.
Estava assim dado o primeiro e decisivo passo para juntar as vilas da Póvoa e das Meadas, junção essa que viria a ser, oficialmente, confirmada no Foral de D. Manuel de 1511 onde se diz: « ... este foral dado à nossa villa de Póvoa e Meadas ... ». Podemos, então, considerar que se deve a Pedro de Moura a fusão das duas vilas da qual resultaria a actual designação da nossa terra.
Setecentos anos depois será que é a vez da Póvoa desaparecer como vila, ficando apenas um nome como sucedeu com as Meadas?
De facto, tal como nas Meadas, temos vindo a assistir a um progressivo encerramento de serviços essenciais à vida de uma qualquer comunidade. Primeiro foi o médico residente, depois fechou o posto dos Correios, destino igual teve o da GNR. Até o padre residente se ausentou durante largos anos. Agora é a escola que está ameaçada, logo mais será a própria Freguesia.
Se é verdade que é aos poderes políticos que cabe, em primeira mão, promover políticas que defendam o interior do País da desertificação, coisa que cada vez menos fazem, quando não enveredam pelo rumo contrário como recentemente se tem visto, não é menos verdade que as populações e os seus orgão autárquicos também têm um papel fundamental, decisivo mesmo, na sobrevivência das suas terras.
Sabemos que a sobrevivência da nossa Terra não passa já pela agricultura. A Reforma Agrária que, mesmo com todos os erros, poderia ter servido para a reavivar já chegou tarde e a entrada na CEE acabou com todas as possíveis ilusões a este respeito. A indústria também não se afigura como um meio de desenvolvimento desta região, especialmente nos tempos que correm. Resta assim o turismo e um conjunto de actividades relacionadas como o artesanato ou a gastronomia.
O turismo, no entanto, não subsiste se não conseguir atrair pessoas para mais do que um passeio de fim-de-semana. O concelho de Castelo de Vide tem excelentes potencialidades para esta actividade, algumas bem aproveitadas, mas não pode desperdiçar nenhuma possibilidade. O grande desafio para toda a região, capaz de se constituir um motor da procura turística, é a criação de uma praia fluvial de qualidade, não um “resort” inacessível, na Barragem da Póvoa. Ancorada numa estrutura atractiva deste tipo, toda a actividade turística da região sairá a ganhar.
Recentemente tive oportunidade de referir a possibilidade de criação de uma empresa municipal de turismo, volto a defender esta ideia que considero ser um objectivo estratégico regional que vai muito para além das forças políticas e mesmo dos órgãos de poder autárquico.
Deixar morrer a Póvoa é também um passo para a morte de todo o Concelho.
Jorge Rosa
13 de outubro de 2008
Cristovam Pavia morreu faz hoje 40 anos

Francisco António Flores Bugalho viria a revelar a seu valor intelectual no campo das letras, como poeta, assinando com o pseudónimo "Cristovam Pavia".
Tímido e introvertido por natureza, mas dotado desde novo de notável apetência para as coisas do espírito, era filho do Dr. Francisco José Lahmeyer Bugalho e de Guilhermina Mimoso Flores Bugalho, neto paterno de Francisco José Bugalho e de Sofia Lahmeyer Bugalho, e materno do Professor Doutor António Pereira Flores e de Cecília Baptista Mimoso Flores.
Recebeu o sacramento do baptismo na Igreja da Senhora da Luz, junto à quinta dos seus avós maternos, em Castelo de Vide, a 2 de Janeiro seguinte, ministrado pelo Padre Severino Dinis Porto, sendo seus padrinhos o avô materno e Maria Vicência Bugalho Mouta.
Licenciou-se em filologia Germânica na Faculdade de Letras de Lisboa, em 1955.
Cristovam Pavia publicou "Trinta e Cinco Poemas", o único livro de poemas em sua vida. Postumamente, por iniciativa da família e de amigos, foi publicado o volume "Poesia". © DSCordeiro/NCV
REQUIEM
(ao menino morto, eu próprio)
A tarde declina com uma luz ténue.
Estou grave e calmo.
E não preciso de ninguém
Nem a luz da tarde me comove: entendo-a.
Até as imagens me são inúteis porque contemplo tudo.
Os ventos rodam, rodam, gemem e cantam
E voltam. São os mesmos.
Como os conheço desde a infância!
E a terra húmida das tapadas da quinta...
O estrume da égua morta quando eu tinha seis anos
Gira transparente nesta brisa fria...
(Na noite gotas de orvalho sumiam-se sob as folhas das ervas)
Oh, não há solidão, nas neblinas de inverno
Pela erma planície...
E foi engano julgar-te morto e tão só nas tapadas em silêncio...
Agora sei que vives mais
Porque começo a sentir a tua presença, grande como o silêncio...
Já me não vem a vaga tristeza do teu chamamento longínquo
Já me confundo contigo.
28 de agosto de 2007
Para quando a Casa Museu Ventura Porfírio?
Acerca das qualidades do conceituado artista castelovidense já muito foi dito. Apenas queremos recordar a data e o Homem, assim como sublinhar que em 2008 se completará o primeiro centenário do nascimento deste destacado castelovidense e português.
A 12 de Agosto último, aquando do centenário do nascimento de Miguel Torga, foi inaugurada em Coimbra a Casa Museu deste Escritor que se imortalizou pela sua escrita. Perdoem-me mas criar-se uma Casa Museu justifica-se muito mais no caso do Pintor António Ventura Porfírio, cuja família tem em seu poder um vasto e valioso espólio cultural e artístico.
Mais do que ninguém o Dr. José Luís Porfirio saberá da viabilidade destas palavras que aqui deixamos, bem como dar os passos necessários para o avanço da ideia.
Não sei por quê mas sempre que ia a casa do Sr. Porfírio tinha a sensação de que aquele espaço fora pensado para um Museu ou centro artístico ou outra designação que lhe queiramos dar...
Claro que o assunto deve ser tratado "com pinças" e ser sempre respeitada a vontade da Família do Pintor António Ventura Porfírio.
Talvez o Ministério da Cultura possa ser parceiro na ideia. Até por que o Governo investiu forte, e muito bem, na Casa Museu Miguel Torga. Logo tem obrigação de o fazer aqui igualmente. E talvez o Grupo de Amigos de Castelo de Vide também possa contribuir para o amadurecimento da ideia.
E por que não um Espaço Museu Adolfo Bugalho?
E já agora aproveitamos para avançar com outro repto: Por que não pensar-se também seriamente na criação de um Espaço Museu Adolfo Bugalho em Castelo de Vide? © José Rui Rabaça/NCV








