Mostrar mensagens com a etiqueta Escavações. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Escavações. Mostrar todas as mensagens

8 de agosto de 2021

Escavações no Anfiteatro Romano da Ammaia: depoimentos de Carlos Fabião e Nova Barrero Martín

Carlos Fabião, coordenador dos trabalhos arqueológicos em curso na Ammaia, fala do projeto que visa o estudo dos edifícios lúdicos da Cidade Romana. Estes trabalhos, que se vão prolongar até ao próximo ano, envolvem a escavação e estudo do Anfiteatro, a sua conservação e valorização.
Nova Barrero Martín, conservadora no Museu Nacional de Arte Romana de Mérida, e Carlos Fabião, coordenador da campanha de escavação na Ammaia, falam sobre os trabalhos que decorrem no Anfiteatro da Cidade Romana.
Agendamento de visitas: ammaia@ammaia.pt e telefones 245 919 089 ou 960 325 331

15 de julho de 2021

Prosseguem os trabalhos arqueológicos no anfiteatro da cidade romana de Ammaia (Marvão)

Fotos © Ammaia/NCV
Está a decorrer uma nova fase dos trabalhos arqueológicos no anfiteatro da cidade romana de Ammaia, Marvão, um monumento que foi identificado em 2019, no âmbito do projeto que visa o estudo dos edifícios lúdicos desta cidade romana.
O projeto em curso, que decorre ao longo dos próximos anos, envolve a escavação e estudo do anfiteatro e a sua conservação e valorização.
O anfiteatro, o quinto destes edifícios conhecidos em cidades da antiga Lusitânia, apresenta medianas dimensões, de 53,5 metros no seu eixo maior, e cerca de 40 no menor, com infraestrutura pétrea e bancadas de madeira, à semelhança dos já conhecidos anfiteatros de Bobadela (Oliveira do Hospital) e de Cáparra (Oliva de Plasencia).
Campanha financiada pela Fundação “La Caixa”
Presentemente, decorre uma campanha de escavação e de diagnóstico das ações de conservação a realizar, financiada pela Fundação “La Caixa”, promovida por um consórcio que envolve a Fundação Cidade de Ammaia, a Fundación de Estudios Romanos, o Museo Nacional de Arte Romano e o Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa (Uniarq).
Os principais objetivos delineados incluem a continuação da identificação do perímetro do edifício e escavação e estudo dos compartimentos associados à arena (carceres), os locais onde se guardavam os animais, para as venationes, lutas de humanos contra animais, ou onde os gladiadores se preparavam para entrar em acção nos combates singulares que realizavam. © NCV

11 de outubro de 2016

Escavações em Revelada, Vila Velha de Ródão: instalação de nova unidade fabril na Revelada
coloca a descoberto vestígios do Paleolítico

A empresa Paper Prime, integrada no grupo Trevipapel, vai instalar em Vila Velha de Ródão uma nova unidade fabril responsável pela produção de papel em bobine cuja produção anual se prevê superior a 30 mil toneladas de matéria-prima e representa um investimento de 30 milhões de euros.
No decorrer das primeiras sondagens do terreno foram encontrados vestígios arqueológicos de relevância para a história e património do concelho. 
No sentido de minimizar o impacto da edificação e preservar a história, decorrem em Revelada as escavações do período paleolítico. © NCV

15 de julho de 2016

Escola de Verão já começou trabalho de escavação arqueológica na Cidade Romana de Ammaia

Já começaram os trabalhos de escavação arqueológica no Fórum da Cidade Romana de Ammaia.
Esta Escola de Verão durará até ao final do mês de Julho e conta com a presença de alunos das Universidades de Lisboa e de Évora, com um estudante da Universidade de Granada, uma aluna da Universidade de Sevilha e um aluno da Universidade Federal de S. Paulo-Brasil, para além da equipa da própria Fundação Cidade de Ammaia.
A direcção dos trabalhos está a cargo dos Professores Carlos Fabião eAmílcar Guerra, e ainda de Vítor Dias e Joaquim Carvalho.
À semelhança das anteriores, esta Escola de Verão prevê escavação durante o período da manhã, sendo as tardes dedicadas a trabalhos no Laboratório de Conservação e Restauro e a algumas sessões teóricas dadas pelos arqueólogos.
Segundo a Fundação, “esta é uma excelente oportunidade para visitar a Ammaia e ver de perto como se trabalha numa escavação arqueológica”. © Ammaia/NCV



22 de setembro de 2011

Primeiros resultados da campanha de escavação
na Anta dos Currais do Galhordas






Os monumentos megalíticos da área do concelho de Castelo de Vide são desde há muito valorizados, não só pela sua abundância, como também pela riqueza do respectivo espólio e arquitectura, pelo que contribuíram, decisivamente, para o conhecimento do fenómeno tumular megalítico do Alto Alentejo e da Península Ibérica em geral.
No contexto de um projecto de valorização turística e cultural da área envolvente da albufeira da barragem de Póvoa e Meadas, a Câmara Municipal de Castelo de Vide decidiu proceder à escavação e estudo de mais um destes monumentos do Concelho, a Anta dos Currais do Galhordas, na freguesia de S. João Baptista.
Nestes trabalhos, coordenados por Sérgio Monteiro-Rodrigues, docente da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, participam alunos do Mestrado em Arqueologia da mesma Faculdade Daniela Ferreira e Filipe Vaz, funcionários do Serviço de Arqueologia da Câmara Municipal de Castelo de Vide, João Magusto, Nuno Félix, José Bica, bem como outros colaboradores, casos de Conceição Filomeno e João Rosado - "Becha".
Apesar de mal conservada e com claras perturbações estratigráficas, foi possível até ao momento identificar estruturas pétreas que definem o corredor da anta, assim como a base de um esteio da câmara, que se encontra fracturado. Deste modo, tratar-se-á de uma anta de câmara poligonal, definida por seis esteios, com corredor possivelmente longo. A laje de cobertura, apesar de estar junto ao monumento, encontra-se tombada.
A presença de uma moeda antiga (a sua cronologia será determinada após limpeza) num nível relativamente profundo do corredor da anta confirma eventuais violações por parte de “caçadores de tesouros”, ou então entradas no interior do monumento em períodos pós pré-históricos.
Entre os materiais arqueológicos até agora recuperados destacam-se objectos em pedra lascada e em pedra polida (por exemplo, lâminas e machados, respectivamente), fragmentos de cerâmica pré-histórica e alguns fragmentos de placas de xisto gravadas. De um modo muito genérico, estes artefactos poderão remeter a anta para os finais do Neolítico/ incícios do Calcolítico. Todavia, apenas com datações absolutas será possível obter uma cronologia mais precisa.
Os trabalhos que se encontram agora em curso enquadram-se numa lógica de desenvolvimento científico, turístico e regional, implicando a conservação e musealização de sítios arqueológicos, bem como a sua integração em redes de articulação entre património cultural e património natural. © GCP/NCV (texto e fotos)