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4 de maio de 2021

Agrupamento de Escolas de Castelo de Vide:
painel de azulejos de alunos do 2º ciclo presente no mural “O 25 de Abril nas Escolas” em Peniche

Painel de azulejos dos alunos de Castelo de Vide.
Cerimónia de inauguração do painel.
O Agrupamento de Escolas de Castelo de Vide participou através de um painel de azulejos da autoria de um grupo de alunos do 2º ciclo, no mural “O 25 de Abril nas Escolas” que a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) e o Município de Peniche inauguraram frente ao Museu Nacional Resistência e Liberdade, em Peniche, por ocasião do 47º aniversário da Revolução do 25 de Abril de 1974.
O mural é composto por 46 painéis de azulejos, elaborados por professores e alunos de 46 agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas de todo o país e que foi, inicialmente, projetado para assinalar os 46 anos do 25 de Abril, em 2020. Contudo, a inauguração foi inviabilizada pelas medidas então vigentes, no âmbito do combate à pandemia. Um ano depois, o mural foi agora inaugurado, mantendo o número de painéis e assinalando, para memória futura, o motivo que levou ao adiamento. © NCV
Mural “O 25 de Abril nas Escolas” (clicar para ampliar).

4 de dezembro de 2014

Apresentação amanhã em Portalegre do livro
“O futuro da escola pública” de Mário Nogueira

Terá lugar na próxima quarta-feira, dia 10 de Dezembro (quarta), pelas 17:30 horas, na Biblioteca Municipal de Portalegre a apresentação do livro “O futuro da Escola Pública” da autiria de Mário Nogueira. Esta apresentação segue-se à que fez em Lisboa, na rua, em frente ao Ministério da Educação, e também em Coimbra, na sede do Agrupamento de Escolas Rainha Santa, a cujo quadro pertence.
O autor é Professor e Secretário-geral da FENPROF, a maior e mais representativa organização sindical de docentes o livro “O futuro da Escola Pública”, que integra uma coleção editada pela Nova Vega, em que se reflete sobre o futuro em diversas áreas da vida nacional. Este livro acaba por ser um verdadeiro manifesto em defesa da Escola Pública democrática, de qualidade para todos e inclusiva, um bem social que, por políticas várias e, principalmente, as atuais, tem vindo a ser posto em causa.
Da sua experiência enquanto professor e dirigente sindical, o autor retirou boa parte do livro que sendo, como afirma, uma construção coletiva, encontrou na FENPROF, organização que o SPZS integra, um pilar importante dessa construção. Mário Nogueira é sindicalista, mas continua a ser professor e tem nisso um orgulho enorme. © NCV



Petição da FENPROF na Assembleia da República
contesta municipalização da Educação

A FENPROF entregou na Assembleia da República a Petição “Professores contestam municipalização da Educação”, subscrita por 12 897 professores e educadores. Estas são as primeiras assinaturas, recolhidas em menos de duas semanas, de uma petição que continua nas escolas a recolher assinaturas de docentes.
A delegação da FENPROF foi recebida pela Senhora Vice-Presidente da AR, a Deputada Teresa Caeiro, aguardando agora ser chamada à Comissão de Educação, Ciência e Cultura para apresentar os seus argumentos face ao que se peticiona. Esta Petição, que continua a ser subscrita nas escolas, já reuniu um número de assinaturas que triplica o indispensável para ser debatida em plenário parlamentar.
Autonomia das escolas em causa
Os peticionários contestam o secretismo de todo o processo em curso, considerando que o texto de “Contrato Interadministrativo de Delegação de Competências” que, informalmente, foi posto a circular em alguns municípios, representa, em muitos aspetos, uma inaceitável intromissão na vida das escolas e dos professores e sublinhando como muito negativa a exclusão dos docentes do debate sobre este processo de municipalização.
Refere a Petição que “se a autonomia das escolas não tem passado de retórica, neste quadro de municipalização da educação, ela fica irremediavelmente posta em causa – a autarquia passa, inclusive, a interferir na esfera da autonomia profissional dos docentes, quando, por exemplo, se propõe definir os “conteúdos, metodologias, atividades e avaliação” das componentes curriculares locais. O município poderá também contratar docentes para “projetos específicos de base local” e “proceder à gestão dos recursos docentes disponíveis entre os AE/E”. E, entre outras coisas, ao abrigo de um designado “coeficiente de eficiência”, terá ainda direito a receber um prémio financeiro de 13.594,71€/ano por cada docente que consiga dispensar dos “estimados como necessários” pelo MEC para cada concelho”.
Suspensão imediata do processo em curso

Os peticionários consideram “inadmissível a assinatura de um contrato desta natureza e com estas implicações, sendo afastados dos níveis de decisão os docentes e a maioria dos parceiros educativos”, pelo que exigem a suspensão imediata do processo em curso, cujo secretismo consideram intolerável em democracia,manifestam a sua oposição à ingerência das autarquias na organização curricular e pedagógica das escolas, assim como na gestão do pessoal docente e reclamam a abertura de um debate público alargado que permita aprofundar caminhos de descentralização para o nível local e para as escolas. © NCV