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21 de setembro de 2025

Festival “Terras sem Sombra” estreia-se em Gavião com atividades no próximo fim-de-semana

Fotos © DR/NCV
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O Festival Terras sem Sombra estreia no concelho de Gavião a 27 e 28 de Setembro, com um concerto inédito que navega entre mundos distintos, sob o título “O Périplo Infinito: Sons do México (e da Europa)”.
Na noite de sábado (21:30 horas), a viagem musical contará com a presença de dois notáveis intérpretes mexicanos - o flautista Horacio Franco e o cravista Daniel Ortega - cujas carreiras têm cruzado os mais importantes palcos do mundo. O concerto será complementado pela participação especial da Banda Juvenil do Município de Gavião, num momento de fusão entre tradição local e expressão internacional.
A actividade dedicada ao património decorre na tarde de sábado (15 horas) no recém-inaugurado Museu de Arte e Atrelagem (MAAG), projecto de João Luís Carrilho da Graça. Um espaço que convida a um olhar sobre o passado, com colecções e arte ligada ao trabalho dos trens de atrelagem. A acção, intitulada” Entre o Alentejo e a Beira: Patrimónios de Gavião”, completa-se com um rkshop a envolver as comunidades locais na confecção de Pão dos Vivos (tradição alentejana) e Pão dos Mortos (celebração mexicana).
No “O Próprio e o Alheio: Ictiofauna do Rio Tejo”, convida a caminhar na margem daquele curso de água, em Belver, numa oportunidade para conhecer a fauna e flora local e reflectir sobre as ameaças, mas também oportunidades que se colocam àquele ecossistema. © NCV

10 de setembro de 2024

Festival “Terras sem Sombra” proporcionou visitas ao Menir da Meada e à Anta da Melriça

Fotos © FTSS/NCV
Na sua passagem este ano por Castelo de Vide, o Festival “Terras sem Sombra” proporcionou no passado sábado visitas guiadas ao “coração de uma paisagem megalítica”, mais concretamente ao Menir da Meada e à Anta da Melriça (extra-programa).
O Menir da Meada: recuar 8 mil anos na História
No concelho de Castelo de Vide, no Alto Alentejo, a visita recua 8 mil anos na História, para adentrar numa das paisagens megalíticas mais relevantes da Península Ibérica. O Menir da Meada (um dos dois do concelho), monolito de 7,52 metros e a pesar 18 toneladas, “reerguido em 1993, é um exemplo de bom restauro volvidos 30 anos”.
“Um dos menires mais antigos da Europa, patenteia a sedentarizaçäo do Homem, então também arquitecto da paisagem e que encontrou na terra um valor simbólico. Hoje, sabemos que o menir é símbolo de liderança, mas também do falo. No caso concreto, identificamos uma glande esculpida no granito, a encimar o monumento nacional”.
Visita à Anta da Melriça (2 500 a.C.)
Fotos © FTSS/NCV
Num momento extra-programa publicado, foi visitada também a Anta da Melriça datada de 2.500 a.C. “Há que a imaginar na época, coberta de terra, assemelhando-se a uma pequena colina erguida na paisagem”, como refere a súmula descritiva divulgada. “Traços da cultura megalítica patente num monumento que servia para enterramentos. Junto aos cadáveres ficavam objetos do quotidiano, mas também de carácter espiritual. Não faltariam frutos silvestres, peixe e leite. Testemunho de uma população no sopé da Serra de São Mamede, um território agrícola, apto à fixação de povoados e à criação de pastagens e existência de linhas de água”. © NCV

7 de setembro de 2024

Garantido transporte municipal de apoio a duas atividades do Festival “Terras Sem Sombra”

Clicar na imagem para ampliar a Informação.
“A Câmara Municipal de Castelo de Vide informa os interessados em participar no Festival “Terras Sem Sombra” do seguinte:
Ação 1. Dia 7 de setembro
“No Coração de uma Paisagem Megalítica: O Menir da Meada” - Transporte municipal limitado a 32 lugares, com saída às 15h00 da Praça Valência de Alcântara.
Ação 2. Dia 7 de setembro
Concerto na Igreja de Santiago: Entrada Livre
Ação 3. Dia 8 de setembro
“A Montanha Mágica: Geologia da Serra de São Mamede” - Transporte municipal limitado a 32 lugares, com saída às 09h30 da Praça Valência de Alcântara”.
O Presidente da Câmara,
António Pita

6 de setembro de 2024

Festival “Terras sem Sombra” traz embaixadores de Itália e da Bulgária até Castelo de Vide

Embaixador de Itália, Claudio Miscia.
As três atividades do Festival “Terras sem Sombra” este fim-de-semana em Castelo de Vide (ver notícia AQUI) trazem até à Vila dois membros do corpo diplomático acreditados em Portugal.
Trata-se do embaixador de Itália, Claudio Miscia, e do embaixador da Bulgária, Ivan Naydenov. © NCV
Embaixador da Bulgária, Ivan Naydenov. 

9 de março de 2020

Brasil distingue investigador alentejano: José António Falcão recebeu Medalha Martim Soares Moreno

Foto © D.R./NCV
O investigador alentejano, também fundador do Festival Terras sem Sombra,  José António Falcão recebeu Medalha Martim Soares Moreno. 
O historiador, professor universitário e conservador de museus foi condecorado pelo Ministério da Defesa do Brasil com a Medalha Martim Soares Moreno, em sinal de reconhecimento pelo seu trabalho como investigador
José António Falcão é autor de vasta bibliografia sobre a história, a arquitectura, a arte e as tradições populares do Alentejo. Já desempenhou funções, como museólogo, no Museu de Évora, na Casa dos Patudos, em Alpiarça, no Museu Gulbenkian e, mais recentemente, no Museu Maynense, da Academia das Ciências de Lisboa. É membro da Academia Nacional de Belas-Artes, da Academia Portuguesa da História e do Instituto do Ceará, entre outras instituições ligadas à investigação.
Dirigiu igualmente o Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, por si organizado. A par dos estudos sobre a herança artística e religiosa do Alentejo, criou, em 2003, o Festival Terras sem Sombra, iniciativa que une música clássica e contemporânea, património cultural e biodiversidade. Esteve também na origem da fundação do Centro UNESCO de Arquitectura e Arte, com sede na região.
Há longos anos que José António Falcão vem estudando os laços históricos entre o território alentejano e o Brasil. Isto permitiu-lhe redescobrir as origens de Martim Soares Moreno, o primeiro capitão-mor do Ceará (1619), uma figura mítica no continente sul-americano – aliado e amigo dos índios, foi o precursor de uma corrente do indigenismo, tornando-se o herói do romance Iracema, de José de Alencar, expoente da literatura romântica. O investigador português tem dedicado vários trabalhos de fundo a esta temática, que mereceu agora o reconhecimento das autoridades brasileiras. © NCV

25 de setembro de 2019

Confirma-se que o Festival “Terras Sem Sombra” se estende a Castelo de Vide de 1 a 3 de Maio de 2020

Fotos © D.R./NCV
Está confirmado que o Festival “Terras Sem Sombra” se estende a Castelo de Vide (ver notícia e mais informações AQUI) já no próximo ano com um “grande concerto” já marcado para a noite de sábado dia 2 de Maio, segundo confirmou agora o Presidente da Câmara Municipal, António Pita.
Visitas culturais e ambientais
Para além desse “ponto alto”, o autarca adiantou também que “o programa prevê, entre os dias 1 e 3 de Maio, várias atividades em torno do património e da biodiversidade, e visitas de âmbito cultural e ambiental a cargo de Serafim Riem e de João Filipe Bugalho”.
“Continuamos a trabalhar na programação do futuro”, sublinha António Pita na sequência da reunião mantida na passada sexta-feira com a direção do prestigiado Festival Terras Sem Sombra, ao qual “o Presidente da República se tem associado como reconhecimento de uma invulgar militância cultural”.
O Festival vai ser apresentado internacionalmente em Janeiro na República Checa (Praga) e em Madrid (Fitur), sendo que muito brevemente iremos divulgar o programa detalhado. 
O Festival Terras Sem Sombra
Fundado em 2003, o Festival Terras Sem Sombra premeia a descentralização cultural, a formação de novos públicos, a inclusão, a sustentabilidade e a irradiação do Alentejo. Com concertos agendados em importantes igrejas históricas da Diocese de Beja, o Festival pretende construir pontes entre o património edificado religioso e a música, e divulgar os aspectos mais interessantes e genuínos da paisagem e biodiversidade.
Uma programação de qualidade internacional integra – para além dos concertos – conferências temáticas, visitas guiadas e acções de pedagogia artística. A valorização dos recursos naturais constitui outra das suas prioridades: a cada espectáculo associa-se uma acção de em prol da biodiversidade, com a participação, ombro a ombro, dos artistas, do público e das comunidades.
O Festival recebeu em 2008 o Prémio Vasco Vilalva da Fundação Calouste Gulbenkian e em 2011 o Prémio Melhor Evento da Entidade Regional de Turismo do Alentejo.
Centrado no Baixo Alentejo e no Alentejo Litoral, este Festival realiza-se sempre na época baixa (entre Janeiro e Julho) e conta com o Alto Ptrocínio do Presidente da República; tem vindo a crescer e alargar-se para o Alto Alentejo nas suas três vertentes: música, património e biodiversidade do Alentejo. © NCV