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24 de dezembro de 2025

"Mensagem de Natal" do novo Bispo de Portalegre-Castelo Branco D. Pedro Fernandes, CSSp

Foto © AA/NCV
Brasão e o lema de D. Pedro Fernandes.
Caríssimos irmãos e irmãs da nossa Diocese de Portalegre-Castelo Branco:

Esta é a primeira carta que vos escrevo, como mensagem de Advento e Natal, neste feliz momento em que vivemos ainda o Ano de Jubileu proclamado pelo Papa Francisco. Ao longo deste ano jubilar, que agora se aproxima da sua conclusão, foi-nos dado viver um tempo de renovação da esperança, na consciência de que somos caminhantes, peregrinos que sabem que têm uma meta, assumindo o chamamento de Jesus Cristo, que mobiliza, une a si e à sua missão e nos mostra continuamente o quanto nos ama e perdoa, por mil sinais oferecidos pela força do Seu Espírito Santo e através de tantos irmãos e irmãs que se fazem próximos.

O Jubileu é, tanto na sua génese bíblica como na Tradição viva da Igreja, um precioso tempo de Graça para reavivar a possibilidade de recomeçar, apesar de tantas vezes nos sentirmos cansados ou desalentados diante dos tropeços e pesos do caminho. Viver o Jubileu é ainda celebrar a gratidão pela possibilidade do perdão, pelo dom infinito da misericórdia incondicional de Deus que, todos os dias, nos indulgencia e convida a retomar o caminho. Juntos e fazendo memória da Fonte de Vida de onde viemos.
Encerrar o Ano Jubilar não é, de todo, encerrar esta alegria num Deus de misericórdia que nos convida sempre a ser “peregrinos da esperança”. Se este tempo de Jubileu teve tanto sentido é precisamente porque nos relança na alegria de sermos peregrinos portadores de esperança e sentido num mundo tão cansado de injustiça, violência e desequilíbrios de toda a espécie.
É verdade que, nos “pequenos mundos” que são as nossas vidas pessoais, familiares e comunitárias, também não falta esta marca do sofrimento, dos desequilíbrios e pecados que nos magoam e dificultam a agilidade do caminhar. Por isso, continua a fazer tanto sentido viver o tempo do Advento como oportunidade sempre nova de reavivar as razões da nossa esperança, partilhando-as com os outros. Com os olhos fixos em Maria, a dócil discípula. Com o coração a deixar-se inspirar pelo jovem José, sempre tão despojado de si, para que o Evangelho nascesse.
Por isso, é tão urgente que, ao menos nós, cristãos, celebremos o Natal de um modo verdadeiramente cristão, centrado no essencial deste Deus-Misericórdia que se sujeita à nossa condição humana para nos encher da Sua Paz e da alegria de nos tornarmos, por Ele e com Ele, Filhos de um mesmo Deus, irmãos e irmãs de uma só família. A mesa da fraternidade universal, de que os cristãos são testemunhas e arautos, funda-se nesta certeza de fé de sermos todos irmãos e irmãs, porque todos enraizados em Cristo e por Ele unidos ao mesmo Pai.
Temos razões para, com gratidão, reconhecer no mundo em que vivemos muitas sementes do Verbo de Deus, muita gente de boa vontade que se esforça por construir a paz, ser sinal de unidade, defender a integridade da casa comum, pela preservação do ambiente e da justiça para todos. Mas seria ingénuo fechar os olhos aos horrores da guerra de povos que agridem outros povos, ou da violência de pessoas que ferem pessoas, muitas vezes no seio desse santuário de vida que deveria ser sempre a família. Crescem os discursos de ódio, também nas nossas sociedades europeias, que propõem soluções demasiado fáceis para problemas demasiado complexos, respostas simplórias e enganosas e, por isso mesmo, perigosas para o bem-estar e para a justiça social.
Quando, uma vez mais, neste Natal proclamarmos, com os anjos de Belém, “Glória a Deus nas Alturas e Paz na terra aos homens”, lembremo-nos que tal pregão não pode ser decorativo, mas, sendo dádiva de Deus, terá de ser igualmente compromisso nosso. Se assim não fosse, o Natal poderia ser um tempo cheio de decorações e retórica cansada, mas não seria ainda o Natal de Jesus, que transforma as nossas vidas e nos torna gente de paz, comprometida com a reconciliação que valoriza todos, integra os mais ameaçados e frágeis e se implica na defesa de uma justiça fundada na verdade e no reconhecimento da bondade e da beleza de todos.
Ao encerrarmos o Ano Jubilar, também na nossa diocese, não esqueçamos que a Graça que este tempo nos trouxe, como tudo aquilo que vem de Deus, encerra em si uma imensa responsabilidade, que só podemos assumir porque nos sabemos alicerçados na fidelidade do Espírito Santo. Somos responsáveis de prosseguir no mundo essa sinalização da Paz e da Justiça, da fé num Deus maior, da afirmação da presença de Jesus Cristo Ressuscitado, num mundo tão necessitado de regressar a Deus e ao sentido da Verdade e da Bondade. Somos portadores dessa alegria; que jamais o medo ou os respeitos humanos nos impeçam de viver a Missão!
É assim que vos desejo um Santo e luminoso Natal. E um ano de 2026 cheio de fecundidade evangélica e de frutos de paz e justiça.
+ Pedro Fernandes, CSSp
(Bispo de Portalegre-Castelo Branco)

24 de dezembro de 2024

Mensagem de Natal do Presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria da Devesa

Caras e caros castelo-videnses,
O Natal aproxima-se novamente, trazendo consigo um misto de emoções que nos convida à reflexão, serena, sobre o ano que passou. É o momento de olharmos para aquilo que realizámos, com a consciência de que, embora tenhamos dado o nosso melhor nos últimos três anos para melhorar a qualidade de vida e os serviços à nossa população, ainda há muito a fazer para atingirmos o que desejamos. Mas olhamos para 2025 com muita Esperança e Otimismo.
Nesta quadra especial, uma palavra de profundo reconhecimento e conforto para todos aqueles que, deixando o aconchego dos seus lares, garantem a nossa saúde, segurança e bem-estar. Que cada um, encontre momentos de grande Alegria, Saúde e Felicidade.
Em nome do Executivo da Junta de Freguesia de Santa Maria da Devesa, que tenho a honra de presidir, desejo a todas as famílias um Feliz e Santo Natal, com Paz, União e Alegria.
João Santos Carlos

Mensagem de Natal do Executivo da Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Graça de Póvoa e Meadas

“Natal é época de renascimento, de reacender o fogo da vida, de renovar sonhos e traçar novas metas para mais um novo ano.
É o momento de celebrar as conquistas, os objetivos alcançados e planear um novo ano ainda melhor.
É tempo de olhar para o futuro com determinação e otimismo, contudo sem esquecer as lições que aprendemos com o passado.
Amigas e amigos, o ano de 2024 pode ter trazido novos desafios às Vossas vidas, e, colocado no vosso caminho obstáculos difíceis de ultrapassar. Porem, vamos todos acreditar que o espírito de natal, a luz e a boa energia desta época irá curar todas as feridas.
E, assim providenciar ânimo e esperança para o ano de 2025. Desejo que a alegria de viver e de amar esteja presente nos vossos corações.
Sempre rodeados com família e amigos.
Vamos viver esta festa de Natal com muita saúde, alegria, paz e muito amor pelo próximo.
Boas Festas a Todos!”
O Executivo da JF de Póvoa e Meadas
António Simão
Ricardo Simão
Andreia Marques

Mensagem de Natal 2024 da ADCV - Associação Desportiva de Castelo de Vide

Clicar na imagem para ampliar.
Neste Natal, queremos expressar a nossa imensa gratidão a todos e todas que, com dedicação, esforço e paixão, contribuíram para o sucesso e crescimento da nossa Associação.
Que este período de festas seja uma oportunidade para recarregar as energias, celebrar as vitórias conquistadas e renovar os sonhos para o futuro. A união que temos é o que nos torna mais fortes e preparados para os desafios que virão.
Desejamos a todos um Natal cheio de alegria, paz e amor, e que o Ano Novo traga novas conquistas, saúde e momentos inesquecíveis.
Feliz Natal e um próspero Ano Novo para todos!
A Direção

25 de dezembro de 2022

Mensagem de Natal
do bispo diocesano D. Antonino Dias

Natal com pressa com ar!…
Há pressa, muita pressa no ar, não sentes?! Os passos da Jornada Mundial da Juventude já se fazem sentir na calçada. Já se persentem os cânticos e a gritaria alegre e animada dos jovens à mistura com o colorido das roupas e das bandeiras nacionais, gente feliz e mexida ao encontro de Cristo Jesus, a causa e o centro da Jornada. Repara bem: Maria partiu apressadamente, com destino pensado, com objetivos delineados, com alegria e esperança. Neste tempo em que Ela nos apresenta Jesus com tanta ternura e serenidade, talvez seja bom ponderar por onde é que anda a nossa pressa, para onde se dirige, com que destino e objetivos, com que estado de espírito. Jesus quer encontrar-se com cada um de nós como amigo de coração. Quer propor a cada um que cada um o aceite como companheiro de viagem, como companheiro solidário e redentor, como cireneu: ‘quem tem um amigo tem um tesouro’. Conhecidos há muitos, amigos amigos é agulha em palheiro!…
Jesus, entrando na história da humanidade como um dos milhares de milhões de pessoas, não deixa de ser ÚNICO, não deixa de ser o Filho de Deus, aquele que estima cada um de nós como se cada um de nós também fosse o único no mundo. Para Ele não somos números nem coisas, somos pessoas, com nome, criadas à sua imagem e semelhança.
Como escreveu o Papa Francisco no documento que dirigiu a todos e a cada um dos jovens – e jovens são todos quantos sonham e lutam por um mundo melhor! -, Jesus já está em ti, já veio, está contigo e quis precisar de ti, tal como és. Por mais que tu te afastes, lá está Ele, discreta e atentamente, paciente e sem se impor, sem gritar nem te acusar, chamando-te, esperando-te como amigo para te dar a mão e contigo recomeçar o caminho em busca da alegria de viver a vida com sentido. Ele quer dizer-te que, mesmo que duvides ou não o queiras reconhecer, tu és infinitamente amado por Ele, e que, por amor, Ele se entregou até à morte para te salvar. Se te sentires envelhecido pela tristeza, pelos rancores, pelos medos, pelas dúvidas ou pelos fracassos, Ele estará presente para te devolver a força e a esperança. Quem confia n’Ele é como a árvore plantada perto da água, logo estende as raízes para a corrente, não teme o calor, a sua folhagem fica sempre verdejante (cf. Cristo Vive).
Motivada por dinamismos de fé e de caridade, Maria intuiu, pela escuta do Espírito Santo, onde é que seria precisa e partiu apressadamente. Como seria bom se todo o amigo leitor, a sua família e a sua comunidade cristã como família mais alargada, se sentissem estimulados a partir, com prontidão e alegria, ao encontro de tantos e tantos que esperam o Evangelho vivo: Jesus Cristo, o Príncipe da paz! Esses tantos e tantos podem ser os seus familiares, os seus vizinhos, os membros da sua comunidade cristã, é verdade, podem ser esses. Mas, antes de mais, cada um deve agendar um encontro consigo mesmo, pois pode acontecer que a sua vida esteja a ser uma espécie de autoestrada para lado nenhum, sem rei nem roque, sozinho, à deriva, embebecido com futilidades, sei lá se até contra-mão. “Meu caminho é por mim fora, até chegar ao fim de mim mesmo e encontrar-me com Deus”, escreveu Sebastião da Gama.
Natal é Festa do encontro. Do encontro com a graça, com a misericórdia, com a ternura de Deus que se faz encontrado, que nos acolhe na nossa pequenez e, delicadamente, sem partir costela, nos quer dar um abraço apertadinho, para que sintamos a sua amizade, a alegria e a paz de coração. E a Festa do encontro com Ele será a garantia de que o encontro de uns com os outros não será para dar encontrões, mas para consolidar a fraternidade que nos une, em Cristo Jesus.
Feliz Natal para si que me lê, para a sua família e amigos, para a sua comunidade paroquial e para todos os diocesanos. Pedindo à Mãe, a Senhora da Estrela do Presépio, que nos conduza e mostre Jesus, demos todos os mãos em ordem à Jornada Mundial da Juventude, em agosto próximo. É Cristo que nos convida, é Festa Cristã, é Juventude em movimento, é a alegria que dá sentido à vida, é a expressão jovem da Igreja universal, da Igreja sempre jovem com os jovens em dinâmicas de evangelização, com pressa!
Antonino Dias
Bispo Diocesano

24 de dezembro de 2021

Mensagem de Natal de António Simão, Presidente da Junta de Freguesia de Póvoa e Meadas

António Simão
Caras amigas e caros amigos,
Nesta quadra festiva que celebra a fraternidade e dá asas aos sonhos, é com um redobrado contentamento que vos desejo um Feliz Natal e um ano de 2022 repleto de sucessos.
Este ano mais uma vez fomos colocados à prova com a pandemia, mas juntos voltámos a dar uma lição de humildade e de superação.
Temos de continuar a confiar na vacina, porque só assim temos a garantia de controlar a pandemia. Mas todos temos de ser pacientes e cada um de nós tem de continuar a fazer a sua parte.
E todos podemos fazer a diferença. E temo-la feito!
Basta olhar para o que, de uma maneira geral, cada um de nós tem feito pelos seus.
O carinho e cuidado para com os nossos mais velhos ou a atenção dada às nossas crianças – protegendo uns e outros – são uma prova de que a solidariedade e o espírito de entreajuda não são palavras vãs, antes um genuíno sentir do nosso Povo.
E eu, como Presidente da Junta de Freguesia, não posso deixar de vos elogiar a todos, de me orgulhar por pertencer a esta nossa comunidade que é Póvoa e Meadas.
Agradeço-vos pelo exemplo, pela mensagem de esperança e por mostrarem que estivemos e vamos continuar sempre juntos, enquanto comunidade, somos capazes de ir mais longe, de erguer e criar uma Freguesia cada vez melhor e que valorize sempre o que é nosso.
É com este profundo sentido de partilha e união familiar que faço votos sinceros, em nome pessoal e do executivo da Junta de Freguesia, de um Santo e Feliz Natal e de um próspero Ano Novo.
Um abraço amigo
António Simão

24 de dezembro de 2017

Mensagem de Natal do bispo D. Antonino:
O amor de Deus nunca será abstrato

Estamos à porta do Presépio como quem espreita para dentro do próprio coração. Maria, José e Jesus, são o Caminho que Deus escolheu para chegar ao homem e à sua vida. E todos desejaremos, por certo, mais ou menos discretamente, que o Natal não seja uma mera regressão infantil à nostalgia de um sonho.
Há muito tempo que Deus se habituou à humanidade. A persistência com que sempre saiu ao seu encontro é prova disso mesmo. O homem, porém, é que demorou a habituar-se a Deus. E por entre dúvidas e evidências ainda hoje Lhe resiste, tem receio de se sentir diminuído ou de perder a liberdade. 
Uma das notas mais fortes do amor é que, quando é verdadeiro, nunca se deixa ficar no abstrato. É de sua natureza dom gratuito e generoso, capaz de revelar-se e revelar, de se comprometer, de acolher, ser e agir. 
Em Jesus Cristo, partilhando a carne humana, Deus faz-Se nascer como amor no coração de cada homem e da humanidade inteira. É o mistério do Natal! A cada golpe de amor, a história muda e a humanidade fica mais rica. O Presépio é a história humana. Era necessário que Deus Se fizesse homem para que o homem compreendesse o que é ser Deus, repetem-nos os primeiros cristãos. E quaBispo de Portalegre-Castelo Branco Bispo de Portalegre-Castelo Branco ndo Deus incarna assume tudo aquilo que o homem é. Não para Se reduzir à sua fragilidade, mas para revelar o sentido humano da fragilidade como uma grande possibilidade de esperança. Não bastam já as palavras afetuosas, é preciso acolher e viver o amor de Deus traduzido em gestos. 
Apesar da aparência de força e de exibição da capacidade, o nosso tempo revela-nos muitas fragilidades. Colocou-nos diante do risco de novos conflitos à escala mundial, deu-nos a provar o sabor das novas ditaduras, escaqueirou os princípios éticos em manifestações variadas de corrupção, confrontou-nos com a violência e as agressões gratuitas, surpreendeu-nos com uma autêntica “desumanização civilizada”, revelou-nos a fragilidade e a dificuldade da educação e da liberdade, o falhanço dos projetos, a debilidade dos compromissos, a apetência pela indiferença e pelo egoísmo. 
Bem perto de nós, o ano que passou trouxe a experiência devastadora dos incêndios. Implacáveis, fizeram imperar a destruição da casa comum que é a natureza, acumularam dolorosamente o sofrimento humano, ceifaram pessoas e destruíram famílias, mataram animais e devastaram bens essenciais fruto do trabalho e da dedicação humana. A desolação, o desânimo e a desistência bateram à porta de muita gente ainda não completamente refeita. 
Ainda a nível mais próximo, é impossível esconder ou disfarçar o sofrimento de tantas pessoas que vivem sozinhas e doentes ou são abandonadas nos Lares, com frieza e ingratidão dos mais chegados. Outras vivem amarguradas pela destruição da harmonia familiar com a infidelidade, a violência, a droga e o álcool que roubam a paz e arrastam indizível sofrimento tantas vezes vivido no silêncio de lágrimas amarguradas, escondidas e persistentes. Outros sentem-se afetados pelo desemprego, pela mesa sem pão para os filhos ou pela doença que teimosamente bate à porta de forma intrincada e arrogante. 
No entanto, se a experiência da fragilidade humana pode, de facto, ser a mais sofrida e dolorosa, também pode, paradoxalmente, ser a mais fecunda de todas as experiências vividas. Na verdade, o que faz com que a nossa fragilidade não nos destrua é que ela acaba por revelar, a cada um e a todos nós, onde havemos de crescer, de mudar e converter, sem cedermos à tentação de deixar cair os braços com desânimos ou desesperos inúteis embora compreensíveis. 
De Jesus, o cego ouviu: “Vê”! O mudo começou a falar e as multidões, admiradas, exclamaram: “nunca se viu nada assim”! Os discípulos recuperaram a alegria e o entusiasmo: “Coragem! Sou Eu, não tenhais medo”! De junto de Jesus, o paralítico saiu transportando o seu catre. Pela Palavra e pelo gesto de Jesus, o endemoninhado encontrou paz e a mulher pecadora foi perdoada. Os leprosos ficaram limpos e o homem que tinha a mão atrofiada estendeu-a e começou a agir. Zaqueu quis ver, foi visto e transformou-se. As parábolas (tantas!) fizeram com que cada ouvinte se sentisse dentro da história: o Bom Samaritano, por exemplo, lembra a prioridade dos que sofrem, a do semeador pede paciência e a recuperação do discernimento, a tempestade acalmada, o sábado no seu lugar, a paixão na Cruz, a morte vencida … todas e tudo são passos de Jesus a fazer novas todas as coisas, a agir nas experiências da fragilidade humana. E é este o Natal de Jesus! Existem, por isso, pelo menos dois caminhos por onde a fragilidade nos pode levar: ou nos vitimizamos e estagnamos, ou identificamos os talentos a desenvolver e empreendemos caminho. Ora, o Natal é sempre a segunda opção: identificar os talentos e pô-los a render. 
Deus vem à nossa história fazer-Se nascer como amor. E o amor muda o rumo da nossa história. Gratuito e da ordem do dom, o amor é paciente, bondoso, regozija-se com a verdade, tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta; não é arrogante nem se ensoberbece, não é ambicioso, não busca o próprio interesse, não se irrita, não guarda ressentimento nem se alegra com a injustiça (1Cor 13,4). 
Se fossemos à procura daquilo que é especificamente próprio do homem, e se, da mesma forma, fossemos à procura daquilo que o amor de Deus oferece, não encontraríamos objeção nem incompatibilidade. A nossa humanidade revela-se amando, o melhor de nós revela-se no amor. É por isso que o Natal nunca será só um dia. 
Neste Natal, saibamos agradecer o amor e, ao mesmo tempo, pedir a capacidade de continuar a amar. Nós somos o Presépio! 
Feliz e Santo Natal! 
Antonino Eugénio Fernandes Dias 
Bispo de Portalegre-Castelo Branco 

17 de dezembro de 2017

Mensagem de esperança e de solidariedade da Junta de Freguesia de Póvoa e Meadas no Natal de 2017

Aproveitando a época que se aproxima, julgamos ser oportuno endereçar-vos, uma mensagem de esperança e de solidariedade.
pós um ano de muitas lutas e dedicação, chegamos à quadra Natalícia, um tempo para refletirmos e nos confraternizarmos. 
Independentemente da fé de cada um, o Natal é um momento especial, de renovação, de luz, de expressar solidariedade a todas as pessoas.
Para além da dimensão festiva desta data, fazemos votos para que este período, proporcione a todos, um espaço de paz e de reflexão relativamente às relações que mantemos com os outros e com a comunidade a que pertencemos.
Hoje, mais do que nunca, a nossa sociedade precisa de um renovado espírito de filantropia e solidariedade. Através de atos simples podemos melhorar a vida do nosso próximo, das nossa Freguesia, do nosso Concelho e do nosso País. Ao fazê-lo estaremos a contribuir para uma sociedade melhor e mais justa.
Também para os nossos emigrantes, que trabalham fora do seu país, queremos partilhar com todos eles, esta quadra e dizer-lhes que, apesar de distantes fisicamente, estão nos corações dos seus familiares, mas também de todos os seus conterrâneos. A Junta de Freguesia não os esquece e deseja-lhes as maiores felicidades.
O ser humano tem por si só capacidades suficientes para superar as maiores dificuldades, e vencer todos os obstáculos.
Porque somos otimistas, e porque acreditamos na intrínseca generosidade e determinação dos nossos concidadãos, temos a certeza que este Natal proporcionará as condições ideais, para iniciarmos um Novo Ano com espírito positivo e com uma renovada energia para os desafios que se avizinham futuramente.
Querem melhor prova que somos solidários, vejam o que aconteceu no passado dia 25 de novembro…Os Povoenses são mesmo assim!!!
Votos de um Feliz Natal e de um Próspero Ano de 2018.
Ao dispor para criar valor, o Executivo da JFNSGPM
António Simão - Ricardo Simão - Luís Marques

18 de dezembro de 2016

Mensagem de Natal da Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Graça de Póvoa e Meadas

"Que, durante todo o novo ano, este espírito natalício esteja presente em todos os lares desta nossa comunidade.
Esta mensagem é extensível a todos os filhos da terra que vivem e trabalham fora da nossa Freguesia, tanto em Portugal como em países de emigração. Para eles, enviamos também uma palavra de estima e de amizade.
Em momentos de dificuldades, como os que estamos a atravessar, os mais afetados são sempre os mais pobres, os desempregados e é, especialmente, com estes que nos devemos solidarizar.
O Executivo desta Junta de Freguesia desejo a todos um Bom Natal e um Ano Novo mais justo e fraterno, com saúde e paz, na esperança de um futuro melhor para todos”.
O Executivo da Junta de Freguesia
António Simão - Pedro Rodrigues - Luís Marques

24 de dezembro de 2013

Mensagem de Natal de D. Antonino Dias:
Natal feliz em paz e solidariedade

Quando festejamos o aniversário de alguém, estamos a celebrar o seu natal, o seu nascimento. Celebrar o 25 de dezembro como o Dia de Natal, é celebrar o Natal por excelência, o nascimento de Jesus Cristo, o Filho de Deus, o Senhor da História que veio ter connosco assumindo a condição humana. É um acontecimento mais que humano, é divino. Enviado pelo Pai, Ele veio estabelecer connosco uma aliança de amor, dando a vida por nós e apontando-nos caminhos novos para novas metas de ser e agir. Temos, por isso, motivos mais que suficientes para comemorar e festejar com sentimentos de gratidão, alegria e esperança, sem esquecer que o principal é sair de nós próprios e ir ao encontro de Jesus que se faz encontrado. É tentar perceber porque é que Ele se fez um de nós. É sentir a alegria de estar com Ele, de fazer festa com Ele, individualmente e em família, em casa e na comunidade cristã. Dificilmente se irá à festa de alguém se não se está em paz com ele e com os outros que lá se vão encontrar, alegre e festivamente. Celebrar o nascimento de Jesus reclama que cada um de nós esteja em paz consigo mesmo, uns com os outros e todos com Ele, sentindo a alegria de O dar a conhecer no que Ele é, disse e fez. Implica reconhecer Jesus no rosto dos outros, sobretudo daqueles que sofrem no corpo ou no espírito ou daqueles que são vítimas de prepotências humanas e de injustiças sociais: “o que fizerdes aos outros é a mim que os fazeis”, disse-nos Jesus. A “globalização da indiferença”, “a corrupção com aparências de bem”, a “exclusão social”, “a cultura de rejeição” dos idosos, indefesos e de quem não produz, o “escândalo mundial” que é a fome de uns por ganância de outros, são exemplos claros que fazem vir ao de cima quão longe estamos de saber receber Jesus Cristo na fé e na caridade para darmos testemunho da gloriosa esperança do Seu reino: reino de justiça, de amor e de paz. 
Que o Ano de 2014 seja iluminado pela verdadeira Luz do Mundo que é Jesus Cristo, que cada família Lhe escancare as portas do lar e cada um de nós se converta e saiba reconhecê-l’O sobretudo na pessoa dos pobres, dos doentes, dos que sofrem ou são excluídos. 
Feliz Natal e Bom Ano para todos. 
Antonino Dias 
Bispo de Portalegre-Castelo Branco

Póvoa e Meadas: Mensagem de Natal
da Junta e da Assembleia de Freguesia

“Numa altura em que se vive mais uma época Natalícia, queremos deixar aqui uma palavra de Paz, Amor, Fraternidade e Esperança para todos os Povoenses, e visitantes do nosso Site. Esta é uma Quadra muito especial para a Humanidade que, neste momento, vive um período conturbado e uma incerteza quanto ao futuro.

Infelizmente na nossa aldeia também existem pessoas que vivem com carências de variados tipos. Através de diversas atividades que pretendemos desenvolver, a Junta de Freguesia quer contribuir para que as famílias de menos recursos económicos da nossa comunidade tenham uma vida mais facilitada.
Mas é preciso muito mais. É preciso que esteja presente em todos nós, o espírito de Solidariedade e Fraternidade de forma que seja possível atenuar essas diferenças na nossa sociedade. 
Queremos deixar aqui o nosso voto de esperança num futuro melhor, para que as nossas crianças e idosos tenham, cada vez mais, o apoio, carinho e dedicação que merecem. 
Para todos, enviamos os nossos Votos de um Feliz Natal e um Excelente Ano de 2014. 
São desejos dos membros do Executivo e Assembleia de Freguesia de Póvoa e Meadas”.

24 de dezembro de 2012

Mensagem Natalícia de D. Antonino Dias,
Bispo de Portalegre-Castelo Branco

Viver o Natal 
em Ano da Fé
Celebrar o Natal em Ano da Fé é centrá-lo verdadeiramente na Pessoa de Jesus Cristo e purificar as motivações e modos de o viver tornando-o mais verdadeiro e mais rico de sentido. O Santo Padre Bento XVI, neste Ano da Fé, convida a Igreja a conduzir os homens para a amizade com Jesus Cristo e lembra-lhe que “sucede, não poucas vezes, que os cristãos sintam maior preocupação com as consequências sociais, culturais e políticas da fé do que com a própria fé, considerando esta como um pressuposto óbvio da sua vida diária. Ora esse pressuposto não só deixou de existir como, frequentemente, acaba até negado” (Porta Fidei, 2). No Natal celebramos o nascimento de Jesus Cristo “autor e consumador da fé”; n’Ele, celebramos o encontro de Deus com os homens e dos homens com Deus;celebramos a Incarnação do Verbo, o primeiro e único acontecimento à escala do Universo capaz de fomentar a verdadeira globalização da humanidade com respeito pela autonomia e cultura dos povos e interessada pelo seu desenvolvimento e bem-estar. Este dinamismo imparável rumo à comunhão universal iniciada por Cristo, mesmo que o possamos julgar lento, vai acontecendo progressivamente porque está alicerçado na lei do Amor e na economia da Graça que enriquece e compromete na promoção da pessoa e na transformação do mundo. Na verdade, os construtores deste mundo novo em que Ele, o Menino do presépio, será tudo em todos, são, com a força do Espírito, todos e cada um dos cristãos já espalhados pelo mundo e também aqueles homens e mulheres de boa vontade que têm consciência da sua dignidade, do valor transcendente da pessoa, do sentido da sua existência e creem que esta vida não é realidade “última”, mas “penúltima”, como afirmava João Paulo II.
Celebrar o Natal no silêncio do presépio, e fora do buzinar consumista, ajuda a reavivar a fé, a penetrar um pouco mais no mistério do amor de Deus que vem para nos salvar e se revela em Cristo e por Cristo. Nas suas palavras e atos, nos seus silêncios e sofrimentos, na sua maneira de ser e de falar, tudo, tudo em Cristo é revelação do Pai. Por isso, Ele pôde dizer: “Quem me vê, vê o Pai”, e o Pai quis testemunhar: “Este é o meu Filho, o meu eleito: escutai-O” (cf. Catecismo da Igreja Católica, 516).
Com a luz que brota do presépio, congratulamo-nos com todas as pessoas de boa vontade que lutam pelos direitos humanos, pela verdade, pelo bem e pela justiça: são valores evangélicos; esperamos que cada cristão e cada família cristã se deixem conduzir e fortalecer pela pessoa de Jesus Cristo, o Filho de Deus, para que possam, com mais determinação ainda, prosseguir nesta alegria de O escutar, seguir e anunciar, sendo testemunhas credíveis da fé e da esperança.
Lembrando a crise que nos envolve, queremos estar próximos e solidários com todos aqueles que a sofrem e sentem mais dolorosamente. Porque somos cristãos, somos pessoas de esperança, daquela esperança que tem como fundamento e garante a pessoa de Jesus Cristo. Nas presentes circunstâncias, porém, pedimos a todos os diocesanos a solidariedade pessoal, familiar e de vizinhança, a partir da fé, para que a ninguém falte a beleza e a ternura do Natal, “Páscoa escondida”, e todos possam celebrar a vida, a família, a solidariedade e a fraternidade universal, alicerçada no amor do Deus Menino.
Feliz Natal para todos.
Antonino Dias
Bispo de Portalegre - Castelo Branco

24 de dezembro de 2007

Mensagem de Natal do Bispo D. José Alves
NATAL - OLHAR E COMPREENDER

Quando chega a noite, tudo fica envolto em trevas. A pouco e pouco a agitação da vida reduz-se. A fadiga de um dia de trabalho obriga-nos a parar, para restabelecer as forças. O sono apodera-se de nós e mergulhamos no silêncio. Mas sempre que o sol se levanta, dissipam-se as trevas, a agitação recomeça, a vida renova-se, renasce a esperança e o futuro abre-se de novo à nossa frente. Na verdade, a vida é feita de alternâncias. O ritmo das trevas e da luz, do sono e da vigília, do descanso e do trabalho simbolizam a alternância entre a morte e a vida, que a Igreja, em forma de memorial, evoca e vivência, nas celebrações litúrgicas ao longo do ano.
O Advento evoca a escuridão das trevas e do erro em que a humanidade andava mergulhada, antes do nascimento de Jesus. Interpela quem ainda hoje não viu essa grande luz. E a todos lembra a necessidade de acordarem do sono da apatia, da indiferença e do imobilismo, que os impede de ver o que se passa à sua volta, como se caminhassem na escuridão da noite.
O Natal celebra o nascimento de Jesus Cristo, Sol divino e grande luz, que dissipou as trevas do pecado. Todos os que puderam ver essa luz e se deixam guiar por ela caminham como em pleno dia e podem ver o que se passa à sua volta. É só questão de abrir os olhos.
Poderíamos dizer que a celebração do Natal é um forte convite a abrir os olhos da fé para ver e compreender o que se passa à nossa volta: o bem e o mal. É um convite a vencer as barreiras do egoísmo que nos impedem de contemplar o mundo com suas belezas naturais e de participar nas justas alegrias que dimanam da paz social, da harmonia das famílias consolidadas no amor, da compaixão dos corações bondosos, do encanto das almas simples e de tantas outras realidades temporais nas quais se espelha o amor de Deus, manifestado no nascimento de Jesus.
Mas o Natal é também um convite a abrir o coração e a deixar-se compadecer perante as injustiças e misérias que afligem tantos seres humanos iguais a nós em dignidade, porque também para eles se acendeu a grande luz, mas diferentes em direitos e bens deste mundo, porque, como escreveu S. João no seu Evangelho (1,10), as trevas persistem em não deixar brilhar a grande luz. Ora, perante esta realidade do nosso mundo, a correcta celebração do Natal impõe-nos que pratiquemos as obras da luz, isto é, as obras de misericórdia, porque é dos corações misericordiosos que brota a verdadeira luz que ilumina os corações e abre caminho à esperança.
D. José Sanches Alves
Bispo de Portalegre e Castelo Branco