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15 de março de 2022

“O Projeto Castelo de Vide - Aprender com a Arqueologia” em tese de mestrado na FCSH-UNL

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A mestranda Margarida Silva defendeu na passada segunda-feira na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa a tese intitulada “Ferramentas Pedagógicas para a Comunicação do Património: O Projeto Castelo de Vide - Aprender com a Arqueologia”.
Assistiu ao evento o Presidente da Câmara Municipal de Castelo de Vide, António Pita. O trabalho foi “realizado em contexto de colaboração com a Seção de Arqueologia da Câmara Municipal de Castelo de Vide obteve 19 valores, pelo que foi com enorme gosto que assisti à sua defesa na FCSH e reencontrei a arqueóloga Sara Prata responsável por lançar tantas sementes em solo alentejano”.
Castelo de Vide inspirou 3 teses recentes
Em nota nas redes sociais, o autarca sublinha que “assim, cumprem-se, num reduzido espaço de tempo, três teses (doutoramento/mestrado) subordinadas ao património histórico-arqueológico do concelho de Castelo de Vide, facto certamente revelador da aposta que o Município tem vindo a efetuar no âmbito da cooperação institucional com as Universidades e a Academia”.
Valorização do património enquanto fator de desenvolvimento
“Sabemos bem qual a importância da valorização do património enquanto fator de desenvolvimento social, cultural e económico, por isso valorizámos esta tese”, acrescenta o Presidente da Câmara Municipal, para quem “ a interação com o público escolar é fundamental não só para a promoção no ensino secundário da própria Arqueologia enquanto ciência, como igualmente para despertar mais facilmente os alunos para o conhecimento dos valores, dos monumentos, dos sítios, dos objetivos, dos métodos, etc, facilitando-se, deste modo, a aprendizagem e a própria comunicação desta temática. © NCV
 Fotos © D.R./NCV

6 de maio de 2019

António Pita: Sara Prata está a “puxar” a Seção de Arqueologia “para bons novos tempos de mudança”


Fotos © D.R./NCV
Fotos © D.R./NCV
Castelo de Vide reuniu “durante estes dias (...) vários investidores, académicos, arqueólogos, mestrandos e doutorandos, quer do Instituto de Estudos Medievais da FCSH/Universidade Nova de Lisboa, quer da Universidade de Salamanca”.
Ao noticiar este facto nas redes sociais, o presidente da Câmara Municipal António Pita adianta que “para além das sessões em forma de seminário, foi aberta uma exposição temática apenas com peças do Concelho (ver notícia AQUI), no átrio dos Paços do Concelho”, que constitui “uma excelente retrospectiva de 35 anos de trabalho de campo!”.
E o autarca agradece “à prof. dra. Sara Prata que está a fazer um trabalho notável em prol da arqueologia castelo-vidense e a “puxar” a Secção de Arqueologia para bons novos tempos de mudança!”.
“Nova Carta Arqueológica de Castelo de Vide”
Recorda-se que a arqueóloga Sara Prata tem desenvolvido no concelho diversos trabalhos nos últimos anos (ver notícias AQUI) e é um dos três especialistas indicados por António Pita para serem consultados num processo de adjudicação direta do trabalho de elaboração de uma “Nova Carta Arqueológica de Castelo de Vide” (ver notícia AQUI), um trabalho “de abrangência muito especializada, exigindo uma equipa especializada na matéria em questão, que os serviços municipais não dispõem”, como se lê no despacho do Presidente da Câmara Municipal. © NCV

1 de maio de 2019

Estórias do Mês: património partilhado (Abril)

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22 de junho de 2018

Estudo da Anta dos Currais do Galhordas entra na fase final (3ª campanha até dia 4 de Julho)

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Fotos © CMCV/NCV
“Está em curso até ao dia 4 de Julho pp. a 3ª campanha de escavação arqueológica na Anta dos Currais do Galhordas, Castelo de Vide, coordenada por Sérgio Monteiro Rodrigues, professor da Universidade do Porto, em que participam estudantes da licenciatura em Arqueologia da Faculdade de Letras daquela mesma Universidade, bem como funcionários da Secção de Arqueologia da Câmara Municipal de Castelo de Vide, que desde 2012 têm aqui desenvolvido este projeto fundamental no contexto do estudo da Pré-História da região”.
“Estes trabalhos decorrem no âmbito de um projecto promovido pelo Município de Castelo de Vide, que visa a valorização turística, cultural e ambiental da envolvente da albufeira da barragem de Póvoa e Meadas, contemplando, entre outros aspetos, o restauro e o estudo científico de alguns elementos patrimoniais da área, nomeadamente os chamados monumentos megalíticos”.
“A Anta dos Currais do Galhordas – uma espécie de "jazigo" pré-histórico – terá sído construída na fase final do Neolítico, há mais de 5000 anos (cerca de 3200 antes de Cristo), sendo posteriormente reutilizada durante o Calcolítico (cerca de 2500 antes de Cristo) e durante a Idade do Bronze (cerca de 1600 antes de Cristo)”.
“Durante este período de cerca de 1500 anos, as comunidades humanas que edificaram a Anta dos Currais do Galhoradas viviam em acampamentos, que foram crescendo ao longo dos tempos até surgirem pequenas aldeias, e obtinham os seus alimentos a partir da agricultura, da criação de gado, da caça, da pesca e da recoleção de produtos selvagens”.
“No decurso da primeira e da segunda campanha de escavação recolheram-se na Anta dos Currais do Galhordas diversos utensílios em pedra (por exemplo, machados de pedra polida) e vários vasos cerâmicos muito bem conservados. Em três deles foi possível identificar – através de um procedimento laboratorial denominado cromatografia gasosa com deteção por massa – resíduos de leite, de peixe e de frutos vermelhos. Estes produtos seriam colocados nos vasos supostamente durante os rituais fúnebres, acompanhando os mortos no momento em que estes eram depositados no interior da câmara funerária. Durante as referidas campanhas de escavação foi também possível compreender as sofisticadas técnicas usadas na construção da Anta”.
“Estes trabalhos de escavação e de restauro, as datações pelo radiocarbono já realizadas, bem como os estudos complementares que permitiram identificar os conteúdos orgânicos nos vasos cerâmicos foram integralmente financiados pela Câmara Municipal de Castelo de Vide”.
A 3ª campanha de escavação – a que está em curso – tem como principais objectivos o restauro do monumento e a delimitação de certos setores que não foram anteriomente intervencionados”. © NCV
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Fotos © CMCV/NCV

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Fotos © CMCV/NCV