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20 de agosto de 2023

Quercus preocupada com as folhas secas dos carvalhos-negrais em pleno Verão no Alto Alentejo

Foto © Nuno Alegria/Quercus/NCV
Fotos © Nuno Alegria/Quercus/NCV

Ao longo das últimas semanas, a Quercus registou centenas de Carvalhos-negrais (Quercus pyrenaica) com as folhas secas em vários concelhos do Alto Alentejo, nomeadamente no Crato, em Nisa, e no Parque Natural da Serra de São Mamede (Castelo de Vide, Marvão e Portalegre).
Segundo um comunicado da Direção do Núcleo Regional de Portalegre da Quercus – ANCN, “as árvores apresentam tonalidades amareladas, nada comuns em pleno Verão e as folhas caem muito antes do tempo, desnudando os ramos. É ainda mais preocupante por este fenómeno (seca prematura das folhas de carvalhos-negrais) se verificar pelo terceiro ano consecutivo”.
A Quercus perguntou ao Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) se já foram investigadas as causas da seca das folhas das árvores mas ainda está a aguardar resposta. Também sobre o solicitado em 2021 e em 2022, não obteve resposta. Seria importante que se investigasse se existe alguma praga ou doença que afete a vitalidade dos carvalhos.
Comissão de Cogestão do Parque Natural sem resposta
No ano passado verificou-se um fenómeno semelhante durante o mês de Julho e no ano de 2021 durante o mês de Agosto. O assunto foi exposto pela Quercus em várias reuniões da Comissão de Cogestão do Parque Natural da Serra de São Mamede “sem que se tivesse obtido qualquer resposta”.
Segindo o comunicado, o fenómeno “pode estar associado à seca e ao calor intenso que se faz sentir” e a Quercus “apela a que se faça uma investigação rigorosa do fenómeno, pois receia que os ecossistemas do Alto Alentejo possam estar em perigo”.
Os carvalhos ngaris e a “ilha ecológica” da Serra de S. Mamede
“A Serra de São Mamede representa praticamente o limite sul da distribuição desta espécie em Portugal, constituindo uma “ilha ecológica”, rodeada pela planície alentejana, de influência mediterrânica, mais seca”.
“Como referido por vários cientistas, os carvalhais de carvalho-negral desempenham importantes e imprescindíveis funções de conservação dos nossos recursos físicos, ambientais e biológicos. Criam o habitat natural de muitas das nossas espécies de flora e fauna, sendo essenciais para a preservação e fomento dessas espécies. Exercem um importante papel na conservação e melhoria dos solos, da água, do clima e mesmo da paisagem natural que caracteriza muitas das nossas regiões. Paralelamente, são uma importante fonte de recursos lenhosos e não lenhosos, pelo que há um conjunto de atividades humanas que lhes estão associadas, contribuindo para uma melhoria das economias locais e regionais. Os carvalhais desempenham com primazia estas múltiplas funções e utilizações (Carvalho, 2007)”.
Importante investigar a fundo as causas
Foto © José Janela/Quercus/NCV

A Quercus sublinha que “é muito importante que se investigue a fundo a causa da sua seca e que se tomem medidas para conservar esta espécie, que não tem proteção legal fora dos habitats das zonas especiais de conservação da Rede Natura 2000, da Diretiva Habitats, da União Europeia. É urgente, como a Quercus tem apelado ao longo dos últimos anos, a sua proteção, pelo alto valor conservacionista que esta espécie apresenta. Também é importante que a espécie seja plantada nas matas do Estado e terrenos privados, apoiando as ações que contribuem para a conservação e regeneração dos ecossistemas”.
Esta questão é particularmente cara à Quercus, que adotou como símbolo uma folha e uma bolota de Quercus pyrenaica – uma joia da nossa floresta autóctone. © NCV

11 de agosto de 2007

Verão com poucos turistas
desespera comerciantes

Castelo de Vide não ficou nada bem visto numa recente reportagem, que foi para o ar na segunda semana de Agosto, nas frequências da Rádio Portalegre.
A conhecida estação radiofónica andou a entrevistar comerciantes com lojas na vila e ligados ao sector do turismo. Ouvimos quatro desses lojistas que falaram com preocupação sobre a crise que a vila atravessa em termos de movimento turístico.
Apesar de ser Agosto o movimento é fraco e as poucas pessoas que se vêem não fazem compras. Para uns este ano está a ser bem pior que 2006. Um comerciante referiu mesmo que nunca viu um ano tão mal como este, apesar de ter uma loja aberta há mais de 50 anos. E disse que quando abrir o "Pingo Doce" é que irão ser elas, sobretudo para quem vende mercearias e outros alimentos. "Mas isto está é para os grandes", deixou bem vincado.
Há quem afirme que os turistas chegam à vila e que não encontram nada que os cative a ficar alguns dias. E mesmo os habitantes locais não têm nada que os cative, em especial os jovens que têm de deixar a terra.
De positivo só o facto de haver a piscina ao ar livre (em boa hora o Presidente Canário lançou este empreendimento e a anterior Câmara a finalizou).
Já nos tinham dito que em Julho metia dó as amplas esplanadas vazias à noite. É certo que o tempo não ajudou, mas...
Enfim, com tudo isto se confirma que Castelo de Vide vive momentos muito problemáticos em termos de movimento e desenvolvimento. Mas ainda o que dói mais é que não se vê nenhum dinamismo que contrarie esta realidade. © JRR/NCV