A apresentar mensagens correspondentes à consulta PramCV ordenadas por data. Ordenar por relevância Mostrar todas as mensagens
A apresentar mensagens correspondentes à consulta PramCV ordenadas por data. Ordenar por relevância Mostrar todas as mensagens

24 de setembro de 2018

Arqueóloga Sara Prata doutorou-se na Universidade de Salamanca com tese sobre Castelo de Vide

Foto © Fabián Cuesta/NCV
Foto © Fabián Cuesta/NCV
A arqueóloga Sara Prata defendeu na passada sexta-feira a sua tese de doutoramento na Universidade de Salamanca (Faculdade de Geografia e História), obtendo a nota máxima "sobresaliente cum laude" por unanimidade do júri.

A tese apresentada e defendida intitula-se “Arqueologia do povoamento rural alto-medieval no território de Castelo de Vide (siglos V – VIII)". 
O presidente da Câmara Municipal António Pita, ausente no Brasil, não deixou de parabenizar Sara Prata nesse mesmo dia através das redes sociais agradecendo-lhe “os 9 anos que investimos em si!”. “Valeu a pena ter acreditado em Castelo de Vide! Valeu a pena Castelo de Vide apostar em si!”. “Vamos agora trabalhar para o passo seguinte!”, referiu o autarca.
Foto © Sara Prata/NCV
E Castelo de Vide acompanhou a nova professora doutora através de um grupo de trabalhadores municipais (Sílvia Ricardo, Patrícia Ribeiro, Emília Dias e J. Magusto) a que se juntou Carolino Tapadejo (ver foto junto). 
Para António Pita, “esta tese é fundamental para o conhecimento de uma parte da história de Castelo de Vide, e certamente que por extrapolação também para outros territórios da península ibérica”. “Este estudo, que agora mereceu mérito máximo pela Universidade de Salamanca, coloca Castelo de Vide na vanguarda do conhecimento sobre um período tão obscuro da História”, adiantou.
O início desta investigação começou no âmbito da tese de mestrado (2009) defendida em 2012 na Universidade Nova de Lisboa. 
Mais tarde, em 2014 a Câmara Municipal celebrou um protocolo de cooperação científica com a Universidade Nova (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas), “dando início ao projeto PRAMCV com que levámos a cabo várias escavações, prospecções e estudos de cultura material, com o apoio da Câmara Municipal e muito particularmente com a secção de arqueologia”.
Sara Prata licenciou-se com 14 valores em arqueologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova em 2008, onde acedeu ao grau de mestre com 17 valores em 2012, e lecciona em quatro línguas (português, castelhano, francês e inglês). Entre 2014 e 2017 foi a investigadora responsável pelo Projecto Plurianual de Investigação em Arqueologia PramCV - Povoamento rural alto-medieval no território de Castelo de Vide” (ver notícias AQUI. © NCV
Foto © Fabián Cuesta/NCV




20 de julho de 2017

Projeto Pram CV termina no dia 29:
amanhã há Conversas de Arqueologia sobre o valor histórico da cerâmica

Clicar na imagem para ampliar.
Clicar na imagem para ampliar.
"La cerámica en arqueología: su valor como documento histórico” será o tema da última das 3 Conversas de Arqueologia organizadas este ano pelo Projeto Pram CV – Povoamento rural alto-medieval no território de Castelo de Vide. Tem lugar amanhã, dia 21 de Julho pelas 19 horas no Salão Nobre dos Paços do Concelho e estará a cargo de Inés Centeno Cea
Estas Conversas de Arqueologia complementam as atividades do projeto. As duas anteriores versaram sobre “Porquê escavar? Conhecendo a Alta Idade Média em Castelo de Vide com o Pram CV” (a cargo de Sara Prata e Fabián Cuesta) e sobre “Testemunhos arqueológicos da produção de azeite e vinho no território de Castelo de Vide” (por Sílvia Ricardo).
Em paralelo com os trabalhos de investigação arqueológica são assim também levadas a actividades de divulgação que visam a valorização do património arqueológico de Castelo de Vide no âmbito de uma prática arqueológica científica, acessível a todos.
O PramCV regressou a Castelo de Vide para mais um Verão de trabalhos arqueológicos e actividades de divulgação científica que deverá ser o último já que o projeto termina este ano pelo menos na sua formulação e agenda inicial.
Atividades terminam para a semana
Este ano, durante todo este mês de Julho (até ao dia 29), conforme o NV noticiou (ver AQUI) os investigadores do projecto e alunos da licenciatura em arqueologia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas estão a levar a cabo uma escavação arqueológica no Vale de Galegos/Tapada das Guaritas, num trabalho que “pretende intervencionar diferentes estruturas alto-medievais, nomeadamente, duas áreas habitacionais e um lagar de azeite, vestígios arqueológicos das comunidades camponesas que ocuparam este território durante o período alto-medieval”. © NCV

7 de julho de 2017

PramCV promove escavação arqueológica no Vale de Galegos/tapada das Guaritas durante este mês

Clicar na imagem para ampliar o cartaz.
O PramCV está de volta a Castelo de Vide para mais um Verão de trabalhos arqueológicos e actividades de divulgação científica. “Este ano, durante o mês de Julho, investigadores do projecto e alunos da licenciatura em arqueologia da FCSH irão levar a cabo uma escavação arqueológica no Vale de Galegos”, de acordo com o que foi divulgado.
“Este trabalho pretende intervencionar diferentes estruturas alto-medievais, nomeadamente, duas áreas habitacionais e um lagar de azeite, vestígios arqueológicos das comunidades camponesas que ocuparam este território durante o período alto-medieval”, refere uma nota tornada pública pela equipa.
Ações de divulgação valorizam património
Em paralelo com estes trabalhos de investigação arqueológica “serão também levadas a actividades de divulgação que visam a valorização do património arqueológico de Castelo de Vide no âmbito de uma prática arqueológica científica, acessível a todos”. Estas “conversas de arqueologia” iniciaram-se no dia 3 do corrente, estando previstas mais duas atividades programadas para os dias 12 (quarta-feira) e 21 de Julho (6ª feira), terminando na terça-feira, dia 25, com um workshop sobre “cerÂmica alto-medieval”.
Os trabalhos arqueológicos no sítio da Tapada das Guaritas iniciaram-se em 1998 e 1999 no quadro do acompanhamento da implantação da linha do gasoduto, tendo os trabalhos na altura sido coordenados por Nelson Almeida. As escavações recentes tiveram início em Agosto de 2014 dirigidas por Sara Maria Sena Esteves Prata.
A escavação permitiu identificar uma estrutura de vivenda constituída por duas fases de construção. Um primeiro compartimento quadrangular com entrada orientada a Este, com 36 m2 e um segundo compartimento rectangular, acrescentado a Este do primeiro, com uma nova entrada voltada a Norte e com uma área de 45 m2. 
A existência de estruturas exteriores à habitacional, que interpretámos como currais/cercas, atestam a ocupação e o aproveitamento do espaço imediato em torno da vivenda. 
O espólio arqueológico recolhido no interior da estrutura permite documentar uma utilização doméstica do espaço associada a práticas económicas rurais. As peças de cerâmica comum encontram alguns paralelos formais e tecnológicos nas aldeias alto-medievais escavadas por Alfonso Vigil Escalera na área de Madrid. Esses paralelos, combinados com a ausência tanto de materiais de tradição romana como muçulmana, levam-nos a colocar a utilização deste espaço entre os séculos VI/VII. Tapada das Guaritas
Tapada das Guaritas ou Vale dos Galegos
A Tapada das Guaritas - local também designado como Vale dos Galegos - corresponde a uma zona de vale atravessada por uma ribeira subsidiária da Ribeira de Figueiró. Existem afloramentos graníticos na superfície, alguns deles com sepulturas escavadas na rocha (um total de seis, sendo um deles uma criança) e dois pequenos esporões onde se reconhecem em superfície material de construção cerâmico e vestígios de estruturas pétreas. A escavação de Agosto de 2014 realizou-se num desses esporões, designado por Sector I, localizado a 37 m a Oeste da estrada que segue para o Vale da Bexiga, 170 m antes do cruzamento que segue para o Monte Caldeira (direcção Este). © NCV

24 de agosto de 2016

Fotorreportagem: segunda edição das Aulas Abertas de Arqueologia em Castelo de Vide


IMG 20160817 184408 1600x1200


IMG 20160817 184306 1600x1200

“Está a decorrer em Castelo de Vide a 2.ª edição do programa de Aulas Abertas de Arqueologia. A iniciativa integra-se no âmbito do projeto PramCV (povoamento rural alto-medieval no território de Castelo de Vide) e visa permitir ao público em geral a aquisição de noções-base nesta área, permitindo uma maior aproximação da população local aos trabalhos realizados no concelho”.
“Durante as aulas teóricas, nos dias 9, 12 e 17 de Agosto, realizadas no Salão Nobre dos Paços do Concelho, foram abordadas as seguintes temáticas: "Investigando com o PramCV: a arqueologia dos camponeses alto-medievais no território de Castelo de Vide"; "O registo de campo em arqueologia: conhecimento às camadas"; "Arqueociências: O registo arqueológico invisível".
“A última aula, de caráter prático, realizou-se no dia 22 de Agosto, no Centro Municipal de Cultura e tem como tema: "Dos objetos às pessoas: analisando a cultura material dos camponeses alto-medievais".
“As aulas têm contado com a presença de lecionandos da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, no âmbito da licenciatura em Arqueologia, e de castelovidenses que têm participado na iniciativa "Arqueólogo por um dia" (ver notícia AQUI). Ao longo de três semanas, os alunos têm também participado nos trabalhos arqueológicos desenvolvidos no concelho”. © CMCV/NCV

11 de agosto de 2016

Projeto PramCV promove até 28 de Agosto “Arqueólogo por um dia” em Castelo de Vide

Clicar na imagem para ampliar.
“Até ao dia 28 de Agosto, o projeto PramCV (Povoamento rural alto-medieval no território de Castelo de Vide) e a Câmara Municipal possibilitam pela primeira vez a experienciação de atividades arqueológicas ao público em geral. 
A iniciativa denominada "arqueólogo por um dia" pretende estimular o envolvimento da população local e aproximá-la da prática arqueológica”.
“Durante a manhã são desenvolvidas atividades de campo, como escavações e recolha de dados. Na parte da tarde, o trabalho é realizado em gabinete e na oficina da Secção de Arqueologia Municipal, onde se procede à limpeza das peças encontradas nas escavações, inventários e registo gráfico”.
“Para participar, os interessados devem contatar os arqueólogos responsáveis através do endereço de correio eletrónico arqueo.pramcv@gmail.com ou por mensagem privada na página de facebook AQUI
“Recorde-se que o PramCV é um projeto de investigação a desenvolver atividades no concelho deste 2014 e que se estenderão até 2017. Apresenta como objetivo o estudo das comunidades camponesas que habitaram no território de Castelo de Vide nos séculos V-XII e resulta do protocolo entre o Instituto de Estudos Medievais da Universidade Nova de Lisboa e a Câmara Municipal de Castelo de Vide”. © CMCV/NCV

22 de julho de 2016

PramCV promove iniciativa “Arqueólogo por um dia!”

Clicar na imagem para ampliar o cartaz.
O projeto PramCV está este ano a promover pela primeira vez uma iniciativa que designou por “Arqueólogo por um dia”.

Esta actividade pretende “abrir as portas para que os interessados participem de forma activa nos trabalhos de campo e de gabinete do PramCV e possam ver em primeira mão como é o dia-a-dia dos arqueólogos”.
Os interessados poderão participar numa manhã de trabalho de campo, acompanhados pelos investigadores do projecto, ou passar uma tarde no gabinete e na oficina da Secção de Arqueologia da Câmara Municipal de Castelo de Vide, onde é feito o tratamento do espólio arqueológico recolhido durante as escavações.
“Procuramos assim estimular um envolvimento mais efectivo por parte da população local e aproximar a prática arqueológica aos cidadãos”.
“Acreditamos que esta toma de contacto in situ pode contribuir para uma perspectiva mais realista da prática arqueológica (afinal de contas, não é só trabalho com pincéis!) e dos objectivos deste ofício”. © NCV
Mais informações AQUI.

5 de agosto de 2015

Danças com a Morte no Festival Andanças

O PramCV, um projecto de investigação em arqueologia que tem como objectivo estudar as comunidades camponesas que viveram no território de Castelo de Vide durante o período da Alta Idade Média, realizou no Festival Andanças, um passeio no Festival Andanças intitulado ‘Danças com a Morte: Visita ao Cemitério Medieval da Boa Morte’.
De acordo com o PramCV, ‘para o período alto-medieval, os vestígios que melhor se conhecem são as chamadas sepulturas escavadas na rocha, que, tal como o seu nome indica, consistem em sepulcros abertos directamente no afloramento rochoso (normalmente granítico). A sua localização sobre a rocha faz destas sepulturas um vestígio que se conserva e identifica muito facilmente. No entanto, sabe-se muito pouco sobre onde e como viviam os homens e mulheres que se faziam enterrar nestes interessantes sepulcros’. © Ana Raposo/NCV
Poderá obter mais informações AQUI

29 de julho de 2015

Arqueólogos defendem possível presença
de lagar de azeite na Tapada das Guaritas

DSC09326
Arqueólogos acreditam na existência de um lagar de azeite, na Tapada das Guaritas. Fragmentos de talha encontrados durante as escavações, que decorreram de 21 a 27 de julho, parecem pertencer a grandes potes de armazenamento de azeite, afirma a arqueóloga responsável Sara Prata. 
As rochas têm maior robustez que as das habitações escavadas no ano passado e a presença de um peso de lagar na proximidade reforçam a ideia de estarmos na presença de um lagar.
Novas escavações nas imediações
Entre os dias 28 e 31 de julho vão ser feitas outras duas escavações em locais próximos e referenciados pela secção de arqueologia da Câmara Municipal de Castelo de Vide.
Estas escavações arqueológicas visam compreender o modo como os territórios foram ocupados entre os séculos V e XII, designadamente a forma de habitação e o aproveitamento que era feito do território. 
Esta iniciativa está inserida no projeto de investigação PramCV (Povoamento rural alto-medieval no território de Castelo de Vide), o qual resulta de um protocolo assinado entre a Câmara Municipal de Castelo de Vide e o Instituto de Estudos Medievais da Universidade Nova de Lisboa. © CMCV/NCV


DSC09302
DSC09305

DSC093298