12 de junho de 2013

António Pita abandonou o Conselho Consultivo
da Fundação Nossa Senhora da Esperança
e diz desconhecer “atos e decisões exclusivas”
do Presidente da Câmara Municipal

O Vice-presidente da Câmara Municipal de Castelo de Vide, António Pita, abandonou a seu pedido o Conselho Consultivo da Fundação Nossa Senhora da Esperança onde representava a Autarquia desde 16 de Dezembro de 2009. A decisão foi tomada com efeitos imediatos na própria data da reunião do executivo (5 de Junho de 2013).
Foi a segunda vez que António Pita solicitou a sua libertação desta tarefa e desta vez o Executivo votou a proposta do Presidente António Ribeiro por maioria, com três votos a favor e um contra por parte do vereador Rui Miranda (PS).
António Ribeiro não propõe substituto
Alegando o facto “de se estar no fim do mandato autárquico”, António Ribeiro adiantou desde logo “que não vai propor a designação de outro elemento da Câmara Municipal”.
Segundo a minuta da acta municipal, António Pita recordou que já anteriormnente tinha solicitado a sua substituição nestas funções, apresentou as suas justificações para renovar o pedido e não participou na discussão e votação do assunto.
Por seu lado, justificando o seu voto, o vereador Rui Miranda (PS) disse “discordar com a proposta apresentada pelo Senhor Presidente, porque entende que o senhor Vice-presidente devia continuar a exercer essas funções, em virtude da necessidade que há em que o Município seja representad nestas instituições”.
Atos e decisões exclusivas do Presidente 
não comunicadas ao Executivo
Para o vice-presiente da Câmara Municipal, “não faz qualquer sentido a representação camarária naquele Órgão durante esta fase” (…) “sabendo-se que as relações do senhor Presidente da Câmara Municipal com o senhor Presidente do Conselho de Administração da Fundação têm impedido que ambos reúnam e resolvam directa e pessoalmente os assuntos institucionais – como devia acontecer”. 
“Os assuntos que recorrentemente têm sido abordados neste Órgão prendem-se com questões que decorrem de atos e decisões exclusivas do senhor Presidente da Câmara Municipal, os quais não têm sido comunicados ao Executivo pelo que a presença de um representante camarário nas reuniões do Conselho ficam sempre fragilizadas faceà incapacidade de esclarecer convenientemente as dúvidas e questões levantadas em todo este processo de licenciamento das obras do Lar/Convento de São Francisco”, referiu António Pita. © NCV

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