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15 de dezembro de 2022

Assembleia Municipal de Castelo de Vide aprova esta sexta-feira os “Documentos Previsionais para 2023”

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Convocada pelo seu Presidente, André Alexandre Ladeiro Barrigas, a Assembleia Municipal de Castelo de Vide reúne em sessão ordinária esta sexta-feira como habitualmente pelas 20 horas. no Salão Nobre dos Paços do Concelho.
A ordem do dia publicada (ver AQUI) inclui a discussão e votação dos Documentos Previsionais do Município para o próximo ano de 2023 e todas as várias matérias de fiscalidade municipal que lhe estão associadas.
Assim os deputados municipais vão analisar e votar as propostas relativas à Participação Variável de IRS, a de Taxa a aplicar aos Prédios Urbanos, de acordo com o Código do Imposto Municipal sobre Imóveis, Lançamento de Derrama para o ano de 2023 e Taxa Municipal de Direito de Passagem.
Documentos previsionais votados em separado
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Quanto aos documentos previsionais este ano surge uma novidade: a votação do documento apresentado à Assembleia Municipal será efetuada em três partes distintas: as “Grandes Opções do Plano - Plano Plurianual de Investimentos - Atividades Mais Relevantes”, o “Capítulo XII dos Documentos Previsionais - Mapa de Pessoal para 2023” e ainda o “Orçamento para o Ano Financeiro de 2023 e Plano Orçamental Plurianual”.
Esta votação separada foi desde há alguns anos uma solicitação da bancada do Grupo Municipal do Partido Socialista, seguindo a estrutura de competências próprias da Assembleia, mas que nunca tinha sido atendida pela maioria do PSD.
Regulamento do Conselho Municipal de Segurança
Outros assuntos na ordem do dia desta última sessão do ano da Assembleia Municipal são um “Pedido de Reforço Financeiro” da Junta de Freguesia de São João Batista e uma proposta de Regulamento do Conselho Municipal de Segurança de Castelo de Vide.
Os trabalhos iniciam-se com os períodos regimentais de intervenção do público e de “antes da ordem do dia”, ata da sessão ordinária Anterior e expediente, terminando com a “Informação do Senhor Presidente da Câmara” e eventuais “outros assuntos”. © NCV

2 de dezembro de 2022

PS absteve-se no Orçamento Municipal para 2023:
maioria PSD “não pode continuar a priorizar museus, em detrimento das pessoas que cá vivem”...

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O Partido Socialista de Castelo de Vide tornou pública a declaração de voto dos seus dois vereadores no Executivo Municipal onde se resume a argumentação política que esteve na base da sua abstenção na votação das propostas dos documentos previsionais do Município para 2023 (Grandes Opções do Plano/Plano Plurianual de Investimentos/Atividades Mais Relevantes/Orçamento para o ano financeiro de 2023 e Plano Orçamental Plurianual).
Unanimidade na fiscalidade municipal
Esta votação teve lugar na reunião extraordinária do Executivo Municipal realizada na passada terça-feira, dia 29 de Novembro, na qual foram aprovadas por unanimidade as propostas de atualização das Tabelas de Preços do Regulamento de Cedência e Utilização de Viaturas de Transporte Coletivos Municipal e da Tabela de Tarifas Anexa ao Regulamento Municipal de Recolha de Resíduos Sólidos e de Limpeza Pública do Concelho de Castelo de Vide, bem como das propostas relativas à participação variável de IRS, Lançamento de Derramas, Imposto Municipal sobre Imóveis e Taxa Municipal de Direitos de Passagem.
O NCV teve acesso ao documento que a seguir se publica na íntegra com subtítulos introduzidos pela redação.
Declaração de voto dos vereadores socialistas
“Apesar de vermos algumas das propostas que o Partido Socialista fez em sede do Direito de Oposição como, a criação da rubrica para a compra de medicamentos, a construção do Parque Infantil de Póvoa e Meadas, a criação da Tarifa Social da Água, o ajuste do valor da Taxa de Inflação para um meio termo de forma a não penalizar a comunidade com uma atualização a uma taxa de inflação absolutamente fora do normal, e por isso, extraordinária, não podemos esquecer que há um ano atrás também foram introduzidas propostas, que ainda hoje estão por ser concretizadas, como por exemplo, o Regulamento Municipal de Trânsito.
“Esta nova crise exige novas medidas”
Sublinhamos que, na generalidade, este é um orçamento onde se fala muito de esperança mas com muito pouca esperança. Na verdade, o que o Executivo da maioria PSD nos apresenta para o próximo ano são um conjunto de decisões e prioridades políticas que seguem a mesma linha há vários anos, o que nos leva a afirmar, que perante um cenário tão pessimista, nada mudou na atuação do executivo. Esta nova crise exige novas medidas.
“Há pessoas e famílias que não vão ter orçamento para gerir...”
A proposta de orçamento que nos é apresentada pela maioria do executivo do PSD reflete uma grande preocupação com a saúde financeira do município e as dificuldades que se avizinham para o mesmo, mas não coloca evidência nas prioridades das pessoas que cá vivem, atendendo às circunstâncias. É afirmado várias vezes que fazer este orçamento foi difícil, “o mais difícil de sempre”, mas há pessoas e famílias que não vão ter orçamento para gerir e a nossa prioridade são estas pessoas e estas famílias.
Que modelo de turismo para Castelo de Vide a médio e longo prazo ?
As prioridades do atual executivo de maioria do PSD continuam a ser a abertura de mais museus, que estão a ser anunciados há vários anos e aguardam inauguração por tempo indefinido.
Queremos Turismo em Castelo de Vide mas é necessário, é urgente apostar na requalificação e na melhoria da oferta existente, na sustentabilidade do modelo de turismo que queremos para Castelo de Vide a médio e longo prazo.
“Continuar a priorizar museus, em detrimento das pessoas que cá vivem”?
E o que temos para dar às pessoas que não vivem direta ou indiretamente do turismo? O que fazemos a quem vive da agricultura, que medidas temos para impulsionar a atividade e a produção agrícola? Que medidas temos para impulsionar os empresários, cujo ramo de atividade nada tem a ver com o turismo? Que medidas temos no plano da Habitação Social, nas rendas controladas para jovens e famílias social e economicamente fragilizadas? Que medidas temos de resposta social aos idosos cujas pensões não chegam para pagar os medicamentos e outras despesas de saúde? Estamos convictos que não é uma rubrica de 500 euros que vai responder a esta necessidade.
Vivemos obviamente tempos conturbados, mas não podem continuar a priorizar museus, em detrimento das pessoas que cá vivem”. © NCV