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13 de abril de 2015

Já foi retirada a rampa de acesso
à Igreja Paroquial de Póvoa e Meadas

Foto © Rodrigo Rouqeiro/NCV 
Já foi retirada a rampa de acesso à Igreja de Póvoa e Meadas que tanta e tão diversificada discórdia provocou em tempos (vd notícias AQUI). 
Esta primeira fase dos trabalhos de remoção foram realizados por pessoal da Junta de Freguesia local a pedido expresso da Câmara Municipal de Castelo de Vide, que deverá agora enviar pessoal mais especializado para as concluir, repondo o local com estava antes da implantação da também chamada “ponte”. 
Recorda-se que a Paróquia de Póvoa e Meadas implementou um projecto alternativo de facilitação do acesso através de um percurso interior por uma zona lateral de circulação, da autoria dos próprios arquitectos autores do edifício: Manuel Bagulho, entretanto falecido, e João Reis Álvaro. Fotos © Rodrigo Rouqeiro/NCV
Foto © Rodrigo Rouqeiro/NCV 
Foto © Rodrigo Rouqeiro/NCV 

22 de novembro de 2014

Câmara Municipal vai demolir a rampa de acesso
no adro da Igreja Matriz de Póvoa e Meadas

Clicar na imagem para ampliar.
A Câmara Municipal de Castelo de Vide vai retirar proximamente a rampa de acesso à Igreja Matriz de Póvoa e Meadas que ali montou em 2007, financiada por um mecenas local, e que muita discussão provocou desde então (ver mais notícias AQUI).
A decisão foi conhecida aquando da recente decisão municipal de isenção de taxas municipais para a obra exterior de colocação de uma rampa simples de acesso a um percurso de circulação lateral pelo interior das instalações que a Paróquia terminou muito recentemente (vd imagens que hoje publicamos).
A demolição vai ser consumada de comum acordo entre a Paróquia local (dona do terreno do átrio da Igreja) e a Autarquia e após consulta de António Pita com o mecenas que na altura co-financiou a obra.
Após alguns anos de aparente silêncio, a situação chega agora a uma solução final. No entretanto, a Paróquia de Póvoa e Meadas implementou um projecto alternativo de facilitação do acesso através de um percurso interior por uma zona lateral de circulação, da autoria dos próprios arquitectos autores do edifício: Manuel Bagulho, entretanto falecido, e João Reis Álvaro.
Recorda-se que no calor da polémica o ex-presidente da Câmara Municipal sempre se recusou a retirar a rampa alegando que a mesma tinha ali sido colocada por solicitação de terceiros e que o terreno era privado e competiria ao proprietário solicitar depois a respectiva demolição.
Mais flexível foi sempre a posição do actual presidente da Câmara, António Pita, na altura vice-presidente. Já em Novembro de 2077 o autarca sublinhava que “se for uma exigência da Paróquia, nós retiramos a rampa", porque naquele contexto "a Câmara quer ser parte da solução e não do problema", e reafirmava que a autarquia "nunca quis impor a rampa às pessoas", mas “apenas respondeu a uma solicitação que lhe foi feita”.
Sete anos volvidos a discórdia termina com a demolição e retirada que se vão concretizar. © NCV
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3 de abril de 2008

Problema da “rampa” da Igreja da Póvoa
acaba com processo em Tribunal

O problema da “rampa” ou da “ponte” da Igreja de Póvoa e Meadas continua assim a dar que falar.
Está agora confirmado que os arquitectos Manuel Bagulho e João Reis Álvaro, entregaram à Justiça a questão, na sequência da recusa formal por parte da Câmara Municipal de Castelo de Vide em retirar aquele acesso conforme os dois co-autores do projecto da Igreja lhe haviam solicitado por carta de finais de Fevereiro último.
Nessa sua solicitação, através do seu advogado, os arquitectos pediam a reposição da situação da Igreja num prazo de 10 dias, e a resposta do advogado avençado da Autarquia, Canedo Berenguel, foi no mesmo sentido da anteriormente dada a idêntico pedido feito pelo Pároco e pela Fábrica da Paróquia de Póvoa e Meadas.
© NCV
Ver todas as outras notícias sobre este assunto AQUI.

27 de fevereiro de 2008

Povoenses muito críticos e duros
para António Ribeiro e Bispo da Diocese
- Câmara não retira a "rampa"...

Foi muito crítica para o Presidente da Câmara Municipal, António Ribeiro, e para o ex-Bispo e actual “administrador apostólico” da Diocese, D. José Alves, a reunião da Assembleia Municipal que teve lugar no Salão da Casado povo de Póvoa e Meadas na segunda-feira à noite.
Foi a propósito da rampa de acesso à Igreja Matriz tema abordado por diversos munícipes no período inicial para “intervenção do público”. Com apenas uma intervenção a defender aquela “estrutura” ouviram-se palavras muito duras para ambos os dirigentes acusados de nã atendimento nem consideração da vontade de munícipes e de paroquianos e desrespeito pessoal e institucional nomeadamente em relação ao Pároco Cónego Isidro de Oliveira, à Paróquia e à chamada Fábrica da Paróquia, cujos elementos estavam praticamente todos presentes.
Também foi alvo de muitas críticas a forma autocrática e pouco transparente como o processo tem sido conduzido pela Autarquia.
Câmara não retira a “rampa”
Muito instado em termos muito concretos sobre se retiraria a rampa conforme solicitado ou não, António Ribeiro adiantou que não, que a Câmara tinha respondido a uma solicitação e colocado a estrutura num terreno que é privado; por isso apenas compete agora, segundo o Presidente da Câmara, aos donos do terreno proceder e responsabilizar-se por essa retirada.
A reunião teve lugar cerca das 20 horas, como habitualmente, no Salão da Casa do Povo daquela localidade, e aprovou por unanimidade o único ponto em agenda: a “isenção do pagamento de taxas” do regulamento Municipal de Urbanização e Edificação. © NCV

15 de janeiro de 2008

Cónego Isidro de Oliveira solicita remoção
da “rampa” ou “ponte” construída
na Igreja Matriz de Póvoa e Meadas

A Comissão da Rampa da Igreja de Póvoa e Meadas decidiu suspender o envio da carta que havia sido decidido dirigir ao Presidente da Câmara Municipal de Castelo de Vide a solicitar “a retirada imediata do “pontão” e a reposição do adro na sua forma original” (vd notícia AQUI).
Fê-lo porque o Pároco Cónego Isidro de Oliveira resolveu, ele próprio, endereçar uma carta no mesmo sentido à Câmara Municipal que terá sido expedida na passada 6ª feira.
Com esta iniciativa pretende-se responder ao “formalismo” evidenciado em reunião municipal pelo Presidente da Câmara, António Ribeiro, e pela vereadora Ana Júlia Magro, que alegaram publicamente que apenas a Fábrica da Igreja, legítima “proprietária do adro da Igreja tem capacidade jurídica para efectuar tal solicitação.
Recorda-se que na mesma missiva, a Comissão considerava que o novo ante-projecto agora apresentado é “muito mais adequado à sua implantação e estética do que o ”pontão” abstrusamente instalado”. © NCV

10 de janeiro de 2008

Póvoa e Meadas:
Nova solução de acesso pelo interior da Igreja considerada “muito mais adequada”

Durante a reunião havida no Salão Paroquial de Póvoa e Meadas na passada 2ª feira o arquitecto Tierno Bagulho e o seu colega José Reis Álvaro, co-autores do projecto da Igreja Matriz, apresentaram aos presentes um ante-projecto de uma rampa de acesso “pelo interior” da Igreja que terá agradado à maioria dos povoenses que participaram na reunião.
Entre eles estavam o Pároco, cónego Isidro de Oliveira, o Presidente da Junta de Freguesia e José Luis Porfírio, entre outros.
“Reposição do adro na sua forma original”
De imediato foi redigida uma carta da “Comissão da Rampa da Igreja” dirigida ao Presidente da Câmara Municipal de Castelo de Vide na qual se volta a solicitar “a retirada imediata do “pontão” e a reposição do adro na sua forma original” bem assim como “uma resposta a esta carta já que ainda não obtivemos resposta à enviada em 20.11.2007”.
Na mesma missiva, a Comissão considera que o ante-projecto agora apresentado é “muito mais adequado à sua implantação e estética do que o ”pontão” abstrusamente instalado”. A carta foi endereçada também para conhecimento à Assembleia Municipal de Castelo de Vide e à Junta de Freguesia de Póvoa e Meadas. © NCVFotos © Alto Alentejo

7 de janeiro de 2008

Nova proposta para rampa de acesso
à Igreja Matriz de Póvoa e Meadas
será apresentada hoje no Salão Paroquial

Vai ser apresentada, hoje segunda-feira dia 7 de Janeiro, no Salão Paroquial de Póvoa e Meadas, a partir das 21 horas, uma nova proposta para a acessibilidade à Igreja daquela localidade, em alternativa à rampa ali construída pela Câmara Municipal com apoio financeiro do médico Dr. João Magro mas que não agrada a grande maioria da população, soube o NCV junto de fonte afecta à chamada “Comissão da Rampa da Igreja”.
Ao que apurámos, estará presente o arquitecto Manuel Tierno Bagulho, autor do projecto original da Igreja, e um seu colega.
Aguarda-se posição da Câmara Municipal e da Diocese
Entretanto aguarda-se uma resposta formal ao pedido escrito da “Comissão da Rampa da Igreja” para que a Autarquia retire a rampa construída.
Mas sabe-se que a Câmara Municipal considera que apenas a Fábrica da Igreja tem capacidade legal para formalizar este pedido e que “endossou” a carta recebida à Diocese, passando mais uma vez por cima da Paróquia; aguarda-se ainda que a Diocese se pronuncie no quadro de uma situação politicamente complicada nas relações do poder civil e religioso e num momento em que se diz estar iminente a nomeação do Bispo D. José Alves como Arcebispo de Évora.
População “desapontada” com o PS
Por outro lado, fontes locais de Póvoa e Meadas contactadas hoje pelo NCV sobre este assunto foram unânimes em mostra-se muito “desapontadas” porque nenhuma força da oposição local, nomeadamente o PS, tem querido tomar conhecimento detalhado do assunto nem sequer acompanhar a população nestas suas “démarches”.
Este sentimento avoluma-se principalmente depois de se saber que a “maioria” PSD está a tentar e a conseguir convencer alguns sectores da sociedade povoense a pronunciarem-se publicamente a favor da “sua” rampa, como foi já o caso de José Melato, actual Presidente do Lar de Nossa Senhora da Graça, que inclusivamente é dado como candidato (“da situação”, como nos disseram) a integrar as listas PSD às próximas eleições locais. © NCV
Foto © Manuel Isaac/Alto Alentejo

16 de novembro de 2007

Rampa de acesso à Matriz de Castelo de Vide
– projecto está pronto para aprovação pela Paróquia

Já se encontra concluído o projecto de construção de uma rampa de acesso “que vai ser colocada no acesso Norte da Igreja Matriz, segundo informa o Boletim Paroquial e o NCV confirmou junto da Autarquia.
Com o projecto desenhado pelo arquitecto municipal Luis Pedro, “respeitou-se a dignidade do templo e a funcionalidade da rampa” – refere a mesma fonte.
De acordo com fontes autárquicas contactadas pelo NCV, a obra apenas avança quando para tal for obtida a necessária aprovação formal por parte da Paróquia. © NCVN.R. - Os desenhos publicados são esquissos do arquitecto Luis Pedro que ilustram o projecto da obra. A edição impressa do NCV (Novembro) dará notícia mais circunstanciada deste projecto).

14 de novembro de 2007

"Se for uma exigência da Paróquia,
nós retiramos a rampa"...
- prometeu António Pita em Póvoa e Meadas

Pouco mais de 60 pessoas participaram na noite de segunda-feira, no Salão Paroquial da Póvoa, numa reunião com o arquitecto Manuel Bagulho em que o tema central foi a polémica rampa de acesso à Igreja.
O arquitecto, a quem ninguém daria os 85 anos de vida que conta, denunciou a usurpação de direitos de autor, anunciou que não intentaria acção judicial sobre essa matéria e classificou de "mamarracho" a obra, não por ela própria, mas pela localização e enquadramento. E disponibilizou-se mesmo para estudar soluções alternativas, apontando um eleva
dor ou rampa elevatória, cujo custo poderá ascender, segundo estima, de 14 a 16 mil euros.
Entrada pela sacristia
Esta solução foi maioritariamente reprovada pelos presentes, que consideraram que uma rampa, eventualmente amovível, pelo interior da sacristia e corredor de acesso
ao templo satisfaz em pleno as necessidades da população sem necessidade de mais custos.
No decorrer da reunião as pessoas mostraram-se indignadas pelo facto de, afirmam, o abaixo assinado com 400 assinaturas não ter merecido atenção por parte da Câmara Mu
nicipal, e uma senhora, Maria Manuela Marques, afirmou mesmo que se tivesse sido feita em momento oportuno (há dois ou três meses atrás) uma reunião com a população muitos incómodos se teriam evitado.
Historial do processo, segundo António Pita
O vice-presidente da Câmara Municipal, António Pita, que foi o único elemento do Executivo que esteve presente, explicou o historial do processo, lembrando que objectivamente o que foi pedido à Câmara foi "uma rampa", e que com a legislação que entretant
o saiu, com as obrigatoriedades de respeito pelo grau de inclinação máximo, a solução encontrada pelos técnicos foi a que ali está.
"A Câmara quer ser parte da solução e não do problema"

Perante as reclamações sucessivas para que a ponte seja retirada, o autarca declarou que não podia assumir qualquer posição, mas que se a Paróquia solicitar por escrito a remoção da rampa, o assunto será estudado pela Câmara que depois deliberará. "Se for uma exigência da Paróquia, nós retiramos a rampa", assumiu. António Pita declarou ainda, nesse contexto, que "a Câmara quer ser parte da solução e não do problema", e afirma que a autarquia "nunca quis impor a rampa às pessoas", apenas respondeu a uma solicitação que lhe foi feita.

"O mecenas" que pagou a obra "quis ajudar as pessoas, é um homem que sempre fez bem à Póvoa e depois isto é uma contradição", critica José Landeiro referindo-se ao processo. Afinal parece que tudo se encaminha no sentido de ir ao encontro da vontade de Benilde Godinho quando dizia que "o que queremos é uma rampa simples e prática, mas aquilo é um pontão para uma ribeira; quem lá a pôs que a leve para Castelo de Vide".
É que afinal se a Paróquia pedir para que a rampa seja retirada - mas a Paróquia não assumiu que faria isso -, afinal parece que a rampa até já tem lugar destinado para ser usada. Porque não deixa de haver também alguns contornos políticos em toda esta questão, soube-se também que o Vice-presidente da Câmara pôs travão à organização de um abaixo assinado a favor da manutenção da rampa no local. © Manuel Isaac/NCVFotos: © Manuel Isaac/Alto Alentejo

24 de outubro de 2007

Arquitecto Manuel Bagulho estuda alternativa
para “rampa” da Igreja de Póvoa e Meadas

O arquitecto Manuel Bagulho, autor do projecto da Igreja Paroquial de Póvoa e Meadas, já esteve em Castelo de Vide, na Camara Municipal, e deslocou-se depois a Póvoa e Meadas acompanhado pela vereadora Ana Júlia Magro e por 2 outros colegas, segundo soube o NCV.
Perante a situação de facto, e de acordo com as mesmas fontes, a Câmara Municipal terá argumentado desconhecer que teria de ter contactado a arquitecto Manuel Bagulho, autor dão projecto, para proceder a esta modificação exterior.
Manuel Bagulho estará agora a estudar uma saída, uma solução alternativa, o que significa que a chamada “rampa” pode de facto não estar de pedra e cal. E continua a haver muito boa gente na localidade que pretende ver esta rampa simplesmente “no chão”.
O processo continua assim rodeado de muita confusão, como nos refere uma outra fonte, com a Câmara Municipal a acusar o Pároco Cónego Isidro de Oliveira, que enviou uma carta muito dura (ver notícia AQUI), o Presidente da Câmara diz que se está a “politizar” o assunto e o Bispo da Diocese, que se deixou “envolver” numa manobra do poder político local, parece agora querer afastar-se da evolução do “dossier”.
Recorda-se que, como em tempo o NCV noticiou (ver notícias AQUI), o arquitecto Manuel Tierno Bagulho (autor do projecto, actualmente com 93 anos) recolheu dados sobre este assunto e terá mesmo encarregue um importante escritório de advogados em Lisboa de estudar a possibilidade de intentar uma acção por usurpação de direitos de autor contra o autor da obra e projectistas, já que nunca foi auscultado sobre esta intervenção.
© NCV
Foto © Manuel Isaac/NCV

22 de outubro de 2007

Cónego Isidro de Oliveira
acusou António Ribeiro de “mentira”
em dura carta agora conhecida

O Cónego Isidro de Oliveira acusou o Presidente da Câmara Municipal de Castelo de Vide – através de uma dura carta agora conhecida através da primeira acta municipal de Outubro - de faltar à verdade quando, em reunião municipal de 1 de Agosto, o acusou de “cortar a luz” para as obras da rampa de acesso à Igreja.
“Essa afirmação é absolutamente falsa. É uma mentira” - refere o Cónego Isidro na sua missiva. “Sempre forneci a luz, como no princípio da obra, me foi solicitado. E, como nem sempre os trabalhadores vinham em dias seguidos, era eu que tinha de andar atento para manter a luz ligada, porque nunca ninguém teve a correcção de me comunicar quando vinham ou não vinham trabalhar” – explica.
Para além de uma série de informações sobre a disponibilização de energia eléctrica para as referidas obras, o Cónego Isidro de Oliveira exigiu na mesma carta “que estas minhas palavras sejam integral e publicamente lidas na próxima reunião da Câmara Municipal, constem da respectiva acta e que a acta da reunião de um de Agosto de 2007, seja, no que se refere a este assunto, devidamente rectificada”.
Silêncio responde a assuntos “inoportunos e disparatados”
“Quanto aos restantes assuntos, referentes a rampa, a que a citada folha faz alusão, alguns parecem-me simplesmente inoportunos e disparatados. Por isso penso que a melhor resposta será o silêncio. Além disso, como já comuniquei ao Senhor Vereador António Pita, uma vez que as coisas tomaram o rumo que tomaram considero que tudo o que à rampa diga respeito deverá ser resolvido entre a Câmara e a Diocese, a não ser naquilo que, individualmente, me diga respeito” – termina o Pároco de Póvoa e Meadas.
Depoimentos públicos de 2 funcionários
Desconhece-se se António Ribeiro respondeu a esta carta do Cónego Isidro de Oliveira. Mas em reunião municipal a única “resposta” dada pelo Presidente da Câmara Municipal foi através de depoimentos de 2 trabalhadores municipais e da invocação de um seu assessor. António Ribeiro referiu que aquando da reunião com o Senhor Bispo, também lhe comunicara que iria ser colocado um gerador para fornecimento de energia, ao que o mesmo respondeu que não havia necessidade, que ele próprio telefonaria ao Senhor Cónego Isidro. António Pita apenas disse que “lamenta a perda de tempo e a abordagem e exploração deste assunto que se arrasta há demasiado tempo”. © NCV

NR – A próxima edição do NCV publicará todas as informações e detalhes sobre esta mais recente evolução do chamado “caso da rampa da Igreja de Póvoa e Meadas”.

27 de setembro de 2007

Rampa da Igreja da Póvoa na Assembleia Municipal: afinal está tudo de acordo!

Na reunião da Assembleia Municipal de segunda-feira à noite percebeu-se que afinal existe um consenso, pelo menos entre os três grupos políticos representados naquele órgão, no que concerne à rampa de acesso à igreja da Póvoa e que tanta tinta já fez gastar.
Nem necessárias foram as explicações que os arquitectos Nuno Santana e Pedro Rodrigues se preparavam para dar à Assembleia.
Da bancada do PS, João Melancia citou várias notícias, em especial o AA, para dizer que face às acusações aí proferidas pelo Cónego Isidro sobre uso de cartas por parte da Câmara, o presidente devia esclarecer a situação, porque perante as contradições é preciso perceber «se houve mentiras no processo ou não», porque perante o que está escrito, «ou falta o senhor presidente à verdade ou falta o senhor Cónego Isidro».
António Ribeiro respondeu dizendo que «não venho aqui discutir artigos de jornal mas assuntos sérios», que «não leio e não faço desmentidos» de jornais, pois «tenho de ser responsável é pelo que está em acta».
Várias intervenções e a dado passo João Melancia comentou que «as coisas dos jornais umas vezes não nos interessam, mas noutras é a “procura da verdade”», conforme o interesse do momento.
José Manuel Tobar (PSD) disse, relativamente à rampa, que no que concerne à iniciativa, à necessidade e à legalidade do processo nada há apontar, mas em democracia deve acrescentar-se a vertente da vontade popular, que é preciso ter em conta, e não tem dúvida de que houve uma mobilização e que «alguém é responsável», rematando a dizer que «nutro muita admiração e respeito pela imprensa».
Questionado por João Manuel Margarido, presidente da Mesa, o arquitecto Nuno Santana explicou que em todas as fases as entidades envolvidas tiveram acesso às peças desenhadas, conhecimento das alterações, e da versão final, explicações que transmitiu pessoalmente ao Cónego Isidro. O mesmo foi corroborado pelo arquitecto Pedro Rodrigues. © Manuel Isaac/NCV (texto e foto)

24 de setembro de 2007

Derrama, IMI, bolsas de estudo e rampa da Póvoa na agenda da Assembleia Municipal

A Assembleia Municipal de Castelo de Vide foi convocada para mais uma reunião ordinária na próxima 2ª feira dia 24 de Setembro, pelas 20 horas. Com uma longa e interessante ordem de trabalhos. De facto, a Assembleia Municipal vai ser chamada a eleger (para substituição) um seu representante na Comissão de Protecção de Crianças e Jovens do Concelho e a decidir sobre a Derrama a aplicar em 2008 e sobre as taxas a aplicar aos prédios urbanos no quadro do Código do Imposto Municipal sobre Imóveis.
Bolsa de Transportes
De seguida a ordem do dia inclui a discussão e votação de uma proposta concreta de criação de uma “Bolsa de Transporte” para os alunos residentes no Concelho de Castelo de Vide que frequentam as scolas do ensino secundário em Portalegre, apresentada pela Comissão ou Grupo de Trabalho criado na reunião extraordinário de 30 de Julho passado e cujo âmbito de actuação concreta também se propõe seja agora alterada. Ver notícia AQUI.
Rampa de Acesso à Igreja
Para finalizar, a agenda oficial divulgada indica que António Ribeiro vai prestar esclarecimentos sobre a “Implementação da Rampa de Acesso à Igreja de Póvoa e Meadas” (sic), num ponto da ordem de trabalhos que antecede imediatamente a tradicional “Informação do senhor Presidente da Câmara”. © NCV

23 de setembro de 2007

CORREIO DOS LEITORES:
"A rampa do/a (Pita)discórdia"

Ainda sobre a problemática rampa de acesso à Igreja de Póvoa e Meadas, acabamos de receber do nosso leitor José Anselmo, de 60 anos, a seguinte mensagem que a seguir reproduzimos na íntegra:
Tenho acompanhado na medida das minhas possibilidades esta novela da rampa de acesso á Igreja da Póvoa e não posso ficar indiferente ás declarações do Vice-Presidente da Câmara Municipal de Castelo de Vide Sr. António Pita. O que este sr. diz relativamente ao assunto em questão publicado no jornal NCV é verdadeiramente um atestado de estupidez aos povoenses e passo a citar " a obra está a ser executada com autorização do Sr. Bispo e suportada com um projecto tècnico, elaborado com a colaboração de um arquitecto natural e residente em Póvoa e Meadas, que conhece bem o espaço e até faz parte dos Corpos Sociais do Lar daquela freguesia, pelo que conhece no terreno, as dificuldades da população".

A população da Póvoa reconhece a necessidade do acesso para deficientes motores, não pode é aceitar aquele mamarracho sem enquadramento arquitectónico nem as desculpas esfarrapadas que nos quer impingir. Então o arquitecto colaborador não tem nome? Por acaso se lembrou de auscultar o autor do Projecto da Igreja? O Sr. Bispo já viu a Obra? Que autoridade moral terá a Câmara que não permite alterar as fachadas das casas na Póvoa, ao permite-se fazer uma estrutura completamente desenquadrada do traço arquitectónico da Igreja, cortando o acesso ao pátio e ignorando a vontade popular?

Como se isto não bastasse vem ainda o Sr. Presidente da Câmara, deitar serradura para os olhos dos subscritores do abaixo-assinado. Sr. António Ribeiro o, Sr. não percebe o descontentamento da população, uma rampa é necessária, não aquela, naqueles moldes e não são só os necessitados ou que anda junto de quem tem dificuldades de mobilidade que sente as carências deste tipo de acessos. Como é que o Sr. pode ajuizar os conhecimentos e opiniões de quem subscreveu o abaixo-assinado?

O Povoense que se preze não pode ficar indiferente á obra e muito menos ás declarações dos maiores responsáveis pela Autarquia Câmara Municipal de Castelo de Vide.

Como vivemos em Democracia, os senhores não vão ser vitalícios à frente da Câmara. Os filhos de Póvoa e Meadas são uma população sofredora mas muito paciente, sabe esperar.
José Anselmo, 60 anos.

29 de agosto de 2007

Dr. João Magro confessa pagar a rampa
mas não se revê na opção arquitectónica

O médico João Magro foi quem assumiu pagar a obra da rampa da Igreja da Póvoa. E por isso mesmo o "Alto Alentejo" fez questão de ouvir este homem que é desde há muito um verdadeiro povoense em todos os sentidos positivos da palavra.
Pagou do seu bolso a rampa por que a obra "não avançava mas fazia falta às pessoas". Diz que não conhecia o projecto e parece incomodado por ter involuntariamente contribuído para a polémica "quando pensava que estava a fazer o melhor".
Confessa ainda o conhecido cirurgião, sem medo das palavras, que não se revê na actual opção arquitectónica. © JRR/NCV

Para o Cónego Isidro de Oliveira
acesso poderia ser feito pela Sacristia

Quem também fala sobre a rampa de um modo discordante ao "Alto Alentejo" é o Cónego Isidro. O Sacerdote aponta mesmo noutra alternativa que passava pela "construção de uma pequena rampa de acesso à sacristia".
Uma vez no interior do Templo seria feita uma outra estrutura para vencer alguns degraus.
E tudo "com menos trabalho, menos dinheiro e menos polémica", refere. Adianta ainda o Cónego Isidro que o adro agora ficou cortado pela rampa. © JRR/NCV

Muitas contradições sobre a ponte...

"Rampa da Igreja da Póvoa continua a dar que falar", assim se denomina o artigo publicado a 22 de Agosto pelo Jornal "Alto Alentejo". Um artigo de leitura obrigatória e repleto de contradições entre as declarações de vários entrevistados, entre eles um vereador. Porventura a oposição do Concelho deveria tentar saber quem está a adulterar a verdade. É o mínimo que se exige em respeito a quem não é da situação.
O melhor mesmo é fazer-se uma leitura atenta do artigo.
Só é pena que ninguém diga quando a rampa vai dali ser retirada, até por que no artigo se refere que a mesma é amovível (e as estruturas em que a ponte assenta também são de encaixe ou estão a tentar deitar areia para os olhos?).
Porventura poderiam aproveitá-la para acesso à Casa do Povo da Póvoa, por um recanto não visível, de modo a facilitar a vida aos eleitores quando estes, por exemplo, têm de lá ir votar. Ou aqui não há regulamento que obrigue a facilitar a ultrapassar declives a quem não possa subir escadas?
E o mesmo se poderá dizer de outros edifícios públicos da Vila que não têm acesso privilegiado para quem não pode subir escadarias e que no entanto vão continuando sem rampas ou elevadores. © José Rui Rabaça/NCV

Todos contra a ideia infeliz
da ribeira que não existe

Seis povoenses responderam ao desafio do jornal “Alto Alentejo" para se pronunciarem sobre a rampa da Igreja de Póvoa e Meadas.
As pessoas deram a cara e o nome na edição de 22 de Agosto do Semanário, na secção "Conversas de Rua".
O António Belo, de 78 anos, refere que "está muito mal por que não temos aqui nenhum rio para termos a ponte".
O Carlos Barreiros, de 62 anos, defende que a estrutura deveria estar encostada à Igreja. Assim como está desfigura o templo. "Isto não é nenhuma ribeira", remata.
Nos seus 68 anos Carlos Rolo diz que a rampa não mais é do que "um pontal de não tínhamos necessidade".
A Maria Grosso, de 50 anos, sublinha que a rampa representa um risco potencial para quedas de crianças que ali possam ir brincar. E depois no local não passa uma ribeira...
A Maria Borges, de 38 anos de idade, defende que ficou chocada com aquela ideia infeliz.
Por último a Josefa Oliveira, de 65 anos, diz não gostar e que a rampa não vai de encontro ao que se pretendia.
Seis opiniões e seis cartões bem vermelhos à excomungada rampa. E não é demais sublinhar o facto destas pessoas não terem tido medo de dar a cara pela sua opinião, ao contrário de certos politiqueiros da vila que pura e simplesmente ficaram incomunicáveis para não falarem do assunto.
Por outro lado, noutra notícia do mesmo semanário, o nisense José Maria Melato diz que o "projecto final da rampa é bonito" e que no entanto "não gosta da Igreja".
Também é referido que algumas (poucas) pessoas se recusaram comentar. E logo alguém disse ao jornalista que "não vale a pena perguntar a quem é funcionário da Câmara que não responde". © JRR/NCV

25 de agosto de 2007

Problema da rampa já deu origem
a novo blog sobre Póvoa e Meadas

O problema da “rampa” ou da “ponte” de acesso à Igreja Paroquial de Póvoa e Meadas deu origem, a um novo blog sobre aquela localidade que pode ser consultado AQUI.
Intitulado Póvoa e Meadas, o espaço explica em segundo título que é ou pretende ser um “Registo da terra. Pelas pessoas e pela memória”. Não admite comemntários anónimos e recolhe da Wikipedia um pequeno texto sobre a Freguesia, inclui uma sondagem sobre se “Concorda com ESTA ponte de acesso à Igreja?” e apela às pessoas para que se manifestem e “escrevam ao Presidente”, num texto muito cáustico assinado por JVA “contra este tipo de autismo” a que se deve responder “apenas com elevação e determinação”. © NCV

16 de agosto de 2007

Arquitecto Manuel Bagulho estuda possibilidade
de acção judicial por usurpação de direitos de autor

A já famosa “rampa” de Póvoa e Meadas continua a dar que falar e está a dominar os dias de festa que se vivem na localidade.
Sabe-se agora na localidade que o arquitecto Manuel Tierno Bagulho (autor do projecto, actualmente com 93 anos) se encontra a recolher todos os dados existentes sobre este assunto através de familiares e terá mesmo um importante escritório de advogados em Lisboa a estudar a possibilidade de intentar uma acção por usurpação de direitos de autor contra o autor da obra e projectistas, já que nunca aquele arquitecto foi auscultado sobre esta intervenção.
A população discorda maioritariamente desta solução – que não da necessidade de um acesso facilitado – e está neste ponto inteiramente ao lado do Pároco Cónego Isidro de Oliveira que sempre o manifestou, nomeadamente junto do Bispo da Diocese.
Também causou bastante mal-estar na população a “utilização abusiva” de uma carta do Pároco à Câmara Municipal dando conta da sua aprovação da obra mas na base de um primeiro projecto, que não o agora executado, bem como o facto de o assunto ter sido levado directamente pelo Presidente da Câmara ao Bispo da Diocese passando por cima do canal normal que seria o Pároco de Póvoa e Meadas.
O NCV sabe que dois outros jornais regionais (o Fonte Nova e o Alto Alentejo) vão abordar o assunto nas suas próximas edições. © NCV
Foto © M.Isaac/Alto Alentejo