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8 de novembro de 2024

Ruy Ventura apresenta na Biblioteca de Estremoz a antologia "Por mim fora" de Sebastião da Gama

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A tarde dste sábado dia 9 de Novembro, pelas 15 horas será apresentado no Auditório da Biblioteca de Estremoz o livro "Por mim fora" de Sebastião da Gama.
A apresentação estará a cargo de Ruy Ventura, poeta e organizador e de João Reis Ribeiro, ensaísta e especialista na vida e obra de Sebastião da Gama.
"Cem anos depois do nascimento do poeta Sebastião da Gama (1924-1952), os leitores têm agora à sua disposição a primeira antologia abrangente do muito que escreveu…" o poeta da Arrábida, refere Ruy Ventura. © NCV

27 de novembro de 2022

“Criptopórtico” reúne 30 anos de poesia de Ruy Ventura num volume com mais de 200 páginas

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A editora portuense Officium Lectionis dá à estampa por estes dias o livro “Criptopórtico”, que reúne em mais de duzentas páginas cerca de trinta anos de poesia escrita por Ruy Ventura. A obra – com uma edição limitada – já pode ser pedida através do endereço eletrónico da editora (officiumlectionis@gmail.com).
Familiarmente ligado à freguesia das Carreiras, que considera como sua terra natal, embora natural de Portalegre onde nasceu em 1973, vive atualmente em Vila Nogueira de Azeitão na Península da Arrábida.
O poeta Ruy Ventura
Ruy Ventura
Esta edição comemora a passagem de três décadas sobre os primeiros poemas que editou e de um quarto de século sobre a atribuição do Prémio Revelação de Poesia, da Associação Portuguesa de Escritores, à sua primeira obra intitulada “Arquitectura do Silêncio”, vinda a lume no ano 2000.
A atribuição desse prémio, decidida por um júri constituído por Fiama Hasse Pais Brandão, Urbano Tavares Rodrigues e Fernando Pinto do Amaral, deu início a uma já extensa bibliografia, onde se incluem mais de uma dezena de livros de poesia, bem como obras de investigação e ensaio, nomeadamente “A Chave de Sebastião da Gama”.
A sua poesia está publicada em vários países (Espanha, Brasil, Estados Unidos da América, Itália e Alemanha) e foi traduzida para várias línguas.
É director, com Nuno Matos Duarte, da revista cultural "DEVIR" e também colaborador da Cátedra Poesia e Transcendência, da Universidade Católica do Porto, e investigador integrado do Centro de Estudos em Artes, Arqueologia e Ciências do Património, da Universidade de Coimbra, onde prepara uma tese doutoramento sobre uma parte da escultura sacra da margem sul do Tejo, nomeadamente da Arrábida e do Alto Alentejo. © NCV

24 de junho de 2022

Ruy Ventura este Domingo nos “Pátios Contados” a partir das 19 horas no Jardim do Castelo de Marvão

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Com as presenças de Ruy Ventura, Ana Griott e do Grupo Folk da Escola Municipal de Música de Valencia de Alcántara, a iniciativa “Pátios Contados” desloca-se até ao Jardim do Castelo de Marvão (junto ao Museu Municipal) no âmbito do centenário do nascimento de José Saramago.
Marvão une-se assim pela primeira vez a Valencia de Alcántara na organização deste evento cultural que pretende fomentar o gosto pela literatura, pelo conto e poesia, com a presença de destacados(as) poetas e autores(as).
Os “Pátios Contados” são uma iniciativa do Ayuntamiento de Valencia de Alcántara (ver notícia AQUI) que, anualmente, promove diversos encontros de poesia, conto e música, em emblemáticos pátios públicos e privados desta vila raiana, também como forma de divulgar o seu património arquitetónico.
Em 2019, este evento foi distinguido pela Diputación de Cáceres, com o Prémio “San Pedro de Alcántara para a Inovação Local”. © NCV

13 de junho de 2022

Iniciativa “Pátios Contados” regressa a Valência de Alcântara de 20 a 26 de Junho e termina em Marvão

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A iniciativa cultural “Patios Contados” está de regresso a Valência de Alcântara de 20 a 26 de Junho próximo e vai voltar a juntar a participação cidadã e associativa através de encontros de poesia, conto e música nos belos pátios públicos e privados da localidade, com a presença de destacados poetas e autores.
O evento foi galardoado em 2019 com oel Prémio São Pedro de Alcântara à Inovação Local pela Diputación de Cáceres.
De destacar que esta edição conta com a colaboração do Município de Marvão, que se juntou a estes “Pátios Contados”com uma homenagem no centenário do nascimento de José Saramago.
Presença de Ruy Ventura em Marvão
No dia 26 a atividade desloca-se aos belos jardins de acesso ao Castelo de Marvão, onde contará com a presença do poeta portalegrense Ruy Ventura, os contos de Ana Griott e as belas músicas do Grupo Folk da Escola Municipal de Música de Valência de Alcântara.
Este evento é organizado pela Fundação Indalecio Hernández Vallejo e pela Universidade Popular em colaboração com o Ayuntamiento de Valencia de Alcántara, a Diputación de Cáceres, a Rede de Teatros da Junta de Extremadura e o Ministério da Igualdade. © NCV

24 de junho de 2020

Ruy Ventura no jornal "Alto Alentejo":
“as igrejas de Castelo de Vide fazem falta"

Ruy Ventura decidiu publicar no “Alto Alentejo” um texto de esclarecimento e clarificação, tão longo quanto interessante, sobre a sua posição – assumida nas redes sociais – contrária à possível alienação da ermida de S. Miguel em Castelo de Vide que tinha sido noticiada pelo NCV e que o Conselho Económico Paroquial acabaria por “chumbar”.
Fê-lo na sequência de dois textos que haviam sido dados à estampa no jornal “Alto Alentejo” pelo Cónego Tarcísio Alves, pároco de Castelo de Vide em que foi diretamente criticado como sendo líder de um grupo de opositores àquela venda que aliás mereceu a “abstenção” do pároco em sede daquele Conselho.
Pelo seu inegável interesse, e por já ter publicado os que lhe deram azo, o NCV republica hoje na íntegra esse texto de Ruy Ventura respeitando literalmente o título que o autor lhe deu mas juntando-lhe – para além de fotos das igrejas referidas – um conjunto de subtítulos destinados a ajudar à sua leitura. © NCV
Castelo de Vide é uma terra afortunada. Ao contrário de outras localidades – que ainda hoje lamentam os desvarios e vandalismos do passado, causadores da destruição de tantos edifícios valiosos –, a terra de Salgueiro Maia detém no perímetro do seu concelho um património invejável seja sob que ponto de vista for. É, ainda, uma vila venturosa pelas gentes que nela habitam. Sem os castelo-videnses, teríamos no mesmo lugar do Alto Alentejo uma qualquer feia povoação, sem identidade e sem brilho, abastardada por uma sucessão de atentados urbanísticos e patrimoniais promovidos pelos seus habitantes e autorizados pelos serviços camarários. Felizmente, temos o contrário disso tudo – e essa realidade eleva a urbe aos olhos dos portugueses e dos estrangeiros.
Demolições não evitadas...
Entre as pessoas que dão vida a Castelo de Vide, há cidadãos de corpo inteiro que, ao longo do tempo, têm assumido a defesa do seu património. Se no passado não conseguiram evitar a demolição de uma parte das suas muralhas (e, nelas, a célebre “Porta da Aramenha”, proveniente da cidade romana de Ammaia), bem como de alguns edifícios religiosos, como a importante igreja do Espírito Santo ou a matriz antiga de Póvoa e Meadas, pode dizer-se que há uma linhagem de gente que não tem deixado destruir peças importantes da sua identidade artística e arquitectónica (popular ou erudita). Uns chegaram à investigação, à escrita e à publicação (César Videira, João António Gordo, Raposo Repenicado, Diamantino Sanches Trindade, Maria Guadalupe Alexandre, Diogo Salema Cordeiro, Jorge Rosa, Rosário Salema Carvalho, etc.); outros, mantendo-se mais ou menos na sombra, trabalharam de outro modo pela salvaguarda, valorização e divulgação do património da comunidade – que é parte integrante, diga-se, do património nacional. Nos últimos anos, merece especial relevo a actividade da associação denominada Grupo de Amigos de Castelo de Vide, que tem aliado a defesa dos interesses locais à edição de livros e à impressão do jornal “Notícias de Castelo de Vide”, também disponível na Internet sob a forma de blogue.
Se alguém pensa, por isto, que Castelo de Vide precisa de mim para “liderar” a defesa do seu património, decerto tem uma visão desfocada da realidade do concelho. Como investigador, é certo que assinei artigos na “Invenire – Revista de Bens Culturais da Igreja” (editada pela Conferência Episcopal Portuguesa) em que estudei obras de arte e tradições da vila onde nasceu Garcia de Orta; destaquei a localidade no meu livro “Santo António na Região de Portalegre”; publiquei artigos sobre as ruínas da ermida de São Paulo e sobre a igreja de Santa Maria da Devesa (com algumas novidades históricas); divulguei uma parte dos textos tradicionais do concelho em vários cadernos editados com a literatura oral da Serra de São Mamede; dei destaque à literatura castelo-vidense na volumosa antologia “Poetas e Escritores da Serra de São Mamede”; e, sobretudo, investiguei a toponímia, a heráldica, a história e o património do concelho no livro “A Vide e o seu Castelo”, obra hoje esgotada, a precisar de reedição revista e muito aumentada. Tal trabalho, que tenciono continuar (nomeadamente no doutoramento em História da Arte que me ocupará nos próximos quatro anos), não me transforma no entanto num elemento imprescindível na luta pela defesa do património concelhio, embora não lhe vire a cara, ao não esquecer que uma parte dos meus antepassados nasceu nesse município. Agradeço a honra que me foi concedida em duas publicações vindas a lume no jornal “Alto Alentejo”, nas quais surjo como “líder” de um grupo de pessoas de Castelo de Vide, mas não a mereço. Se manifestei o meu repúdio público pelas intenções do pároco viti-castrense e de mais algumas pessoas em vender a abandonada igreja de São Miguel (situada na Serra que já teve o nome do Comandante das Milícias Celestes e principal defensor da Igreja e do povo de Israel), limitei-me a fazer eco de uma notícia criada e difundida pelo Grupo de Amigos de Castelo de Vide no jornal que publica. Partilhei a notícia no “facebook” e comentei-a, dando o meu apoio aos castelo-videnses, estupefactos perante um incompreensível e pouco claro ataque ao seu património medieval. É certo que difundi a notícia e pus os meus fracos préstimos à disposição dos defensores do património local, mas nada fiz que outros não tivessem feito. O seu a seu dono…
Estratégia pastoral imaginativa, dialogante e aberta” 
já teria dado “utilidade comunitária” às Igrejas existentes
Há quem defenda publicamente que “as igrejas de Castelo de Vide não fazem falta”. Permito-me discordar. Fazem tanta falta quanto as muralhas de várias épocas que envolvem a vila, quanto o castelo que lhe deu nome, quanto as antas e outros vestígios arqueológicos que povoam o município, quanto o pelourinho que se ergue em frente aos Paços do Concelho, quanto muitas tradições seculares que dão identidade à urbe. Diria mesmo que, dado o seu estatuto, fazem até mais falta. Com o que digo, não estou a estabelecer uma hierarquia, mas apenas a dizer que uma estratégia pastoral imaginativa, dialogante e aberta já lhes teria dado utilidade comunitária além do seu valor patrimonial, pois se não há cultura sem culto, também não há culto sem cultura.
Igreja de São Miguel “não é uma ruína“
A igreja de São Miguel não está arruinada, como tem sido dito. Está apenas abandonada porque a abandonaram há várias dezenas de anos, entregando-a à sua sorte e às forças da natureza. Aconteceu o mesmo a outras ermidas castelo-videnses, o que se lamenta. Desde que lhe retiraram as imagens aí veneradas, não mais foi reparada, limpa ou valorizada. Mas não é uma ruína. Não será muito difícil repará-la e dar-lhe nova vida, associando-a talvez à ermida de Nossa Senhora da Penha, sua vizinha, que não tem espaço para lá se celebrar a eucaristia, nem no dia da festa, ou instalando aí um agrupamento de escuteiros ou… (os castelo-videnses saberão – e parece que a edilidade já está a dar bons passos no sentido de não se apagar esse património). Essa igreja, já existente no século XV, era local de encontro dos cristãos-novos na centúria de quinhentos, tendo assim um valor memorial inalienável. Com potencial arqueológico importante, ninguém nos garante que por debaixo da sua cal não haja surpresas. Não deve ser vista, todavia, como algo que se possa separar da sua envolvente, tanto próxima – onde avulta um entorno prodigioso do ponto de vista natural e paisagístico – quanto alargada.
“Não seria possível criar uma rota do sagrado”?
Pergunto: não seria possível criar uma rota do sagrado que envolvesse todos estes edifícios ainda de pé e mesmo aqueles de que já só sobram ruínas? Ou será melhor defender o que defendiam alguns cidadãos de Guimarães no século XIX, ao quererem demolir o castelo da cidade porque o “progresso” seria levantar ali um “bairro operário”?
Igrejas de “São Martinho” e “Senhora da Saúde” nunca existiram
É certo que em Castelo de Vide e no seu concelho nunca existiram igrejas dedicadas a São Martinho ou à Senhora da Saúde (como alguém escreveu), mas o valor memorial e patrimonial de igrejas e capelas como as que existem no concelho alentejano é algo que não pode ser desperdiçado seja por quem for. Desde uma igreja de Santiago (que investigadores internacionais já identificaram como uma antiga mesquita) à do Salvador do Mundo (anterior à nacionalidade e ligada ao cristianismo moçárabe), passando pelo Senhor do Bonfim (com um admirável conjunto de pinturas murais), ao Bom Jesus e à Senhora do Carmo (com retábulos que urge estudar, restaurar e divulgar, no âmbito da comunidade de artistas que existiu em Castelo de Vide nos séculos XVII e XVIII), a Santo Amaro (uma admirável igreja barroca!), às medievais São Roque e Santo Amador e a muitas outras, há um imenso conjunto de oportunidades a explorar – no âmbito de uma religiosidade aberta, de um turismo religioso e cultural e de uma estratégia inteligente de desenvolvimento local.
Fins distintos não serão menos dignos
É um erro pensar que as igrejas só merecem estar de pé enquanto lá se celebrar missa todos os domingos. Não foram construídas para isso. A maior parte delas, desde o dia da sua inauguração, só teve eucaristia uma vez por ano (ou no dia da sua festa ou no dia do sufrágio de quem lá estava enterrado, em geral os seus fundadores). A sua manutenção era assegurada por um ermitão, que aí vivia de graça e em troca de habitação gratuita tinha de assegurar a abertura de portas aos fiéis. Hoje em dia serão usadas de outro modo, com fins distintos. Não serão todavia menos dignos.
“Não há futuro sem passado”
Dar valor a uma igreja, ainda que pequena e humilde, mas histórica, é respeitar um passado que nos mantém de pé, pois faz parte das nossas raízes. Não há futuro sem passado. É muito urgente dar valor a este e a outros patrimónios, sobretudo num tempo em que motivações espúrias querem “purificar” a nossa memória, derrubando e vandalizando estátuas e pessoas, levando-nos para a barbárie. Acredito que os negócios sejam sedutores, que a pressa de resolver situações seja má conselheira, que a imaginação nem sempre seja abundante, que pressões várias – nem sempre legítimas – façam esquecer o dever maior.
“Não é preciso reinventar a roda…“
Não é por acaso que o Direito Canónico afirma só ser válida a alienação “de ex-votos oferecidos à Igreja, ou de coisas preciosas em razão da arte ou da história” com licença expressa da Santa Sé, permitindo todavia que, além do culto, da piedade e da religião, o bispo diocesano permita nas igrejas “outros actos ou usos, que não sejam contrários à santidade do lugar”. Mesmo que as circunstâncias tenham levado à perda da bênção do local, é sempre possível dar-lhes um uso digno que respeite a sua integridade memorial, arquitectónica e artística. Há exemplos vários disso mesmo no Alentejo e no país, alguns bem perto. Não é preciso reinventar a roda…
O exemplo de S. Francisco de Assis...
Um dos primeiros actos de São Francisco depois da sua conversão foi promover nos arredores de Assis a reparação da igreja de São Damião, que ameaçava ruína e estava abandonada. Para isso, vendeu tudo o que tinha e, segundo contam as suas biografias medievais, chegou a andar pela sua terra a pedir pedras para a reconstrução, prometendo recompensas divinas. Nem todos podemos chegar ao exemplo maior dos santos, mas – como me disse um dia, era eu adolescente, o saudoso Cónego Justo, membro do Cabido da Sé de Portalegre – “se nem todos conseguimos ser santos, todos temos a obrigação de ser nobres e honrados”. Haja nobreza de carácter, honra e humildade e a situação das igrejas de Castelo de Vide será resolvida a pouco e pouco pelos castelo-videnses, pelas suas autoridades civis e por quem dirige a sua paróquia. Não me passa pela cabeça que venham a ter uma atitude menos digna. O Paráclito os espicaçará.
Ruy Ventura
(Texto datado de 15 de Junho de 2020, publicado no Jornal “Alto Alentejo”; título original (do autor) e subtítulos da responsabilidade doa redação do NCV)

14 de julho de 2017

Ruy Ventura no Alandroal: igreja de Nossa Senhora da Penha entre os santuários norte alentejanos

O santuário de Nossa Senhora da Penha em Castelo de Vide é um dos sete santuários cujas origens serão abordadas por Ruy Ventura na sua comunicação deste ano no Congresso Internacional "Terras de Endovélico" que se realiza amanhã sábado dia 15 pelas 16 horas, no Forum Cultural Transfronteiriço do Alandroal.

“Alargando além do uso comum o conceito de santuário”, os restantes são os seguintes: Nossa Senhora da Redonda (Alpalhão – Nisa), Nossa Senhora da Estrela (Marvão), São Cristóvão (Portalegre), São Domingos (Fortios – Portalegre), São Sebastião (Carreiras – Portalegre) e Fraguil (Carreiras - Portalegre)
Ruy Ventura falará sobre as origens antigas destes santuários do Norte Alentejano, partindo das lendas a eles associadas e analisando alguns vestígios materiais que aí se podem observar.
No final do dia será apresentado o terceiro número da revista "Cadernos de Endovélico", publicado pelas Edições Colibri e pela Câmara Municipal do Alandroal, no qual se publica um estudo de Ruy Ventura sobre as raízes da lenda do Senhor Jesus das Chagas, venerado em Sesimbra, texto que é dedicado “in memoriam” a Augusto Pólvora, edil sesimbrense recentemente falecido. © NCV
Igreja de Nossa Senhora da Redonda - Alpalhão
Igreja de S. Cristóvão - Portalegre.
Igreja de S. Domingos - Fortios.
Igreja de S. Sebastião - Carreiras.
Fraguil, arredores das Carreiras.
Igreja de Nossa Senhora da Estrela - Marvão.

15 de março de 2017

Poesia de Ruy Ventura em destaque esta tarde durante uma sessão em Alcalá de Henares (Madrid)

A poesia de Ruy Ventura, ao lado da de Albano Martins, Catarina Nunes de Almeida, Daniel Faria, Graça Pires, José Luís Peixoto, Maria Teresa Horta, Sophia de Mello Breyner Andersen e Victor Oliveira Mateus vai estar hoje em foco em Madrid durante uma sessão intitulada “La Voz Más Cercana: Portugal”, dedicada integralmente à poesia portuguesa contemporânea.
A dramaturgia desta sessão de leitura de poemas - que terá lugar pelas 19:30 horas locais na prestigiada sala "Corral de Comedias", em Alcalá de Henares (Madrid) - será de Aitana Sar, Clara Santafé e Ines Sánchez, acompanhada ao piano por Francisco Recuero e com voz de Verónica Aranda. © NCV

13 de janeiro de 2017

“Detergente” de Ruy Ventura já está disponível

Já se encontra disponível o mais recente livro de poesia de Ruy Ventura intitulado “Detergente” (ver notícia AQUI) que será lançado em data e circunstâncias ainda a definir e anunciar.
Editado pela editora Licorne, de Évora, e valorizado com duas fotos inéditas de Nuno Matos Duarte, o livro pode ser adquirido enviando um EMAIL para o autor ou uma mensagem privada no seu perfil no Facebook (AQUI) incluindo a morada de envio; na resposta serão forncidas mais informações e enviado o NIB para o pagamento. © NCV

4 de dezembro de 2016

Próximo livro de poesia de Ruy Ventura
intitula-se “Detergente” e sai brevemente

Com título nascido de um verso de Ruy Belo, já tem capa o próximo livro de poesia de Ruy Ventura intitulado "Detergente".

De acordo com o autor, "se tudo correr bem, estará cá fora antes do Natal" esta obra que é dedicada a Levi Condinho, Rui Almeida e Nuno Matos Duarte, bem como à memória de Filipa Barata e Carlos Garcia de Castro. 

© NCV

28 de setembro de 2016

Apresentação do livro “A Vide e o seu Castelo”
da autoria de Ruy Ventura

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"A Vide e o seu Castelo" de Ruy Ventura foi apresentado no passado sábado, dia 24 de Setembro, no Salão Nobre dos Paços do Concelho". 
"O livro aborda a toponímia, história e heráldica de Castelo de Vide, que inclui também referências a Marvão e à Ammaia”. 
“O lançamento é da responsabilidade do Grupo de Amigos de Castelo de Vide e contou com o apoio das Câmaras de Castelo de Vide e Marvão, bem como das Juntas de Freguesia”.
“A iniciativa esteve integrada nas Jornadas Europeias do Património, subordinadas ao tema Comunidades e Culturas, que decorreu entre os dias 23 e 25 deste mês. As Jornadas tiveram como objetivo envolver as comunidades na valorização da cultura”.
“O autor do livro é natural de Portalegre, tem 43 anos e desde a década de 90 que se dedica à atividade literária e investigação nas áreas de património imaterial e material”. © CMCV/NCV
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28 de julho de 2016

Fotorreportagem:
terceira edição da “Devir” apresentada em Marvão




Victor Frutuoso e Ruy Ventura (um dos diretores da publicação) na apresentação da terceira edição da revista ibero-americana de cultura "Devir", na Casa da Cultura de Marvão. 
No final, Jose Juan, de San Vicente de Alcántara, leu alguns poemas, entre os quais, "Un país llamado tú", de Angel Manuel Gómez Espada. © NCV

26 de julho de 2016

Terceira edição da revista “Devir”
lançada hoje no Festival de Música de Marvão

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A terceira edição da Devir - Revista Ibero-Americana De Cultura (dirigida por Nuno Matos Duarte e Ruy Ventura) vai ser lançada hoje, dia 26 de Julho, pelas 18:30 horas, na Casa da Cultura de Marvão. 
A iniciativa integra-se no programa do Festival de Música de Marvão, Município que apoia este número.
Nesta edição da revista destacam-se uma entrevista a Nuno Júdice, uma antologia de Ángel Campos Pámpano e um bloco de fotografias assinado por Manuel Vilariño, destacado artista espanhol. © NCV

13 de abril de 2016

Ruy Ventura concluiu livro “A Vide e o seu Castelo”

O poeta e investigador Ruy Ventura anunciou já ter terminado o livro “A Vide e o seu Castelo” sobre a toponímia, a história e heráldica de Castelo de Vide.
O trabalho será dado à estampa pelo Grupo de Amigos de Castelo de Vide e constitui, segundo o próprio autor, “uma homenagem aos cristãos-novos dessa vila, aos seus vultos maiores (Garcia de Orta, frei Paulino da Estrela, Francisco Bugalho, Cristovam Pavia e Salgueiro Maia)”. 
A obra está dedicada a Maria Guadalupe Alexandre, poeta e investigadora nascida nesta terra. © NCV

16 de novembro de 2014

Portalegre: “Dia 17 Acontece” com Ruy Ventura
na Igreja do Convento de São Francisco


Amanhã, dia 17 de Novembro, segunda-feira, a partir das 18 horas no Núcleo da Igreja do Convento de São Francisco decorre uma sessão da Conversa no Museu dedicada ao tema da pintura retabular, com a participação do Professor e Investigador Ruy Ventura.
A conversa e debate girará em torno da autoria da pintura mural existente na Capela da Anunciação da Igreja do Convento de São Francisco.
A iniciativa enquadra-se no programa “Dia 17 Acontece” da Fundação Robinson, um projecto”numa lógica de iniciativas de cultura em continuidade que se repetem a cada dia 17, procurando associar um dia do mês a uma programação mensalmente pensada para o Espaço Robinson fomentando a aproximação da comunidade de Portalegre ao projecto de reabilitação e preservação patrimonial em curso”. © NCV

1 de julho de 2014

Com Maria Barroso e Teresa Salgueiro:
Conferência de Ruy Ventura
no dia 24 de Julho em Sesimbra

Ruy Ventura profere no próximo dia 24 de Julho às 21:30 horas na igreja da Santa Casa da Misericórdia (largo 5 de Outubro) em Sesimbra uma conferência sobre "A Arrábida, o Senhor das Chagas e a Centralidade Espiritual de Sesimbra". A entrada livre e sujeita aos lugares disponíveis na igreja.
O evento é organizado pela Câmara Municipal de Sesimbra, com o apoio da Misericórdia e do Seminário de São Paulo de Almada. 

Com leitura de poemas por Maria Barroso e duas intervenções musicais da cantora Teresa Salgueiro, esta conferência de Ruy Ventura é organizada pela Câmara Municipal de Sesimbra, com o apoio da Misericórdia e do Seminário de São Paulo de Almada. Partindo da devoção sesimbrense e regional ao Senhor Jesus das Chagas, como centro da espiritualidade da serra, a conferência apresentará a Arrábida como um dos exemplos mais eloquentes de "montanha sagrada". 
Território sacro, deve ser entendido como um todo coerente sinalizado por vários santuários dispostos numa linha que se estende entre as duas ermidas da Memória (a do Cabo Espichel e a do eremitério primitivo, anterior aos frades franciscanos), tendo como centro o vale de Sesimbra, do castelo à praia. Se ao longo de séculos foram as lendas a interpretar a serra, a partir de frei Agostinho da Cruz e até aos nossos dias a sua sacralização tem-se feito por intermédio da literatura e da poesia, numa continuidade cultural ainda hoje activa.
Natural das Carreiras, Ruy Ventura é investigador nas áreas do património material e imaterial (sobretudo religioso) e da literatura tradicional e contemporânea. Mestre em Estudos Portugueses, publicou vários estudos em jornais, revistas e livros. Tem obra poética editada no nosso país e traduzida para espanhol, francês, alemão e inglês. Residente em Azeitão, foi professor no concelho de Sesimbra e dedica-se ao estudo da sacralização da Arrábida. 
Sobre essa matéria já deu à estampa o ensaio "O Eixo e a Árvore - notas sobre a sacralização do território arrábido" (Apenas Livros, Lisboa) e apresentará em Setembro, no Alandroal, uma comunicação sobre a devoção ao Senhor das Chagas em Sesimbra no Congresso sobre Santuários, de cuja comissão científica faz parte.© NCV

1 de junho de 2014

Ruy Ventura tem pronta nova publicação




Ruy Ventura tem pronta a sua nova publicação. Trata-se de "Notas sobre a História da Igreja Paroquial de Odesseixe", uma separata do nº. 6 da revista Al-Rihana, editada pelo município de Aljezur. © NCV

6 de maio de 2014

"Lendas da Terra de S. Mamede" de Ruy Ventura
apresentado no sábado em Castelo de Vide

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No próximo sábado, pelas 17 horas, será feita a apresentação em Castelo de Vide dos cadernos que divulgam a recolha "Lendas da Serra de São Mamede", organizada por Ruy Ventura e editada pela Apenas Livros, com o patrocínio do Instituto de Estudos da Literatura Tradicional (Universidade Nova de Lisboa).
A iniciativa é do Grupo de Amigos de Castelo de Vide e conta com os apoios da Fundação Nossa Senhora da Esperança, do Município de Castelo de Vide e do Notícias de Castelo de Vide. © NCV
Vd. mais notícias sobre este assunto AQUI.

4 de maio de 2014

Colaboração de Ruy Ventura
na Invenire- Revista de Bens Culturais da Igreja


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Está concluída e em distribuição mais uma edição da revista “Invenire: Revista de Bens Culturais da Igreja”, a edição número 8 referente ao período Janeiro-Junho de 2014.
Inclui uma colaboração de Ruy Ventura intitulada “O inventário que fez… Luiz Keil (1881-1947)”. © NCV

16 de janeiro de 2014

Apresentação dos cadernos de Literatura Tradicional da Serra de São Mamede
a 1 de Fevereiro no Museu Municipal de Portalegre


No próximo sábado, 1 de Fevereiro terá lugar, a partir das 15:30 horas, no Museu Municipal de Portalegre a apresentação dos três primeiros cadernos de Literatura Tradicional da Serra de São Mamede (Castelo de Vide, Marvão e Portalegre), da autoria de Ruy Ventura. 
O volume refere-se à literatura tradicional da Serra de São Mamede e abrange romances religiosos, orações, benzeduras, ensalmos e esconjuros e lendas.
A edição é da chancela da Apenas Livros, de Lisboa, e conta com apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia e da Universidade Nova de Lisboa. 
Quem não possa estar da apresentação dos cadernos, e estiver interessado na sua aquisição, poderá encomendá-los directamnte à editora AQUI ou comprá-los na loja A Sombrinha, em Castelo de Vide, e brevemente também na livraria Nun' Álvares, em Portalegre. © NCV

20 de outubro de 2013

Ruy Ventura publica cadernos sobre
“Literatura Tradicional da Serra de São Mamede”

Ruy Ventura recolheu e organizou a obra “Literatura Tradicional da Serra de São Mamede” que já começou a ser editada em cadernos pela pela Apenas Livros, em Lisboa.
A publicação destes cadernos faz-se na colecção “À mão de respigar” e com apoio do Instituto de Estudos de Literatura Tradicional e da Fundação para a Ciência e Tecnologia.
Já estão publicados dois cadernos: um sobre “Romances religiosos” (47 páginas) com versões recolhidas em: Carreiras, Carvalhal, Castelo de Vide, Escusa, Fortios, Portagem, Portalegre, Porto da Espada, Rasa, Reguengo, Ribeira de Nisa, São Julião e São Salvador da Aramenha, e outro sobre “Orações, encomendações, ensalmos e esconjuros” (68 páginas) com versões recolhidas em: Alegrete, Carreiras, Carvalhal, Castelo de Vide, Escusa, Fortios, Portagem, Portalegre, Porto da Espada, Póvoa e Meadas, Rasa, Reguengo, Ribeira de Nisa, São Julião, São Salvador da Aramenha e Urra.
Está previsto pelo menos mais um terceiro caderno sobre “Lendas”, de Alegrete, Alvarrões, Aramenha, Besteiros, Carreiras, Castelo de Vide, Escusa, Fortios, Marvão, Portagem, Portalegre, Porto da Espada, Reguengo, Ribeira de Nisa, Serra de São Mamede e Urra.

Os dois primeiros cadernos podem desde já ser adquiridos online AQUI e AQUI, respectivamente pelo valor de 4,15 euros e 4,80 € (6% de IVA incluído). © NCV

Sistematização e classificação 
do património literário oral
Com este opúsculo se inicia a edição de uma parte da literatura tradicional da serra de São Mamede, espaço do Nordeste Alentejano encostado à fronteira da Extremadura espanhola que compreende os concelhos de Castelo de Vide, Marvão e Portalegre. Constituindo uma tentativa de sistematização e classificação do vastíssimo património literário oral que se foi produtransmitindo ao longo de séculos nessa região, não tem contudo esta publicação e outras que se sigam propósitos de exaustividade. Se se procura dar divulgação impressa ao maior número possível de textos e variantes, o organizador desta iniciativa tem consciência de que muito ficará por apresentar nestas páginas sem pretensão.
Este caderno pediria um estudo introdutório que enquadrasse os textos e a região onde foram produzidos e/ou difundidos. Não é este contudo o tempo nem o espaço para tal empreendimento. Com um mínimo de aparato fica assim disponível uma parte da memória colectiva desses três municípios em que a desertificação demográfica, social e cultural vai acentuando uma inquietante erosão cuja velocidade vertiginosa levará decerto à perda da maior parte destes textos, quebrada que está quase por completo a sua cadeia de transmissão.
Publicar este conjunto de artefactos literários é, também, conservá-los e dar-lhes um pouco de sopro vivificador, embora permaneça a angústia de ver obras vivas e abertas transformadas em múmias ou relíquias, pertencentes a um tempo rural e cíclico que nunca mais voltará tal como muitos de nós ainda o conhecemos. Talvez assim, contudo, tenham nova existência – e uma garantia de futuro.
A transmissão de uma boa parte dos textos de literatura oral deveu-se às mulheres que, anonimamente, quase em segredo, foram mestras na sua memorização e na sua reprodução criativa. É por isso inteiramente justo que dedique este primeiro caderno a quem continua a ensinar-me e a incentivar-me (Felicidade Ventura, minha mãe; Maria Tavares Transmontano e Maria Guadalupe Alexandre, amigas e investigadoras, tão atentas quanto discretas) e a quem já faz parte do meu panteão pessoal, por dívidas imateriais que nunca pagarei (Rosária da Conceição Pedro, minha avó materna; Maria Josefa Baptista, minha avó paterna; e Maria da Liberdade Fernandes Alegria, minha amiga de quase quarenta anos; que a terra lhes seja leve).
Ruy Ventura
(introdução geral, no primeiro caderno)