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28 de dezembro de 2023

Mensagem do vereador João Diogo Carlos (PS): “esperávamos mais de quem anda cá há mais de 20 anos...”

Foto © NCV (arquivo)
Na sequência da mensagem da vereadora Cecília Oliveira (ver notícia separada), também o vereador João Diogo Carlos deixou na última reunião do Executivo Municipal no passado dia 20 de Dezembro uma mensagem de “balanço e reflexão deste ano de mandato”, que a seguir também publicamos na íntegra, com título e subtítulos da responsabilidade da Redação.
Para João Diogo Carlos a expetativa de 2023 “ficou defraudada” porque “esperávamos mais de quem anda cá há mais de 20 anos” e assim para 2024 “ficamo-nos só por renovar os desejos de 2023 que continuam por realizar”.
“Resolvemos baixar a fasquia das nossas expectativas em relação à capacidade de concretização da maioria PSD”, remata o autarca. © NCV
“Um balanço e reflexão deste ano de mandato”
No final de mais um ano, e há semelhança do ano anterior, importa sempre fazer um balanço e reflexão deste ano de mandato.
Ao longo deste ano, os Vereadores do Partido Socialista mantiveram uma postura de cooperação e construção naquilo que acreditamos ser o motivo para o qual fomos eleitos, defender os interesses de Castelo de Vide e dos castelo-videnses e povoenses.
“Sempre que concordamos, viabilizamos”
Das inúmeras deliberações trazidas à reunião de executivo em 2023, apenas numa ocasião votamos contra. Sem paternalismos de propostas, sempre que concordamos, viabilizamos, como já demos provas na votação do Orçamento e GOP’s para 2022.
Tal como no ano anterior trouxemos variados assuntos aqui, uns já resolvidos, outros falados sistematicamente, tardam em se resolver…
Regulamento dos Eventos na gaveta do Senhor Presidente
A Carta Arqueológica de Castelo de Vide continua sem se conhecer, o Regulamento dos Eventos, que desde março existe um esboço, mas até ao momento continua na gaveta do Senhor Presidente. Os eventos que parecem continuar com pouca ou nenhuma preparação. A 2 meses do Carnaval, já sabemos alguma coisa? Já se reuniu com os empresários? Já se fez um balanço do ano anterior? Preparamos…preparamos, mas raramente avaliamos.
Fracasso do Orçamento Participativo Jovem
O Orçamento Participativo Jovem, que finalmente saiu do papel, mas foi um fracasso, e que até ao dia de hoje, formalmente, não sabemos de nada, nem se a Comissão de Avaliação já teve tempo de reunir para informar os participantes que a sua proposta não reúne condições de seguir avante.
Balanço dos 12 desejos para 2023
Aproveitar também para fazer aqui um balanço dos já célebres 12 desejos formulados faz agora 1 ano, com propostas simples, e como disse na altura, “ao nosso alcance, ao alcance da maioria PSD, ao alcance de Castelo de Vide e Póvoa e Meadas”.
O balanço não foi assim tão positivo, como até eu próprio achava…
1 - O Carregador Elétrico junto à Igreja Matriz, após muita tinta, entrou em funcionamento;
2 - O Orçamento Participativo Jovem como já referi anteriormente, começou, mas ainda não terminou, pelo menos não temos esse conhecimento formal…;
3 - As Bolsas de Mérito e Pré-Superior continuam sem sair do papel…mesmo após 3 anos em que têm rubrica própria no orçamento para o ano seguinte.
4 - As Bolsas de Estudo foram entregues antes do fim do ano letivo, algo que consideramos muito positivo, como referimos aqui à época em que discutimos o assunto, esperamos que se mantenha, e que seja possível anteciparmos ainda mais;
5 - A Comparticipação dos Medicamentos à população idosa, com critérios definidos em regulamento próprio, continua a não existir, nem perspetivamos que a situação mude;
6- A Criação do Estatuto Municipal do Bombeiro Voluntário, nem houve qualquer interesse no mesmo;
7- A Atribuição dos subsídios às nossas associações e coletividades com base nas suas necessidades e nos planos e relatórios de atividades das mesmas manteve-se igual, e dou, mais uma vez, o exemplo da Sociedade Recreativa e Musical de Póvoa e Meadas, em que foi o próprio Presidente que avançou com a ideia de se atribuir um outro subsídio para apoiar o funcionamento da Escola de Música desta coletividade, tantas vezes elogiada, mas após 2 anos, não aconteceu;
8- A Remoção da Cablagem aérea na zona histórica, com especial foco na zona da Fonte da Vila, cujos trabalhos estavam anunciados para abril de 2021 de facto começou, mas os cabos continuam lá;
9- A Criação de um Bilhete único de acesso à rede de museus do concelho também continua como intenção, apesar de como aqui também já discutimos, a despesa com o funcionamento destes continua a aumentar;
10- O Centro de Recolha Oficial de Animais continua no papel, e à data, corremos o risco de perder o financiamento do mesmo;
11- Os Parques Infantis da Escola e de Póvoa e Meadas foram criados…bem, pelo menos o de Póvoa e Meadas, embora ainda não esteja a 100%, apesar de há um ano ser suposto começar a obra antes do final do ano…o da Escola Básica não sei se lhe podemos chamar parque infantil, mas houve de facto substituição do equipamento existente;
12- A Zona Industrial a funcionar… estará para breve, mas ainda não foi em 2023.
Bem sabemos que em grande parte deles, afinal, estamos, ou ficámos dependentes de terceiros, ainda assim, alguns dos assuntos que se falam há anos, continuam por se concretizar.
“Baixar a fasquia das expetativas em relação à capacidade de concretização da maioria PSD”
Portanto, para 2024 ficamo-nos só por renovar os desejos de 2023 que continuam por realizar.
Confesso que a expectativa inicial ficou defraudada, esperávamos mais de quem anda cá há mais de 20 anos, mas provavelmente o problema é mesmo esse, é já muito tempo e já é notória a falta de capacidade de concretização, e por isso, para 2024, resolvemos baixar a fasquia das nossas expectativas em relação à capacidade de concretização da maioria PSD.
Por fim, renovo os Votos de Boas Festas apresentados pela Vereadora Cecília, que 2024 seja um ano renovado de esperança e felicidade”.
Foto © NCV (arquivo)



19 de março de 2023

Vereador João Diogo Carlos (PS) em Alqueva
na Assembleia Participativa do Alentejo
sobre a Implementação da Agenda 2030

Fotos © DR/NCV
O vereador João Diogo Carlos (PS) na Câmara Municipal de Castelo de Vide participou na manhã da passada sexta-feira no Auditório da EDP, em Alqueva, na Assembleia Participativa do Alentejo sobre a Implementação da Agenda 2030.
A cerimónia contou com a presença do Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, André Moz Caldas, e a Secretária de Estado da Energia e Clima, Ana Fontoura Gouveia.
No início da sessão teve lugar a assinatura do compromisso entre a CCDR Alentejo e as Comunidades Intermunicipais da Região Alentejo, para concretização dos ODS nos Planos de Ação do Alentejo 2030.
Trata-se de um conjunto de cinco Assembleias Participativas para ouvir a sociedade civil com o objetivo de elaborar o novo Relatório Voluntário Nacional a apresentar nas Nações Unidas em Julho próximo. © NCV

26 de dezembro de 2021

Vereador João Diogo Carlos (PS) advogou atribuição "mais justa e transparente" dos subsídos a coletividades

Na reunião de Executivo Municipal de 17 de dezembro, o vereador do Partido Socialista João Diogo Carlos fez uma intervenção no âmbito dos vários pontos de atribuição de subsídios a coletividades, no sentido de que a atribuição dos mesmo possa ser mais justa e transparente. Uma intervenção que a seguir republicamos após ter sido foi tornada pública pela estrutura local do Partido Socialista. 
Critérios pouco claros ou "suscetíveis de outras interpretações"
“Falando de forma genérica sobre a atribuição de subsídios, com base no Regulamento de Apoio ao Associativismo e a Iniciativas de Interesse Público, e não deste em particular, parece-nos que os critérios de atribuição acabam por ser pouco claros e às vezes até suscetíveis de outras interpretações.
Hoje aqui atribuímos dois subsídios pontuais, um no valor de 800€ e outro de 1800€ para situações específicas, e ao mesmo tempo atribui-se um outro no valor de 1000€ para fazer face a despesas de um ano inteiro. 
Critério de atribuição deve ser público...
Na nossa opinião, é importante que de alguma forma o critério de atribuição da Comissão de Análise possa ser público, até de forma a que as próprias Associações possam melhorar para, eventualmente, terem acesso a um financiamento mais justo, consoante os seus planos de atividades e a execução dos mesmos. Atribuir subsídios com base no valor que se dava há 10 e 20 anos não nos parece ser o melhor critério. Fica o desafio para o Executivo, e para a Vereadora do pelouro, poder melhorar esta situação”. © NCV