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18 de abril de 2025

Receita do sarapatel castelovidense

Foto © Joaquim Tomé (Tutatux)/NCV

Ingredientes: 
800 grs de fígado, bofe e coração (as “fressuras) de borrego 
2 postas de sangue de borrego já cozido (mais ou menos 20 minutos dentro de um saco de       plástico) 
2 cebolas grandes 
4 dentes de alho 
2 folhas de louro 
1 dl de azeite 
2 cabeças de cravinho 
1 colher de sobremesa de colorau 
cominhos
sal q.b. 
1 ramo de hortelã 
salsa 
500 grs de pão alentejano 
Preparação:
Leva-se ao lume o azeite, com as cebolas e os alhos e junta-se logo o louro e a salsa. Coze tudo em lume brando até que a cebola esteja translúcida, momento em que se juntam as “fressuras” (já migadas) com sal e deixa-se cozinhar mais um pouco até que a carne mude de cor. 
Em Castelo de Vide, para enriquecer o prato, acrescentam-se tradicionalmente a língua e os rins e também uma parte das “abas” do borrego cortada em pedaços pequenos bem como um ou dois molhinhos (rolinhos das tripas). 
Depois deixa-se ferver mais um pouco sempre em lume brando e junta-se o colorau, 1 litro e meio de água e as 2 cabeças de cravinho e cominhos. Já na fase mais final, o sangue cozido e um ramo de hortelã. 
Deixa-se ferver até estar tudo bem cozido (cerca de 10 minutos), habitualmente retira-se a salsa e tempera-se também com um pouco de vinagre 2 ou 3 minutos antes de estar terminado. 
Entretanto, cortam-se fatias de pão alentejano, que se dispõem numa terrina grande ou em várias pequenas (ou mesmo já nos pratos individuais) e as folhas de hortelã. 

O pão assim disposto é depois coberto, imediatamente antes de se iniciar a refeição, com a carne e tudo bem regado com o molho. © NCV 

7 de abril de 2023

Receita de sarapatel norte alentejano

Foto © Joaquim Tomé (Tutatux)/NCV

Ingredientes: 
800 grs de fígado, bofe e coração (as “fressuras) de borrego 
2 postas de sangue de borrego já cozido (mais ou menos 20 minutos dentro de um saco de       plástico) 
2 cebolas grandes 
4 dentes de alho 
2 folhas de louro 
1 dl de azeite 
2 cabeças de cravinho 
1 colher de sobremesa de colorau 
sal q.b. 
1 ramo de hortelã 
salsa 
500 grs de pão alentejano 
Preparação:
Leva-se ao lume o azeite, com as cebolas e os alhos e junta-se logo o louro e a salsa. Coze tudo em lume brando até que a cebola esteja translúcida, momento em que se juntam as “fressuras” (já migadas) com sal e deixa-se cozinhar mais um pouco até que a carne mude de cor. 
Em Castelo de Vide, para enriquecer o prato, acrescentam-se tradicionalmente a língua e os rins e também uma parte das “abas” do borrego cortada em pedaços pequenos bem como um ou dois molhinhos (rolinhos das tripas). 
Depois deixa-se ferver mais um pouco sempre em lume brando e junta-se o colorau, 1 litro e meio de água e as 2 cabeças de cravinho. Já na fase mais final, o sangue cozido e um ramo de hortelã. 
Deixa-se ferver até estar tudo bem cozido (cerca de 10 minutos), habitualmente retira-se a salsa e tempera-se também com um pouco de vinagre 2 ou 3 minutos antes de estar terminado. 
Entretanto, cortam-se fatias de pão alentejano, que se dispõem numa terrina grande ou em várias pequenas (ou mesmo já nos pratos individuais) e as folhas de hortelã. 
O pão assim disposto é depois coberto, imediatamente antes de se iniciar a refeição, com a carne e tudo bem regado com o molho. © NCV

28 de março de 2021

21 de março de 2021

Maria Luísa Quadrado (Vila Maria) ensina a fazer “açorda alentejana“ à sua maneira

Hoje Maria Luísa Quadrado (Vila Maria) partilha a forma de fazer “açorda alentejana“ à sua maneira. © NCV

7 de março de 2021

Maria Luísa Quadrado (Vila Maria) ensina a fazer o seu “doce de mil folhas só de chocolate“

 

Desta vez Maria Luísa Quadrado (Vila Maria) partilha a receita do seu “doce de mil folhas só de chocolate”. Espera contribuir com este doce tão especial da doçaria tradicional portuguesa para consolar corações e palatos nestes tempos tão difíceis. © NCV

7 de fevereiro de 2021

Maria Luísa Quadrado (Vila Maria) ensina a fazer o seu “bolo de mação reineta“

Hoje venho partilhar convosco o meu bolo de maçã (reineta). Espero contribuir com esta receita para consolar os vossos corações nestes tempos tão difíceis. Sejam felizes. © NCV

1 de novembro de 2020

Maria Luísa Quadrado (Vila Maria) ensina a fazer “bolo finto“ de Castelo de Vide

Embora agora se façam e consumam durante todo o ano, os bolos fintos, muito típicos do Alentejo e em particular de Castelo de Vide, antigamente só se faziam nesta época e para os casamentos, como sublinha Maria Luísa Quadrado (Vila Maria). O que lhe deu oportunidade para partilhar em vídeo a sua receita. © NCV

5 de abril de 2020

Receitas locais em tempo de "Páscoa em casa": à mesa dos castelovidenses não pode faltar o sarapatel

Foto © A. Busca/NCV
Em tempo de "Páscoa em casa", nas suas casas no concelho ou distanciados este ano dos seus familiares pelo surto epidémico do Covid-19, ou  à mesa dos castelovidenses não pode rá faltar o tão conhecido e apreciado sarapatel, um dos pratos regionais tão genuínos do nosso vasto património gastronómico.
Os ingredientes:
  • “fressuras” de borrego ou cabrito ( fígado, pulmões, coração)
  • sangue de borrego já cozido
  • azeite
  • cebola picada
  • alho picado (1 dente)
  • salsa e hortelã (1 ramo generoso)
  • colorau (pouco)
  • cravinho (2 cabeças)
  • sal
A preparação:
Migam-se o fígado, os pulmões e o coração, estas são as fressuras normais, mas também pode e deve acrescentar a língua e os rins do animal, para enriquecer ainda mais esta sopa é costume juntar-se uma parte das abas do borrego cortada em pedaços pequenos e um ou dois molhinhos (rolinhos das tripas).
À parte coza o sangue dentro de um saco de plástico, numa panela com água, durante mais ou menos 20 minutos.
Numa panela ponha o azeite, cebola picada, alho picado (1 dente), salsa, hortelã (1 ramo generoso), colorau (pouco) e cravinho (2 cabeças).
Assim que a cebola ficar translúcida acrescenta-se a carne, refoga-se ligeiramente, cobre-se com água e coze.
Passado esse tempo junte ao resto o sangue já desfeito (com as mãos ou com um garfo) acrescente sal e água se necessário, não se esqueça que é para comer com "sopas" e retifique os temperos. Deixe ferver mais 10 minutos, finalmente a 2 minutos de desligar o lume deite na panela um golpe de vinagre.Serve-se sobre fatias finas de pão duro alentejano e folhas de hortelã. © NCV

Receitas locais em tempo de "Páscoa em casa":
bolos fintos, "lagartos" e folares da Páscoa

Em tempo de "Páscoa em casa" recorda-se a receita local de um bolo tradicional com especial relevância na região: o folar que é um "bolo de massa seca, doce, e ligada, feito com farinha de trigo, ovos, leite, azeite, banha ou pingue, açúcar e fermento;  condimentado com canela e erva-doce - uma espécie de fogaça - é encimado, conforme o seu tamanho, por um ou vários ovos cozidos inteiros, meio incrustados e visíveis sob as tiras de massa que os recobrem.
Ingredientes:
2,5 kg de farinha
1/2 colher de chá de canela
50 g de erva-doce
125 g de fermento de padeiro
1 colher de sopa de sal
1,5 l de água
3 ovos
500 g de manteiga e banha (em conjunto)
1 ovo para pincelar
açúcar para polvilhar
Preparação:
Peneira-se a farinha e a canela para um alguidar. Junta-se a erva-doce. À parte, dissolve-se o fermento e o sal na água morna. Faz-se uma cova no meio da farinha, deita-se aí o fermento e mexe-se com a mão em círculo, ao mesmo tempo que se vai juntando a farinha.
Depois de tudo ligado, adicionam-se os ovos, mistura-se bem e juntam-se as gorduras, a pouco e pouco, amassando.
Estando a massa bem amassada, polvilha-se com um pouco de farinha e põe-se a levedar em local temperado durante 3 horas. Depois de finta, tende-se a massa em bolas que se espalmam e se dobram ao meio, ficando os bolos ovalados.
Pincelam-se com ovo batido e polvilham-se em açúcar. Deixam-se repousar cerca de 15 minutos e levam-se a cozer em forno quente (200ºC), até adquirirem uma boa cor castanha-dourada.
Os famosos "lagartos"
Com esta mesma massa, fazem-se folares que aqui são moldados em forma de lagarto ou em redondo, sugerindo estes uma flor, segundo dizem alguns, ou dois corações recamados, segundo dizem ou vêem outros. São aqueles "lagartos" os folares que as madrinhas oferecem aos afilhados na quinta-feira Santa. 
Tanto os folares redondos como os lagartos levam os habituais ovos cozidos em água com cascas de cebola - os lagartos na boca e os folares redondos no centro - e são preciosamente decorados com amêndoas confeitadas. Estas amêndoas, assim como o primeiro laço da fita de cor que enfeita o pescoço dos lagartos, são colocadas na massa antes de ser pincelada com ovo batido e só depois vai ao forno. Depois de cozidos, para ficarem bem brilhantes, pincelam-se com uma calda de açúcar em ponto baixo. © NCV

19 de abril de 2019

Receita de sarapatel norte alentejano

Foto © Joaquim Tomé (Tutatux)/NCV

Ingredientes: 
800 grs de fígado, bofe e coração (as “fressuras) de borrego 
2 postas de sangue de borrego já cozido (mais ou menos 20 minutos dentro de um saco de       plástico) 
2 cebolas grandes 
4 dentes de alho 
2 folhas de louro 
1 dl de azeite 
2 cabeças de cravinho 
1 colher de sobremesa de colorau 
sal q.b. 
1 ramo de hortelã 
salsa 
500 grs de pão alentejano 
Preparação:
Leva-se ao lume o azeite, com as cebolas e os alhos e junta-se logo o louro e a salsa. Coze tudo em lume brando até que a cebola esteja translúcida, momento em que se juntam as “fressuras” (já migadas) com sal e deixa-se cozinhar mais um pouco até que a carne mude de cor. 
Em Castelo de Vide, para enriquecer o prato, acrescentam-se tradicionalmente a língua e os rins e também uma parte das “abas” do borrego cortada em pedaços pequenos bem como um ou dois molhinhos (rolinhos das tripas). 
Depois deixa-se ferver mais um pouco sempre em lume brando e junta-se o colorau, 1 litro e meio de água e as 2 cabeças de cravinho. Já na fase mais final, o sangue cozido e um ramo de hortelã. 
Deixa-se ferver até estar tudo bem cozido (cerca de 10 minutos), habitualmente retira-se a salsa e tempera-se também com um pouco de vinagre 2 ou 3 minutos antes de estar terminado. 
Entretanto, cortam-se fatias de pão alentejano, que se dispõem numa terrina grande ou em várias pequenas (ou mesmo já nos pratos individuais) e as folhas de hortelã. 
O pão assim disposto é depois coberto, imediatamente antes de se iniciar a refeição, com a carne e tudo bem regado com o molho. © NCV

31 de março de 2018

Receitas locais:
bolos fintos, "lagartos" e folares da Páscoa

“Festa comemorativa da Ressurreição de Jesus Cristo, a Páscoa está associada a práticas alimentares em que os ovos, os folares, as amêndoas e os cordeiros ocupam o primeiro lugar”, refere um comunicado promocional da Autarquia, que sublinha que o "folar" tem particular relevância, havendo diferentes espécies; a tradição do folar, “assenta num ritual de dádiva, solidariedade e convívio profundamente enraizado na sociedade portuguesa”.
O folar é um "bolo de massa seca, doce, e ligada, feito com farinha de trigo, ovos, leite, azeite, banha ou pingue, açúcar e fermento, e condimentado com canela e erva-doce - uma espécie de fogaça - encimado, conforme o seu tamanho, por um ou vários ovos cozidos inteiros, meio incrustados e visíveis sob as tiras de massa que os recobrem".
Ingredientes:
2,5 kg de farinha
1/2 colher de chá de canela
50 g de erva-doce
125 g de fermento de padeiro
1 colher de sopa de sal
1,5 l de água
3 ovos
500 g de manteiga e banha (em conjunto)
1 ovo para pincelar
açúcar para polvilhar
Preparação:
Peneira-se a farinha e a canela para um alguidar. Junta-se a erva-doce. À parte, dissolve-se o fermento e o sal na água morna. Faz-se uma cova no meio da farinha, deita-se aí o fermento e mexe-se com a mão em círculo, ao mesmo tempo que se vai juntando a farinha.
Depois de tudo ligado, adicionam-se os ovos, mistura-se bem e juntam-se as gorduras, a pouco e pouco, amassando.
Estando a massa bem amassada, polvilha-se com um pouco de farinha e põe-se a levedar em local temperado durante 3 horas. Depois de finta, tende-se a massa em bolas que se espalmam e se dobram ao meio, ficando os bolos ovalados.
Pincelam-se com ovo batido e polvilham-se em açúcar. Deixam-se repousar cerca de 15 minutos e levam-se a cozer em forno quente (200ºC), até adquirirem uma boa cor castanha-dourada.
Os famosos "lagartos"
Com esta mesma massa, fazem-se folares que aqui são moldados em forma de lagarto ou em redondo, sugerindo estes uma flor, segundo dizem alguns, ou dois corações recamados, segundo dizem ou vêem outros. São aqueles "lagartos" os folares que as madrinhas oferecem aos afilhados na quinta-feira Santa. 
Tanto os folares redondos como os lagartos levam os habituais ovos cozidos em água com cascas de cebola - os lagartos na boca e os folares redondos no centro - e são preciosamente decorados com amêndoas confeitadas. Estas amêndoas, assim como o primeiro laço da fita de cor que enfeita o pescoço dos lagartos, são colocadas na massa antes de ser pincelada com ovo batido e só depois vai ao forno. Depois de cozidos, para ficarem bem brilhantes, pincelam-se com uma calda de açúcar em ponto baixo. © NCV

30 de março de 2018

Receita de sarapatel norte alentejano

Foto © Joaquim Tomé (Tutatux)/NCV
Ingredientes: 
800 grs de fígado, bofe e coração (as “fressuras) de borrego 
2 postas de sangue de borrego já cozido (mais ou menos 20 minutos dentro de um saco de       plástico) 
2 cebolas grandes 
4 dentes de alho 
2 folhas de louro 
1 dl de azeite 
2 cabeças de cravinho 
1 colher de sobremesa de colorau 
sal q.b. 
1 ramo de hortelã 
salsa 
500 grs de pão alentejano 
Preparação:
Leva-se ao lume o azeite, com as cebolas e os alhos e junta-se logo o louro e a salsa. Coze tudo em lume brando até que a cebola esteja translúcida, momento em que se juntam as “fressuras” (já migadas) com sal e deixa-se cozinhar mais um pouco até que a carne mude de cor. 
Em Castelo de Vide, para enriquecer o prato, acrescentam-se tradicionalmente a língua e os rins e também uma parte das “abas” do borrego cortada em pedaços pequenos bem como um ou dois molhinhos (rolinhos das tripas). 
Depois deixa-se ferver mais um pouco sempre em lume brando e junta-se o colorau, 1 litro e meio de água e as 2 cabeças de cravinho. Já na fase mais final, o sangue cozido e um ramo de hortelã. 
Deixa-se ferver até estar tudo bem cozido (cerca de 10 minutos), habitualmente retira-se a salsa e tempera-se também com um pouco de vinagre 2 ou 3 minutos antes de estar terminado. 
Entretanto, cortam-se fatias de pão alentejano, que se dispõem numa terrina grande ou em várias pequenas (ou mesmo já nos pratos individuais) e as folhas de hortelã. 
O pão assim disposto é depois coberto, imediatamente antes de se iniciar a refeição, com a carne e tudo bem regado com o molho. © NCV

9 de abril de 2017

Receitas locais: Sarapatel

Foto © A. Busca/NCV

A cozinha alentejana afirma-se, cada vez mais, como reveladora de um vasto património gastronómico, fruto da imaginação popular e elitista que soube tirar o maior proveito dos recursos endógenos.
Na grande mesa alentejana, Castelo de Vide oferece um conjunto de paladares de exceção e de pratos genuínos que mantêm segredos ancestrais, onde o Sarapatel é rei.
Ingredientes:
“fressuras” de borrego ou cabrito ( fígado, pulmões, coração)
sangue de borrego já cozido
azeite
cebola picada
alho picado (1 dente)
salsa
hortelã (1 ramo generoso)
colorau (pouco)
cravinho (2 cabeças)
sal
Preparação:
Migam-se o fígado, os pulmões e o coração, estas são as fressuras normais, mas também pode e deve acrescentar a língua e os rins do animal, para enriquecer ainda mais esta sopa é costume juntar-se uma parte das abas do borrego cortada em pedaços pequenos e um ou dois molhinhos (rolinhos das tripas).
À parte coza o sangue dentro de um saco de plástico, numa panela com água, durante mais ou menos 20 minutos.
Numa panela ponha o azeite, cebola picada, alho picado (1 dente), salsa, hortelã (1 ramo generoso), colorau (pouco) e cravinho (2 cabeças).
Assim que a cebola ficar translúcida acrescenta-se a carne, refoga-se ligeiramente, cobre-se com água e coze.
Passado esse tempo junte ao resto o sangue já desfeito (com as mãos ou com um garfo) acrescente sal e água se necessário, não se esqueça que é para comer com "sopas" e retifique os temperos. Deixe ferver mais 10 minutos, finalmente a 2 minutos de desligar o lume deite na panela um golpe de vinagre.
Serve-se sobre fatias finas de pão duro alentejano e folhas de hortelã. © NCV