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8 de abril de 2021

Carolino Tapadejo à Agência Ecclesia:
“situação «sui generis» mistura várias tradições religiosas” na Páscoa castelovidense


A Agência Ecclesia divulgou esta semana no Programa Ecclesia uma entrevista com Carolino Tapadejo sobre a Páscoa castelovidense, acompanhado de um vídeo sobre as “Tradições Pascais em Castelo de Vide”. Considerado “investigador”, Carolino Tapadejo recebeu o jornalista Henrique Matos no Salão Nobre dos Paços do Concelho e dissertou sobre uma “situação «sui generis» que mistura várias tradições religiosas”.
Com a devida vénia, publicamos em seguida na íntegra o texto-resumo divulgado e o vídeo do programa. Os título e sub-título são da responsabilidade da Redação do NCV. © NCV
“Mistura entre catolicismo, judaísmo e hábitos pagãos”
“Carolino Tapadejo, investigador das tradições de Castelo de Vide, considera que as vivências pascais na localidade são “sui generis” porque são “uma mistura entre catolicismo, judaísmo e hábitos pagãos”.
“Temos uma Páscoa sui generis porque é uma mistura entre o catolicismo, judaísmo, ma também hábitos pagãos que vinham dos antigos pastores”, disse à Agência Ecclesia.
Na Semana Santa realizam-se “muitas procissões religiosas”, mas a partir de Sexta-feira Santa “tudo se modifica” com o anúncio da “imolação dos cordeiros”.
Em tempos, não muito longínquos, algumas famílias “abatiam os animais” “antes do pôr-do-sol”; outros passaram a fazê-lo no domingo depois “da bênção dos cordeiros”, indicou o entrevistado.
Convivência entre cristãos e judeus
Na localidade de Castelo de Vide (Diocese de Portalegre-Castelo Branco) a convivência entre cristãos e judeus ganhou preponderância a partir do século XVII e essa convivência mantém-se até hoje.
Atualmente, as pessoas “ainda sacrificam os seus animais nos quintais” e fazem todos os rituais “de tirar a pele, para depois vendê-la”, frisou Carolino Tapadejo, antigo presidente da Câmara Municipal de Castelo de Vide,.
O dinheiro realizado com a venda das peles dos animais serve para “comprar o vinho” e as vísceras dos animais são “lavadas com cal branca” para ficarem purificadas.
“Sarapatel, o prato sagrado de Domingo de Páscoa”
Uma conjugação de identidades que deu origem a preferências gastronómicas, como “o sarapatel, o prato sagrado de Domingo de Páscoa”.
O “aparecer da Aleluia” e as “boas festas”
Na noite de Sábado Santo, “as pessoas não falam em Vigília Pascal mas dizem que vão ver aparecer Aleluia” e aguardam no interior e exterior da Igreja que “os sinos toquem” para anunciar a ressurreição de Jesus.
“São milhares de chocalhos” a tocar e os habitantes “dão as boas festas” uns aos outros.
Aqueles que se desentenderam durante o ano, aproveitam para “dar um abraço e pedir desculpa”, descreveu.
Bolos tradicionais a partir do século XVI
A festa continua pela noite fora com “familiares e amigos” onde se comem os “bolos tradicionais da Páscoa” que têm reminiscências, sobretudo a partir do século XVI.
“Um bolo da massa que não é mais do que pão ázimo com açúcar e canela, chamado de boleima”, precisou Carolino Tapadejo.
Uma tradição que se mantém viva, apesar das limitações da pandemia, porque só se consegue “compreender o presente” se o passado também foi compreendido”. © Ecclesia/NCV

3 de abril de 2021

Jornal “Alto Alentejo”:
a “chocalhada” deste ano em Castelo de Vide

Pelo segundo ano consecutivo não se realizou a grande festa de Aleluia que é a Chocalhada, mas ouviu-se a sirene, dobraram sinos, tiniram campainhas e tocaram chocalhos. Para o ano, assim o esperamos, a Chocalhada descerá às ruas e subirá aos corações. © AA/NCV

Receitas Típicas da Páscoa de Castelo de Vide:
a perna de borrego no forno
do Café-restaurante "Oásis" em Póvoa e Meadas

Biblioteca Municipal aconselha leitura do poema "Páscoa” de Natália Correia (1923–93)

Natália Correia (1923, Ponta Delgada, Açores – 1993, Lisboa) foi um dos nomes cimeiros da literatura portuguesa do século XX. Poeta, romancista, dramaturga, ensaísta, editora, foi também uma destacada figura da vida cultural portuguesa; oposicionista do Estado Novo, foi deputada à Assembleia da Republica (1980-1991). A sua escrita reflete a sua personalidade vigorosa e anticonvencional.
O poema Páscoa integra o livro “O dilúvio e a pomba” (1979), o qual se encontra presente no segundo volume da antologia “O sol nas noites e o luar nos dias”.
“(…)
Veni, Creator Spiritus.
Dou a notícia ao povo.
De entre vós será Rei
o que encontrar o ovo”.

2 de abril de 2021

Receitas Típicas da Páscoa de Castelo de Vide:
o sarapatel do Restaurante Buffet “A Mó”

Biblioteca Municipal aconselha leitura do conto "Páscoa Branca" de Isle Rosa (1913-2006)

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Ilse Losa (1913, Alemanha – 2006, Porto, Portugal) foi uma escritora de ascendência judaica nascida na Alemanha e refugiada em Portugal em 1934, fugindo às perseguições anti-semitas protagonizadas pelo regime hitleriano. Radicou-se no Porto e aí casou, em 1935, com um arquitecto português, tendo adquirido a nacionalidade portuguesa. Foi, para além de escritora, uma importante tradutora e antologiadora. 
Conto "Páscoa Branca" in "Caminhos sem destino" (1991)
Toda a sua obra foi escrita em Portugal e em português, datando de 1949 a publicação do seu primeiro livro (O mundo em que vivi). Para além dos seus romances, contos e crónicas, destacou-se na literatura infanto-juvenil, recebendo, em 1984, o Grande Prémio Gulbenkian para o conjunto da sua obra para crianças. Páscoa Branca integra o volume de contos Caminhos sem destino (1991).
“O cais, o único na pequena estação, era o mesmo de sempre. O vento gelado obrigou-me a envolver a cabeça no cachecol e a calçar as luvas. Apenas três passageiros desceram comigo em direcção ao túnel, de onde subiram pela escada do lado Oeste, que conduz à vila, enquanto eu me servi da do lado Leste, da chamada «escada do monte». Depois de chegar ao cimo, parei, pousei a mala e olhei em volta: o céu cinzento, o monte calado, solitário, remoto; as árvores despidas, negras de luto. E, no entanto, era Domingo de Páscoa”.

1 de abril de 2021

Vida económica local: Restaurante/Bar Jerico com ementa de Páscoa em regime de take away

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O Restaurante/Bar Jerico disponibiliza uma "ementa de Páscoa" em regime de take away, que funcionará entre amanhã, dia 2 de Abril (Sexta-feira Santa), e dia 5 de Abril (segunda-feira, feriado municipal). 
Os interessados podem desde já efetua as suas encomendas para os contactos sugeridos ( telefone 245 901 753 ou e-mail jericocv34@gmail.com) ou para o 962 079 903. © NCV

Biblioteca Municipal aconselha leitura do “Memorial do Convento” de José Saramago (1922-2010)

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José Saramago (1922-2010) é o único escritor português galardoado com o prémio Nobel (1998). Foi-lhe também atribuído, em 1995, o prémio Camões (o mais importante prémio literário em língua portuguesa). Memorial do convento é o seu mais reconhecido romance; narra, entre outros, variados episódios ligados à construção do convento de Mafra e teve a sua primeira edição em 1982.
“É a quaresma sonho de uns e vigília de outros. Passou a páscoa, que acordou toda a gente, mas reconduziu as mulheres à sombra dos quartos e ao carrego das saias. Em casa há mais uns tantos maridos cucos, mas bastante ferozes para o caso de outras quedas fora da estação”.

31 de março de 2021

Biblioteca Municipal aconselha leitura de “Através dos campos" de José da Silva Picão (1859-1922)

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José da Silva Picão (Santa Eulália, Elvas, 1859-1922), importante lavrador do concelho de Elvas, distinguiu-se nos estudos etnográficos com a obra “Através dos campos : usos e costumes agrícolo-alentejanos (concelho de Elvas)”, ainda hoje uma referência nos trabalhos dedicados ao Alentejo. Para além do detalhe e do rigor que caracterizam essa obra, nela avulta igualmente a superior qualidade literária, elogiada, entre outros, por Leite de Vasconcelos e António Sardinha. A primeira edição de Através dos campos data de 1903 (edição disponível para consulta na biblioteca municipal).
“Pela Páscoa – No domingo da Ressurreição – também chamado da «Festa de Flores» - era outrora uso geral darem-se bolos a todos os criados, e folar completo aos de maior categoria, como abegão, sota, guarda, maioral das mulas, etc. Este costume tem acabado em muitas casas, mas persiste noutras. Ontem e hoje, a dádiva dos «bolos da festa» é sempre iniciativa da lavradora, e é ela própria que os distribui no sábado de Aleluia à noite ou no domingo de manhã”.


30 de março de 2021

Receitas Típicas da Páscoa de Castelo de Vide:
a boleima da Pastelaria Doces e Companhia

A Biblioteca Municipal aconselha leitura do livro “Páscoa Feliz” de José Rodrigues Miguéis (1932)

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José Rodrigues Miguéis (Lisboa, 1901 – Nova Iorque, EUA, 1980) colaborou com Bento de Jesus Caraça e Raul Brandão e pertenceu ao núcleo fundador da revista Seara Nova. A sua obra evoluiu para temáticas neo-realistas. Em 1935, incompatibilizado com o Estado Novo, expatriou-se para os Estados Unidos da América, onde residiu até à sua morte, com breves passagens por Portugal e Brasil. Páscoa Feliz, editado em 1932, foi o seu primeiro romance.
“A Luísa diz-me:
- Este ano, a Páscoa veio mais cedo…
Olho o calendário:
- Não sei, parece que sim. Nem sei a quantas ando.
- Mas já estamos na Páscoa, filho!
- A minha cabeça não regula.
Chego ao escritório e o Nogueira diz-me:
- Olhe que este ano fechamos o escritório por uns dias. Desde terça-feira até depois da Páscoa. Mas apareça por cá, se quiser. Temos muito que conversar.
Ele já sabe tudo. Só um cego não veria os erros, as mentiras…”

29 de março de 2021

Câmara Municipal divulga programa da celebração caseira e simbólica da Páscoa 2021

A Câmara Municipal de Castelo de Vide divuulgou ao final do dia da passada sexta-feira um Programa da Páscoa 2021 (28 de Abril a 5 de Abril), resumindo as celebrações religiosas e as outras iniciativas tendentes a "celebrar simbolicamente" esta quadra "mantendo sempre vivas a esperança e a tradição". 
Uma Páscoa confinada
Será mais uma Páscoa confinada a deste ano, com cerimónias religiosas reduzidas ao mínimo, sem procissões de rua, e principalmente sem o calor da habitual visita dos muitos castelovidenses e povoenses e sem a movimentação e o colorido dos diversificados grupos de turistas. © NCV

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26 de março de 2021

Circulação entre concelhos proibida desde as 0 horas de hoje e até às 5 horas de segunda-feira dia 5 de Abril

A circulação entre concelhos vai estar proibida, em Portugal, a partir das zero horas desta sexta-feira, dia 26 de Março, e até às 5 horas de dia 5 de Abril, no âmbito do atual Estado de Emergência e das medidas de combate à propagação da COVID-19.
De facto, o Governo alterou nesta quarta-feira o respetivo decreto antecipando das 20 para as zero horas o início da proibição de circulação entre concelhos.
Dever geral de recolhimento domiciliário
O Estado de Emergência mantém em vigor o dever geral de recolhimento em casa, impede a circulação em espaços e vias públicas e apenas são permitidas deslocações autorizadas, em que se incluem a aquisição de bens e serviços essenciais, o desempenho de atividades profissionais (conforme atestado por declaração emitida pela entidade empregadora ou equiparada), a deslocação para assistência médica, assistência a pessoas vulneráveis, visitas a idosos, ou para cumprimento de responsabilidades parentais.
Atividades desportivas e de lazer
Também é permitida a prática de atividades desportivas, desde que dentro dos limites do concelho, e para passeios em parques, jardins, espaços verdes e de lazer, desde que nas imediações do domicílio. No entanto, as Câmaras Municipais podem determinar o encerramento destes espaços sempre que assim o exija qualquer aglomeração anormal de pessoas. © NCV

19 de março de 2021

Restaurante/Bar Jerico anuncia ementa de Páscoa em regime de take away

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O Restaurante/Bar Jerico acaba de anunciar uma ementa de Páscoa em regime de take away, que funcionará entre dia 2 de Abril (Sexta-feira Santa) e dia 5 de Abril (segunda-feira, feriado municipal). Os interessados podem desde já efetua as suas encomendas para os contactos sugeridos ( telefone 245 901 753 ou e-mail jericocv34@gmail.com) ou para o 962 079 903. © NCV