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29 de outubro de 2020

Quinta da Senhora da Luz “ainda sem projeto” trouxe de novo D. Duarte de Bragança a Castelo de Vide

Fotos © D.R./NCV
Fotos © D.R./NCV
O futuro da Quinta da Senhora da Luz trouxe novamente D. Duarte de Bragança a Castelo de Vide no início desta semana.
Acompanhado do infante D. Afonso e por Ana Colaço Pereira, Secretária Geral da Fundação D. Manuel II, a visita deu oportunidade para “mais um momento de diálogo sobre as suas preocupações e propostas sobre o futuro da majestosa quinta desenhada por Korrodi”, segundo noticiou o Presidente da Cãmara Municipal, António Pita.
“Ainda sem nenhum projeto consolidado para este património”
“Ainda sem nenhum projeto consolidado para este património, recebido por herança de Virgínia Lee Malone Flores, abordaram-se várias ideias que têm vindo a ser ponderadas: desde o projeto da Escola de Artes e Ofícios, a exploração comercial, a atividade cinegética entre outras”, referiu o autarca que adiantou ainda a Câmara Municipal “reiterou da importância de se encontrarem as soluções que garantam a valorização dos imóveis devolutos”.
Na ocasião desta visita D. Duarte e a sua comitiva ainda tiveram ocasião de visitar os trabalhos de restauro e conservação que estão a ter lugar no Salão Nobre e no Gabinete da Presidência. © NCV

18 de fevereiro de 2020

Quinta da Senhora da Luz vai ser integrada em Março no património da Fundação D. Manuel II

 Foto © D.R./NCV
A Quinta da Senhora da Luz em Castelo de Vide, atualmente património pessoal de D. Duate de Bragança por testamento de Virgínia Lee Malone Flores, vai ser integrada no património da Fundação D. Manuel II, instituição presidida desde 1983 por S.A.R. o Duque de Bragança.
O processo de transferência de propriedade está em curso e deverá estar finalizado no próximo mês de Março, segundo foi tornado público pelo Presidente da Câmara Municipal, António Pita, na sequência de uma reunião mantida na passada quinta-feira com a Secretária Geral da Fundação D. Manuel II, Ana Colaço Pereira.
Segundo o autarca, “esta nova titularidade (dependente de escritura pública para a qual um necessário requerimento já deu entrada nos serviços camarários), irá ser fundamental para encontrar a solução da recuperação do imóvel e futuro destino da propriedade” (ver mais notícias AQUI).
“Em cima da mesa, para além da Escola Real de Artes e Ofícios, há outras propostas que estão a ser ponderadas, sendo certo que a Fundação reafirma o interesse deste processo ser prioridade para a Instituição, mantendo o sr. D. Duarte o seu compromisso e empenhamento”, adianta António Pita. Está agendada uma nova reunião “para breve” em Castelo de Vide.
A Fundação Dom Manuel II
A Fundação Dom Manuel II é uma instituição particular, sem fins lucrativos, de assistência social, educacional e cultural, com acções no território português, nos países lusófonos, e nas comunidades portuguesas em todo o mundo. Desde 2007 foi lhe reconhecido o estatuto de ONGD .
A Fundação foi criada pela Senhora Dona Augusta Victória, viúva de sua Majestade El-Rei Dom Manuel II, no seu testamento de 11 de Setembro de 1962 (Decreto-lei n.º 48531, de 16 de Agosto de 1968).
A Fundação obteve o reconhecimento a 24 de Setembro de 1968, e foi constituída a 10 de Janeiro de 1969, estando os estatutos publicados em DR de 10-04-1986 na versão que lhe foi conferida por escritura lavrada em Lisboa aos 25 de Outubro de 2017.
Atual Administração
Actualmente a administração da Fundação Dom Manuel II tem a seguinte composição: Presidente, Diretor e Administrador, o Chefe da Casa Real Portuguesa, Duque de Bragança, S.A.R. o Senhor Dom Duarte Pio; Diretores e Administradores, Dr. Miguel Horta e Costa e Dr. Augusto Ferreira do Amaral; e Administradores D. Jaime Roque Pinho d´Almeida e Dr. Adalberto Neiva de Oliveira. Desde a sua criação os membros da Direcção exercem gratuitamente as suas funções.
Política de auto-sustentabilidade
A Fundação Dom Manuel II segue uma política de auto-sustentabilidade, envolvendo nas suas atividades parceiros da sociedade civil. A Fundação não aufere nenhum apoio financeiro do Estado. Do seu património fazem parte todos os bens da testadora, sitos em Portugal e todos os documentos depositados no Banco Coutts & Co, de Londres e na Administração dos Bens das Herdeiras d’El Rei Dom Manuel II.
Património imobiliário no Chiado (Lisboa)
Atualmente a Fundação tem como principal fonte de receita o património imóvel deixado pela Senhora Dona Augusta Victória no Chiado (Lisboa), na Rua Vitor Cordon 34-40, Rua dos Duques de Bragança de 4 a 10, Rua Vitor Cordon 41-47, Rua António Maria Cardoso, Rua do Borja 6 e Rua do Borja 4, este ultimo terreno cedido às Irmãs da Imaculada Conceição para construção de um instituto para surdos-mudos. Tem também como fonte de receita donativos de particulares e empresas privadas. © NCV

18 de outubro de 2019

Prosseguem trabalhos para criar Escola de Artes e Ofícios Tradicionais na Quinta da Senhora da Luz

Fotos © D.R./NCV
Prosseguem as reuniões de trabalho “no sentido de se reunirem esforços e prosseguir com a implementação de uma Escola de Formação em Artes e Ofícios Tradicionais no palacete da quinta da Senhora da Luz”.
Atónio Pita, acompanhado por Angela Maximiano, reuniu novamente esta semana na Casa do Alentejo em Lisboa com o arquiteto José Manuel Cornélio da Silva ligado à Casa Real, bem como com a Dra Margarida Alçada, uma especialista e responsável pelo Centro Unesco nos domínios do Património.
Recorda-se que o atual proprietário da Quinta, Dom Duarte de Bragança, apresentou em Agosto passado à Câmara Municipal de Castelo de Vide este seu projeto (ver notícia AQUI).
À procura de solução desde 2012
Recorda-se que Dom Duarte procura pelo menos desde 2012 encontrar “um destino” para esta Quinta, que herdou de Virgínia Lee Malone Flores, viúva do Francisco Mimoso Flores. Entre as possibilidades elencadas esteve o turismo de habitação ou mesmo um empréstimo, e uma das hipóteses aventadas na altura chegou mesmo a ser "acolher uma Ordem religiosa expulsa de Portugal há 150 anos” (ver notícia AQUI). © NCV


3 de agosto de 2019

Dom Duarte de Bragança pretende criar Escola Real de Artes na Quinta da Senhora da Luz em Castelo de Vide

Fotos © D.R./NCV
A Quinta da Senhora da Luz poderá vir a albergar uma Escola Real de Artes patrocinada pelo seu atual proprietário Dom Duarte de Bragança que esteve esta semana em Castelo de Vide para apresentar a sua proposta em reunião com o Presidente da Câmara Municipal, António Pita.
“Architecture Summer School" em Junho de 2020?
O projeto a implementar envolve no imediato a realização de um “Architecture Summer School” de 18 a 20 e Junho do próximo ano.
“Discutimos o conceito, analisámos os objetivos e refletimos sobre a sustentabilidade e enquadramento institucional do projeto”, referiu o autarca nas redes sociais, sublinhando que “a Câmara Municipal estará certamente disponível para colaborar ativamente no projeto que evidencia um inequívoco interesse comunitário”.
“Por ora, é prematuro avançar com mais considerações, mas não deixa de ser um sinal positivo Dom Duarte estar interessado em criar uma solução para este histórico imóvel do nosso concelho, bem como contribuir para o desenvolvimento cultural, social e económico da região”, refere também António Pita.
À procura de solução desde 2012
Recorda-se que Dom Duarte procura pelo menos desde 2012 encontrar “um destino” para esta Quinta, que herdou de Virgínia Lee Malone Flores, viúva do Francisco Mimoso Flores. Entre as possibilidades elencadas esteve o turismo de habitação ou mesmo um empréstimo, e uma das hipóteses aventadas na altura chegou mesmo a ser "acolher uma Ordem religiosa expulsa de Portugal há 150 anos” (ver notícia AQUI). © NCV
Foto © www.castvide.pt/NCV

16 de maio de 2012

Segundo a edição de hoje do “Alto Alentejo”:
Ordem religiosa expulsa de Portugal há 150 anos
pode vir para a Quinta da Senhora da Luz

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A Quinta da Senhora da Luz, deixada em testamento a S.A.R. D. Duarte Pio de Bragança, pode vir a receber «uma Ordem religiosa expulsa de Portugal há 150 anos», disse em exclusivo ao semanário “Alto Alentejo” o representante da Casa Real Portuguesa. 
D. Duarte confessou ao AA que foi “muito simpática” a acção da proprietária da quinta, Virgínia Lee Mallone, uma senhora de nacionalidade norte-americana “que mal conhecia” e casada com o Engº. Francisco Mimoso Flores, em fazê-lo seu herdeiro, e elogia a beleza da casa e da propriedade, mas assume que tem de encontrar “um destino” para a Quinta, o qual pode passar por várias opções, desde turismo de habitação, a empréstimo, mas «tenho de encontrar uma solução», e “uma das hipóteses é vir a acolher uma Ordem religiosa expulsa de Portugal há 150 anos”.
D. Duarte de Bragança revela ainda que a herança desta Quinta com que foi beneficiado tem um problema, pois o quintal é usufruído por outra pessoa e depois “há vacas e ovelhas” junto à casa, o que naturalmente condiciona o uso do edifício e incomoda quem lá esteja, por isso é necessário também “encontrar uma solução para o quintal”.
In Alto Alentejo de 16 de Maio de 2012