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19 de setembro de 2020

VIII Fórum Parlamentar Luso-Espanhol considera projetos transfronteiriços no distrito de Portalegre

Foto © D.R./NCV

Foto © D.R./NCV
São vários os projetos para o território do distrito de Portalegre que ficaram inscritos nas conclusões do VIII Fórum Parlamentar Luso-Espanhol. A notícia foi dada pelo deputado Luís Moreira Testa que participou esta semana na reunião que se concretizou na Assembleia da República, integrando o painel sobre as Relações Transfronteiriças e Infraestruturas, tendo assumido a responsabilidade de fazer parte da equipa de redação das conclusões.
Mobilidade ferroviária a hidrogénio no Ramal de Cáceres e Linha do Leste
De acordo com o deputado, “a ambição está bem patente nas conclusões da reunião dos deputados ibéricos”, que considera a construção da Ponte Internacional sobre o Rio Sever, entre Nisa e Cedillo, o desenvolvimento da ligação por Campo Maior, à fronteira do Retiro e à Plataforma Logística Elvas-Badajoz, a promoção desta mesma plataforma logística, a aposta no projeto inovador de mobilidade ferroviária a hidrogénio no Ramal de Cáceres e na Linha do Leste, a implantação da linha de alta prestação Lisboa - Sines - Poceirão - Évora - Elvas - Badajoz - Cáceres - Madrid, bem como um Centro Ibérico de Energia Renovável com a participação do Politécnico de Portalegre.
Centralidade ibérica do distrito
“A entrada destes projetos na agenda dos dois países é mais um passo na promoção da centralidade do distrito de Portalegre no contexto da Península Ibérica”, sublinha o deputado pelo círculo de Portalegre. © NCV
Foto © D.R./NCV

19 de setembro de 2015

Candidatura da CDU por Portalegre defende ligação ferroviária entre Castelo de Vide e Portalegre

Para além da reativação do transporte de passageiros na Linha do Leste – todos os dias - candidatura da CDU por Portalegre defendeu no seu “compromisso eleitoral” para o distrito “a reativação e reabilitação do Ramal de Cáceres, garantindo a ligação direta a Espanha e a construção de uma nova ligação ferroviária entre o Ramal de Cáceres (em Castelo de Vide) e a Linha do Leste, na atual estação ferroviária de Portalegre”.
Ligação de 30 quilómetros com estação na cidade

“Esta ligação, com apenas 30km, possibilitaria resolver o problema de ligação do norte do Distrito à Plataforma Logística do Caia e permitiria à cidade de Portalegre ter uma estação no Parque Industrial, isto é, junto à cidade, o que atualmente não acontece visto que a Estação Ferroviária de Portalegre, atualmente desativada para passageiros, se encontra a 12km da cidade”.
No âmbito daquela apresentação, Manuela Cunha, dirigente do PEV e cabeça de lista da candidatura, acusou o Governo PSD/CDS-PP de “demagogia e propagandismo por ter anunciado recentemente o regresso das ligações ferroviárias da Linha de Leste entre Portalegre e o Entroncamento às sextas-feiras à noite e aos domingos à noite”.
Ligação de Portalegre ao resto do país e a Espanha
Manuela Cunha afirmou ainda que “a defesa do transporte ferroviário de passageiros sempre foi uma bandeira da CDU e que a decisão agora anunciada pelo Governo apenas demonstra como as propostas da CDU são justas e vão ao encontro das necessidades das populações”.
O compromisso eleitoral da CDU ontem apresentado defende a “necessidade urgente de investimento no transporte ferroviário, de passageiros e de mercadorias, como meio privilegiado de ligação de Portalegre ao resto do país e a Espanha, como fator de desenvolvimento sustentável do distrito, com grandes benefícios económicos, ambientais e energéticos”.
Na opinião da CDU e da candidata ecologista, “esta aproximação à cidade é fundamental para a sobrevivência do Instituto Politécnico de Portalegre, pois ela facilitaria a vinda de estudantes exteriores ao concelho e ao distrito”. © NCV

18 de setembro de 2015

Rádio Portalegre: comboios regressam
à linha do Leste a partir de 25 de Setembro

Os comboios de passageiros vão voltar a circular na linha do Leste entre Portalegre e o Entroncamento, a partir do dia 25 de setembro, cerca de quatro anos depois do serviço ter sido suspenso.
A CP celebra, esta sexta feira, um protocolo com vários municípios do Alto Alentejo, nomeadamente Portalegre, Alter do Chão e Ponte de Sor, comprometendo-se a realizar o transporte de passageiros às sextas feiras e aos domingos.
O serviço de passageiros será restabelecido por um período de seis meses e depois será feita uma avaliação, que pode ditar a sua manutenção ou supressão.
Em declarações a esta estação emissora, a presidente da Câmara de Portalegre, Adelaide Teixeira, lembrou que foi a autarquia que preside que há cerca de um ano e meio contactou a CP para restabelecer o serviço de passageiros na Linha do Leste.
A autarca mostrou-se satisfeita por as negociações com a CP terem chegado a “bom porto”, considerando que o restabelecimento deste serviço será “uma mais valia para todos”.
Adelaide Teixeira revelou ainda que a Câmara Municipal compromete-se a assegurar o transporte, em autocarros, entre a estação de comboios de Portalegre e a cidade.
O protocolo para restabelecimento do serviço de passageiros na Linha do Leste é assinado, esta sexta feira às 12:00, nos serviços centrais do IPP, pela CCDR Alentejo, CP-Comboios de Portugal, Infraestruturas de Portugal, Instituo Politécnico de Portalegre (IPP) e os municípios de Alter do Chão, Ponte de Sor e Portalegre.
A cerimónia será presidida pelo secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, Sérgio Silva Monteiro. © Gabriel Nunes/Rio Portalegre/NCV

2 de outubro de 2012

Deputados Pedro Marques e Rui Figueiredo
questionaram ontem o Governo
sobre Ramal de Cáceres e Linha do Leste

Os deputados Rui Paulo Figueiredo e Pedro Marques (PS por Portalegre) questionaram, no âmbito da Assembleia da República e com data de ontem, dia 1 de Outubro, o Governo e o Ministro da Economia e do Emprego sobre o encerramento da Linha de Cáceres. Querem saber “quais as Alternativas que a CP – Comboios de Portugal, EPE apresenta para fazer face às necessidades daquela população, designadamente na ligação ferroviária a Lisboa” e se “está prevista a possibilidade da eletrificação da Linha do Leste e o restabelecimento do transporte de passageiros”.
“No passado dia 15 de Agosto de 2012 foi encerrado o ramal Ferroviário de Cáceres no distrito de Portalegre, com o fim da passagem do comboio internacional Lusitânia, com o percurso Lisboa – Madrid pelo mesmo ramal”.“Da parte de Espanha a mesma ligação continua a ser assegurada, garantido que as populações continuem a ter uma ligação à capital Madrid, enquanto do lado português não existem alternativas”.
“A infraestrutura do Ramal Ferroviário de Cáceres foi aberta à circulação em 1881 e visava, o transporte de produtos mineiros (Minas de Cáceres) até Lisboa e Porto. Durante o Século XX, o mesmo ganhou importância na ligação Lisboa – Madrid”.
“Com esta decisão o distrito de Portalegre deixou de ter qualquer ligação ferroviária de passageiros, mantendo apenas a Linha do Leste com transporte de mercadorias e a precisar de eletrificação”. © NCV

29 de dezembro de 2011

Bloco de Esquerda participa em "concentração"
hoje na estação de Valência de Alcântara

Hoje, dia 29 de Dezembro, pelas 9:30 horas, o Bloco de Esquerda participa numa concentração na estação de Valência de Alcântara, "pela defesa dos comboios na linha leste e ramal de Cáceres". 

27 de novembro de 2011

GAFNA apela aos Municípios
para “reunir e dialogar” com o Governo sobre
“modernização e revitalização” das vias férreas


O GAFNA - Grupo de Amigos da Ferrovia Norte Alentejana tornou público o conteúdo de uma mensagem dirigida às câmaras municipais do distrito de Portalegre e à CIMAA - Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo. O texto dessa mensagem é o que a seguir se publica na íntegra.
“Exmo Senhor Presidente da Câmara Municipal
Soube-se hoje que o Governo adiou as supressões de comboios regionais na linha do Leste e do Lusitânia Comboio Hotel no ramal de Cáceres com paragem em Marvão-Beirã, que estavam previstas para o dia 1 de Janeiro de 2012 (ver: http://www.sabado.pt/Ultima-hora/Dinheiro/Linhas-do-Vouga-e-Oeste-nao-fecham-em-Janeiro.aspx).
É nossa opinião que este adiamento deveria ser aproveitado pelas Câmaras Municipais em conjunto com a associação de municípios para reunir e dialogar com o Governo, nomeadamente com o Secretário de Estado dos Transportes, no sentido deste proceder à modernização e revitalização destas vias férreas, de maneira que sejam colocadas eficazmente ao serviço das populações do Norte Alentejano. Deveria ser relembrado ao Governo que o transporte rodoviário colectivo não é a solução, pois é mais moroso (como exemplo uma viagem entre Portalegre e Coimbra de comboio tem uma duração aproximada 3,30H enquanto de autocarro é de 5,45H) e a nível individual (automóvel privado) apresenta uma elevada sinistralidade, não esquecendo as portagens das auto-estradas, inclusive na A23, e o aumento crescente dos combustíveis.
Tem que ser dito ao Governo que os encerramentos irão corresponder um aumento do isolamento geográfico com todos os inconvenientes que isso representa para uma região já de si desvitalizada.
Sugerimos ainda que sejam acordadas entre as autarquias e a Rodoviária do Alentejo ligações entre as estações e os centros urbanos de forma a potenciar a utilização dos transportes públicos”.
Atentamente
Pelo GAFNA - Grupo de Amigos da Ferrovia Norte Alentejana
Henrique Santos

18 de novembro de 2011

Carta ao Governo da República Portuguesa
a favor das ligações ferroviárias
na Linha do Leste e no Ramal de Cáceres

Reunidas em Portalegre, dia 17 de Novembro, diversas organizações de Portugal e Espanha aprovaram uma Carta na qual pretendem sensibilizar o Governo português para a importância da manutenção das ligações ferroviárias no Norte Alentejano e Extremadura espanhola. Segue-se o respectivo texto na íntegra.
Carta ao Governo da República Portuguesa a favor das ligações ferroviárias na Linha do Leste e no Ramal de Cáceres
O Governo da República Portuguesa pretende, de acordo com o Plano Estratégico dos Transportes, suprimir as ligações regionais da Linha do Leste e encerrar o Ramal de Cáceres, que assegura actualmente a ligação entre Lisboa e Madrid.
Essa intenção é justificada pela baixa procura e utilização do serviço e uma exploração deficitária. Mas essa baixa procura deve-se, sobretudo, à inexistência de uma política pró-activa em prol da modernização desta via-férrea por parte da REFER e da CP. Como exemplos disso constatamos:
- Horários inadequados à procura;
- Material de transporte obsoleto, lento, ruidoso, pouco confortável, com elevado consumo de combustível e elevados custos de manutenção;
- Reduzida frequência de circulações;
- Ausência de transportes complementares que favoreçam a intermodalidade e que actuem na procura e distribuição de passageiros a nível local.
No que concerne ao Ramal de Cáceres, este deveria ser potenciado e encarado como um eixo alternativo às actuais (e futuras) ligações internacionais ferroviárias, que são escassas, permitindo a fluidez e o aumento dos fluxos internacionais de mercadorias e de passageiros (a União Europeia pretende aumentá-las por questões económicas e ambientais). Acresce, por outro lado, que este Ramal, pela beleza das estações e das paisagens atravessadas, tem potencialidades turísticas que deveriam ser aproveitadas e não anuladas.
Acrescentamos ainda que:
- Estas vias-férreas são investimentos feitos no passado que devem ser potencializados e não encerrados. Deveriam ser modernizados e colocados ao serviço das populações regionais e nacionais, de um lado e do outro da fronteira,
- O transporte ferroviário estrutura o território e promove a coesão social e territorial;
- O transporte ferroviário deve ser um instrumento de uma política de combate às assimetrias regionais;
- O transporte ferroviário pelas suas características é um transporte ecológico e como tal deve estar ao serviço duma política de mobilidade sustentável;
- O transporte rodoviário não é alternativa porque mais moroso, mais oneroso e menos seguro, com elevados custos ambientais e contribuindo também para a nossa dependência energética do exterior.
Num momento de crise económica e social, a que se junta o elevado custo dos combustíveis, a supressão do serviço referido vem agravar o isolamento geográfico das regiões do distrito de Portalegre e da Extremadura espanhola e contribuir para as assimetrias regionais.
As organizações subscritoras desta carta lançam um apelo para que o Governo da República Portuguesa reconsidere a decisão de suprimir as ligações regionais na Linha do Leste e encerrar o Ramal de Cáceres, e que mantenha esses serviços em funcionamento.
As organizações subscritoras estão disponíveis para dialogar e negociar, no sentido de encontrar uma solução que satisfaça todas as partes interessadas.
Portalegre, 17 de Novembro de 2011
- ADENEX - Asociación para la Defensa de la Naturaleza y los Recursos de Extremadura;
- Associação Portalegre em Transição;
- CCOO, Comissiones Obreras;
- CGT, Confederación General del Trabajo, Sección Sindical Sindicato Federal Ferroviario - CGT Cáceres;
- Comissão de Trabalhadores da CP – Comboios de Portugal EPE;
- Ecologistas en Acción de Extremadura;
- GAFNA - Grupo dos Amigos da Ferrovia do Norte Alentejano;
- Município do Crato;
- Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário CGTP-IN;
- Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza;
- União dos Sindicatos do Norte Alentejano/CGTP-IN;
- UGT-E, Unión General de Trabajadores – Extremadura.

17 de novembro de 2011

Quercus hoje na apresentação da carta em favor
das ligações ferroviárias no distrito de Portalegre

A Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza irá estar presente hoje dia 17 de Novembro (Quinta-feira),  em Portalegre, numa conferência de imprensa de apresentação da carta em favor das ligações ferroviárias no distrito de Portalegre.
Pretende-se com esta iniciativa dar a conhecer publicamente a posição de diversas organizações relativamente às implicações locais do Plano Estratégico dos Transportes, apresentado recentemente pelo Governo Português, onde está prevista a supressão das ligações ferroviárias regionais da Linha do Leste e o encerramento do Ramal de Cáceres, que assegura actualmente a ligação entre Lisboa e Madrid.
Para além da Quercus, estarão igualmente presentes na conferência de imprensa representantes de algumas das organizações que apoiam esta carta, nomeadamente: ADENEX Associación de Defesa de la Naturaleza de Extremadura; CCOO, Comissiones Obreras; CGT, Confederación General del Trabajo, Sección Sindical Sindicato Federal Ferroviario CGT Cáceres; Grupo dos Amigos da Ferrovia do Norte Alentejano; Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário CGTP-IN; União dos Sindicatos do Norte Alentejano/CGTP-IN e UGT-E, Unión General de Trabajadores – Extremadura.
A Conferência de Imprensa realiza-se na sede da União dos Sindicatos do Norte Alentejano em Portalegre. © NCV

4 de novembro de 2011

Conselho Executivo da CIMAA reúne
na 3ª feira em Marvão com 3 moções na agenda


O Conselho Executivo da CIMAA - Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo reúne na próxima terça-feira dia 8 de Novembro em Marvão.
Na agenda, entre outras coisas, estará a votação de três moções sobre aspectos da política governamental recente, a saber sobre o anunciado fim do transporte de passageiros na linha do Leste e a desactivação total do Ramal de Cáceres, sobre as recentes medidas de encerramento de extensões e reduções de horários de Centros de Saúde na área da ULSNA e sobre as verbas do próprio Orçamento de Estado para 2012 destinadas às Autarquias da região.
Estas moções deverão seguir nas suas linhas gerais as recentes posições políticas assumidas pelo Presiente do Conselho Executivo da CIMAA (Armando Varela, presidente da Câmara Municipal de Sousel) – ver notícias AQUI e AQUI – e as tomadas de posição da ANMP-Associação Nacional de Municípios Portugueses. © NCV

1 de novembro de 2011

GAFNA apela ao Governo para que reconsidere encerramento do serviço de passageiros na Linha do Leste e desactivação do Ramal de Cáceres

Clicar na imagem para ampliar a carta.
O GAFNA – Grupo de Amigos da Ferrovia Norte Alentejana acaba de divulgar uma carta endereçada ao Governo, na pessoa do Secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, sobre a problemática que rodeia as Linhas do Leste e o Ramal de Cáceres. Pela sua importância publicamos de seguida a versão integral do referido documento.
“De acordo com o Plano Estratégico dos Transportes (PET), pretende o Governo, que V. Exa integra, a partir do dia 1 de Janeiro de 2012, suprimir as ligações regionais na linha do Leste e encerrar o ramal de Cáceres.
No que concerne à supressão do serviço de passageiros na linha do Leste, os argumentos avançados são a baixa procura/utilização do serviço e uma exploração deficitária.
Mas saberá V. Exa., serviços e empresas que tutela, e equipa que elaborou o PET, que a razão da referida baixa procura na linha do Leste, se deve, sobretudo, à inexistência de uma política pró-activa em prol da modernização desta via-férrea, por parte da REFER e da CP? Enumeramos alguns exemplos:
- Horários inadequados à procura;
- Material de transporte obsoleto (lento, ruidoso, pouco confortável, com elevado consumo de combustível e elevados custos de manutenção);
- Via com estrutura envelhecida (apenas os carris e travessas foram melhorados nalguns troços recentemente);
- Exploração assente em moldes arcaicos;
- Reduzida frequência de circulações;
- Ausência de transportes complementares que favoreçam a intermodalidade e que actuem na procura e distribuição de passageiros a nível local.
No que concerne ao ramal de Cáceres, este deveria ser potencializado e encarado como um eixo alternativo às actuais (e futuras) ligações internacionais ferroviárias, que são escassas, permitindo a fluidez e o aumento dos fluxos internacionais de mercadorias e de passageiros (a UE pretende aumentá-las por questões económicas e ambientais). Acresce, por outro lado, que este ramal pela beleza das estações e das paisagens atravessadas tem potencialidades turísticas que deveriam ser aproveitadas e não anuladas.
Mais acrescentamos que:
- Estas vias-férreas são investimentos feitos no passado que devem ser potencializados e não encerrados. Deveriam ser modernizadas e colocadas ao serviço das populações e das economias regionais e nacionais;
- O transporte ferroviário estrutura território e promove a coesão social e territorial;
- O transporte ferroviário deve ser instrumento duma política de combate às assimetrias regionais;
- O transporte ferroviário pelas suas características é um transporte ecológico e como tal deve estar ao serviço duma política de mobilidade sustentável, que o Governo diz querer promover;
- O transporte rodoviário não é alternativa porque mais moroso, mais oneroso e menos seguro (a título de exemplo, saberá V. Exa. que a ligação rodoviária, serviço Expresso, entre Portalegre e Coimbra – cidade muita procurada pela população regional por questões de saúde -, tem um tempo de viagem de 5,35 horas enquanto a viagem de comboio é de 3,22 horas e ainda por cima mais barata cerca de três euros).
Num momento de crise económica e social, a que se junta o elevado custo dos combustíveis, a supressão do serviço referido vem agravar o isolamento geográfico da região e contribuir para o aumento das assimetrias regionais.
Será que o distrito de Portalegre, à semelhança de outras regiões do país, não merece ter um serviço ferroviário, digno e eficaz? Ou será que para o Governo deste país esta região é para ser transformada numa coutada de turismo cinegético/reserva natural? Portalegre também é Portugal!
Fazemos uma observação e um apelo a V. Exa.: não se milite à tomada de decisões a partir do Gabinete, pois nunca são boas. Venha ao terreno observar in loco como funcionam os serviços e depois então tome decisões. De certeza que seriam diferentes daquelas já propostas.
Em função do exposto, o GAFNA solicita a V. Exa. e ao Governo que reaprecie a decisão de supressão do serviço regional ferroviário na linha do Leste e do encerramento do ramal de Cáceres.
Beirã, 28 de Outubro de 2011
O GAFNA – Grupo de Amigos da Ferrovia Norte Alentejana
Paulo Fonseca

24 de outubro de 2011

Comunicado do Bloco de Esquerda
contra o “encerramento do Alto Alentejo”


“A Coordenadora Distrital do BE manifesta o seu total repúdio pela decisão do Governo, de a partir do dia 1 de Janeiro de 2012, suprimir as ligações regionais na linha do Leste e de encerrar o ramal de Cáceres. O mesmo repúdio é dirigido às decisões de a ULSNA encerrar treze extensões de saúde e ordenar a fusão de oito centros de saúde no distrito.
Denunciamos a falta de capacidade dos nossos governantes para defender a coesão nacional, o ambiente, as populações e o desenvolvimento económico.
Esta decisão revela falta assertividade em relação às apostas que podem e devem alterar o atual cenário de asfixia económica e desertificação do distrito.
Não temos dúvidas em relação aos argumentos apontados para o fecho, temos é certezas quanto aos responsáveis pela ineficácia da ferrovia. No lugar de se resolver a falta de eficiência, liquida-se a sua existência ignorando a sua importância. A reacção da vizinha Espanha é conclusiva da irresponsabilidade dos nossos governantes em matéria de ligações transfronteiriças.
Quanto às extensões dos Centros de Saúde, trata-se de uma medida criminosa, de manifesto abandono de populações isoladas, idosas e sem meios.
Esta decisão é mais um passo para o derradeiro encerramento do distrito com a indignação de quem ainda resiste e exige que sejamos tratados como os restantes portugueses. Vamos pagar a crise para a qual não contribuímos nem fomos beneficiados e ficar sem acessibilidades, sem meios, assistindo ao contínuo êxodo de famílias que não têm outra solução senão partir.
Temos sido discriminados, abandonados e os culpados são conhecidos não esquecendo os próprios eleitos do distrito que têm como característica o silêncio e a passividade perante a constante recusa de falta de investimento neste distrito.
Aproveitamos para mostrar a incoerência ou relação que pode ter o pagamento nas SCUTS. Os governos de Cavaco Silva promoveram a rodovia e detrimento da ferrovia e agora vão obrigar-nos pagar de várias formas essa decisão. O que é certo, é que este distrito está mal servido e o pouco que temos é-nos retirado. Vamos pagar o buraco da Madeira, os submarinos, o BPN os estádios de Futebol do Euro entre outros, enquanto ficamos sem meios e sem assistência médica.
Contra o encerramento do interior ABSOLUTAMENTE!”
Portalegre, 23-10-2011
A Comissão Coordenadora Distrital

22 de outubro de 2011

Presidente da CIMAA manifesta-se contra
fim do transporte de passageiros na Linha do Leste
e desactivação do Ramal de Cáceres

A CIMAA – Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo distribuiu ontem ao final da tarde um comunicado com a posição do seu presidente do Conselho Executivo, Armando Varela (PSD) , em que este dirigente regional se mostra contra o fim do transporte de passageiros na Linha do leste e contra a desactivação total do Ramal de Cáceres. É esse texto que o NCV a seguir publica na íntegra.
A Redacção
“O presidente da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo assume-se contra as alterações previstas para a linha ferroviária do Leste.
O Plano Estratégico de Transportes prevê o término do transporte de passageiros na linha ferroviária do Leste, compreendida entre Abrantes e Elvas, assim como a desactivação do ramal de Cáceres.
Tratando-se de vias de comunicação estruturantes para o seu desenvolvimento e crescimento económico – bem como para a mobilidade das populações –, o Presidente do Concelho Executivo da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo não poderia deixar de expressar a sua oposição perante medidas que prejudicam a região, relegada a um cada vez maior isolamento.
Reconhecendo a premência e importância de se reduzir a despesa do Estado, Armando Varela considera que esta decisão deveria ser alvo de maior ponderação, sobretudo  tendo em conta a especial situação de interioridade e isolamento do Alto Alentejo. Salienta ainda a falta de investimento por parte da Administração Central nas vias de comunicação da região, agravada com o encerramento das existentes, que receia poder contribuir para a sua perda de atractividade, acelerando o despovoamento e dificultando a subsistência da actividade económica. O facto é ainda mais relevante se for tida em conta a futura linha de alta velocidade, cuja articulação com os ramais existentes representa uma oportunidade para um distrito que teima em manter a esperança num novo rumo”. © NCV

Comunicado do GAFNA apela ao Governo para anular eliminação das ligações regionais na Linha do Leste e encerramento do Ramal de Cáceres


“De acordo com o Plano Estratégico dos Transportes, profusamente divulgado na comunicação social, pretende o Governo, a partir do dia 1 de Janeiro de 2012, suprimir as ligações regionais na linha do Leste e encerrar o ramal de Cáceres.
Em relação à supressão do serviço de passageiros na linha do Leste, os argumentos avançados são a baixa procura/utilização do serviço e uma exploração deficitária.
Impõe-se, contudo, dizer que a razão da baixa procura na linha do Leste, se deve, sobretudo, à inexistência de uma política pró-activa em prol da modernização desta via-férrea, por parte da REFER, CP e do Governo que as tutela, de que enumeramos alguns exemplos:
- Horários inadequados à procura;
- Material de transporte obsoleto (lento, ruidoso, pouco confortável, com elevado consumo de combustível e elevados custos de manutenção);
- Via com estrutura envelhecida (apenas os carris e travessas foram melhorados nalguns troços);
- Exploração assente em moldes arcaicos;
- Reduzida frequência de circulações;
- Ausência de transportes complementares que favoreçam a intermodalidade e que actuem na procura e distribuição de passageiros a nível local.
No que concerne ao ramal de Cáceres, este deve ser potencializado e encarado como um eixo alternativo às actuais (e futuras) ligações internacionais ferroviárias, que são escassas, permitindo a fluidez e o aumento dos fluxos internacionais de mercadorias e de passageiros (a UE pretende aumentá-las por questões económicas e ambientais). Acresce, por outro lado, que este ramal pela beleza das suas paisagens e estações tem potencialidades turísticas que deveriam ser aproveitadas e não anuladas.
Mais acrescentamos que:
- Estas vias-férreas são investimentos feitos no passado que devem ser potencializados e não encerrados. Devem ser modernizadas e colocadas ao serviço das populações e das economias regionais e nacionais;
- O transporte ferroviário promove a coesão social e territorial;
- O transporte ferroviário deve ser instrumento duma política de combate às assimetrias regionais;
- O transporte ferroviário pelas suas características é um transporte ecológico e como tal deve estar ao serviço duma política de mobilidade sustentável, que o Governo diz querer promover;
- O transporte rodoviário não é alternativa porque mais moroso e menos seguro.
Num momento de crise económica e social, a que se junta o elevado custo dos combustíveis e as portagens nas auto-estradas, a supressão do serviço referido vem agravar o isolamento geográfico da região e contribuir para o aumento das assimetrias regionais. O distrito de Portalegre também é Portugal!
Em função do exposto, o GAFNA exige ao Governo que anule a decisão de supressão do serviço regional ferroviário na linha do Leste e o encerramento do ramal de Cáceres e exorta as autarquias da região a participarem nesta luta em prol do transporte ferroviário e da mobilidade sustentável”.
Beirã, 21 de Outubro de 2011
O GAFNA – Grupo de Amigos da Ferrovia Norte Alentejana

4 de setembro de 2010

GAFNA emite comunicado sobre modernização
e novos horários na Linha do Leste

O Grupo de Amigos da Ferrovia Norte Alentejana (GAFNA) congratula-se em comunicado com os novos horários de comboios regionais na linha do Leste que entraram em vigor no passado dia 1 de Agosto, “e nos quais se regista uma diminuição do tempo de viagem em 27 minutos entre o Entroncamento e Elvas”.
“Este encurtamento do tempo de viagem deve-se às obras de modernização realizadas nos últimos tempos, particularmente no último ano, entre Arronches e a proximidade de Elvas, e que constaram da regularização do traçado e renovação da via (assentamento de carris e travessas monobloco de betão novas)”.
“Desta forma, as automotoras que realizam o serviço regional podem atingir a sua velocidade máxima, que é de 100 quilómetros/hora, permitindo esta redução de tempo”. Os responsáveis do GAFNA referem ainda que, “além da diminuição do tempo de viagem esta modernização traduziu-se igualmente numa melhoria do conforto para o passageiro”.
“O GAFNA deseja que as obras de modernização previstas para o corrente ano para o troço Crato – Assumar se venham a efectivar, de maneira a que o tempo de viagem seja novamente encurtado”. © NCV

12 de março de 2008

GAFNA e Quercus debatem “alta velocidade Lisboa-Madrid versus Linha do Leste”

O GAFNA - Grupo de Amigos da Ferrovia Norte Alentejana e a Quercus organizam uma conferência-debate subordinada ao tema "A Alta Velocidade Lisboa - Madrid vs articulação com a Linha do Leste" na próxima sexta-feira, dia 14 de Março de 2008, pelas 21,30H, no auditório da Escola Superior de Educação de Portalegre.
A iniciativa conta com o apoio da Escola Superior de Educação de Portalegre e conta como oradores com o Professor Manuel Tão (Doutor em Economia de Transportes) e o geógrafo Paulo Santos Fonseca, para além de um representante da Refer (ainda a indicar). A entrada é livre. © NCV