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3 de abril de 2026

Fundação Nossa Senhora da Esperança apresentou ontem o projeto “TODAGENTE” e inaugurou a exposição “O Toque como Experiência Estética”

Fotos © FNSE/NCV
Fotos © FNSE/NCV
O projeto “TODAGENTE – Arte e Educação Para Acessibilidade e Inclusão em Espaços Culturais a partir do Museu da Tiflologia de Castelo de Vide” foi apresentado oficialmente esta quinta-feira dia 2 de Abril pela sua promotora, a Fundação Nossa Senhora da Esperança (FNSE), numa cerimónia que teve lugar no auditório da Igreja do Convento de S. Francisco e incluiu uma conferência de abertura a cargo de Ana Paula Amendoeira, seguida de um momento musical pelo grupo “Ensemble Sentidos”.
Além da conferencista estiveram presentes o Presidente da Câmara Municipal de Castelo de Vide, Nuno Calixto, e o Presidente do Conselho de Administração da FNSE, João Palmeiro.
O projeto está a ser preparado e desenvolvido desde Janeiro por uma equipa de 20 pessoas até final de 2028 e conta com um orçamento de 870 mil euros, dos quais 336 mil financiados pelo programa Alentejo 2030.
O objetivo é o de melhorar o acesso, a participação e a fruição cultural, especialmente de pessoas cegas e com baixa visão e vai desenvolver e dispobilizar metodologias, práticas e recursos que tornem museus e espaços culturais mais acessíveis, inclusivos e participativos, com base na experiência do Museu de Tiflologia de Castelo de Vide.
O desenvolvimento do projeto envolve uma equipa de cerca de 20 pessoas, entre colaboradores dos quadros da Fundação, profissionais externos e outros artistas, produtores, técnicos e outros elementos da comunidade local, envolvidos em ações específicas e pontuais ao longo do desenvolvimento do projeto, alguns em colaboração pro bono.
Fotos © FNSE/NCV
Exposição “O Toque como Experiência Estética” até 18 de Julho 
no Centro de Arte e Cultura da Fundação Nossa Senhora da Esperança
Fotos © FNSE/NCV
O momento da apresentação ficou ainda marcado pela inauguração da exposição “O Toque como Experiência Estética” do artista Luís Félix que ficará patente no Centro de Arte e Cultura da Fundação Nossa Senhora da Esperança até ao próximo dia 18 de Julho.
A prática artística de Luís Félix articula escultura, pintura e desenho, explorando a relação entre materiais tradicionais e processos técnicos associados ao trabalho do metal, sempre como componentes ativos da experiência sensorial e perceptiva da obra. 
A exposição enquadra-se assim perfeitamente no âmbito e no espírito deste projeto da FNSE no qual se integra. © NCV

29 de março de 2026

Alunos do 3º ciclo do AECV em visitas guiadas à exposição de desenhos de Luís Pedro Cruz

Fotos © AECV/NCV
Fotos © AECV/NCV
A exposição "O desenho do lugar e o lugar do desenho" do arquiteo Luís Pedro Cruz foi visitada, ao longo da última semana, pelos alunos do 3° ciclo do Agrupamento de Escolas de Castelo de Vide (AECV), no âmbito da disciplina de Educação Visual, da responsabilidade da professora Helena Sousa.
Foram visitas guiadas pelo próprio autor que “proporcionaram abordagens de grande potencial para o trabalho curricular da disciplina”.
A exposição de desenhos do arquiteto Luís Pedro Cruz esteve patente até à passada sexta-feira dia 27 de Março no Centro de Arte e Cultura da Fundação Nossa Senhora da Esperança (ver notíias AQUI). © NCV

20 de fevereiro de 2026

Luís Pedro Cruz expõe "O desenho do lugar e o lugar do desenho" até 27 de Março no Centro de Arte e Cultura da Fundação Nossa Senhora da Esperança

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É inaugurada esta tarde no Centro de Arte e Cultura da Fundação Nossa Senhora da Esperança a exposição “O desenho do lugar e o lugar do desenho” com trabalhos da autoria do arquiteto Luís Pedro Cruz que ali ficará patente até dia 27 de Março.
"A(r)riscar em Castelo de Vide... à lupa"
A exposição revela parte do trabalho desenvolvido para o próximo livro de ilustração e texto do autor intitulado "A(r)riscar em Castelo de Vide... à lupa", na sequência de "A(r)riscarem Castelo de Vide... desenhos descritos", "A(r)riscar em Póvoa e Meadas... a cores" e "A(r)riscar em Montalvão". E por outro lado incide no método de trabalho do arquiteto que explora o desenho como ferramenta e "leva-nos a refletir sobre o uso do desenho e o porquê do sítio".
A memória do Lugar e o sentido de pertença
"Na sequência de tudo o que já fiz nesta área - explorando rotas que nos revelam Castelo de Vide e outros lugares com relações de proximidade, de modo a interagir com a população local, exaltando a memória do Lugar e o sentido de pertença -, no novo trabalho os apontamentos de rua são selecionados em função da existência de detalhes merecedores de atenção: é assim que aos desenhos a preto e branco das ruas se sucedem pormenores a cores devidamente destacados", adianta Luís Pedro Cruz numa nota sobre esta exposição. © NCV

16 de fevereiro de 2026

Luís Pedro Cruz expõe desenhos de 22 de Fevereiro a 27 de Março no Centro de Arte e Cultura da FNSE

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O Centro de Arte e Cultura da Fundação Nossa Senhora da Esperança confirma a inauguração no próximo Domingo dia 22 de Fevereiro da exposição “O desenho do lugar e o lugar do desenho” com trabalhos da autoria do arquiteto Luís Pedro Cruz que ali ficará patente até dia 27 de Março. © NCV

6 de fevereiro de 2026

Adiada para 20 de Fevereiro a inauguração da exposição de desenhos de Luís Pedro Cruz no Centro de Arte e Cultura da FNSE

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O Centro de Arte e Cultura da Fundação Nossa Senhora da Esperança (FNSE) adiou para o próximo dia 20 de Fevereiro pelas 18 horas a inauguração da exposição "O Desenho do Lugar e o Lugar do Desenho" de Luís Pedro Cruz, que estava marcada para este sábado dia 7 de Fevereiro.
A razão do adiamento fica a dever-se às atuais condições climatéricas adversas. © NCV

26 de janeiro de 2026

Luís Pedro Cruz expõe desenhos de 7 de Fevereiro a 27 de Março no Centro de Arte e Cultura da FNSE

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O Centro de Arte e Cultura da Fundação Nossa Senhora da Esperança acaba de anunciar a exposição “O desenho do lugar e o lugar do desenho” com trabalhos da autoria do arquiteto Luís Pedro Cruz que será inaugurada no dia 7 de Fevereiro e ficará patente até dia 27 d Fevereiro. © NCV

30 de abril de 2025

Atividades do “Mês da Fortaleza Abaluartada” arrancam no próximo sábado dia 3 de Maio em Marvão

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Arranca no próximo sábado dia 3 de Maio em Marvão o “Mês da Fortaleza Abaluartada” (ver mais informação AQUI), com duas áreas de atividades: uma “Oficina de desenho e botânica” com Lucy Eyers e Marisa Arosa, de manhã na Casa da Cultura de Marvão e o “AstroMarvão com Meteoritos” a partir das 16 horas no Salão Nobre dos Paços do Concelho.
“Oficina de desenho e botânica”
A “Oficina de desenho e botânica” com Lucy Eyers e Marisa Arosa tem lugar entre as 10 e as 13 horas na Casa da Cultura de Marvão com inscrições limitadas a 10 participantes com idade superior a 16 anos (email para <turismo@cm-marvao.pt> com nome completo, idade e contacto). Os materiais necessários serão disponibilizados pela organização.
“Porque é que desenhamos? É uma forma de olhar e pensar sobre o mundo que nos rodeia. Desenhamos para comunicar visualmente e para anotar e registar o que vemos e sentimos. Isto é muito diferente de tirar uma fotografia que capta tudo num só momento. Quando desenhamos, tomamos decisões sobre o que acrescentamos ao desenho e o que deixamos de fora, damos prioridade a certas informações e caraterísticas, é um processo de reflexão e edição. Assim, desenhar os objetos e os espaços que nos rodeiam em Marvão, a estrutura fortificada, as formações rochosas, a paisagem, as plantas autóctones, permite-nos reparar e recordar melhor estas coisas.
Esta oficina, utiliza o desenho como uma ferramenta para observar, registar e recordar aspetos da fortaleza de Marvão e do seu enquadramento paisagístico. É um projeto conjunto com a Marisa Arosa, especialista na área da botânica, em toda esta envolvente do Parque Natural da Serra de Mamede. O workshop vai basear-se no que aprendemos através do desenho e da observação. As oficinas destinam-se a todos os níveis de desenho”.
AstroMarvão com Meteoritos
A partir das 16 horas no Salão Nobre dos Paços do Concelho terá lugar o “AstroMarvão com Meteoritos” que vai permitir “apreciar as estrelas, e observar e tocar em materiais (meteoritos) provenientes de alguns desses corpos planetários”.
Vera Assis Fernandes começa por falar sobre “À Caça de meteoritos no planalto e montanhas da Antártica”, seguindo-se Miguel Gonçalvesm com “10 imagens…imensas histórias” + Curta-metragem “O regresso do asteroide”, terminando com uma “Observação do céu sobre Marvão com telescópios” a partir das 21:30 horas com Paulo Sanches e outros astrónomos amadores no Largo de Santa Maria e Largo das Finanças. © NCV

28 de janeiro de 2025

Espetáculo da Pé de Pano “Que corpo é este que anda por aí” em Castelo de Vide na 6ª feira e no sábado

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A Pé de Pano - Projetos Culturais apresenta no próximo fim-de-semana no Cine-Teatro Mouzinho da Silveira o espetáculo “Que Corpo É Este Que Anda Por Aí”. Estão previstas duas apresentações: uma na sexta-feira dia 31 de Janeiro às 15:30 horas para público sénior e outra no sábado dia 1 de Fevereiro às 21:30 horas para todos os públicos.
Por outro lado, no sábado dia 1 de Fevereiro pelas 16:30 horas terá lugar também uma conversa sobre o processo de criação do espetáculo “Que Corpo É Este” no âmbito do projeto “A Transformação do Corpo”, com a presença de alguns membros da equipa do projeto, co-produtores e convidados.
A entrada em todas estas atividades é gratuita.
Sinopse descritiva do espetáculo
"Que Corpo é este que anda por aí" é um espetáculo sobre a passagem do tempo no corpo. Como lidamos com as transformações do corpo ao longo do tempo? Ligamo-nos a uma ideia de vida ou de morte? Fortalecimento ou fragilidade? Continuidade ou finitude?
Um espetáculo de natureza interdisciplinar que desafia as relações do corpo com o envelhecimento na atualidade através do cruzamento entre dança, performance, teatro documental e ciências sociais.
Este trabalho tem na sua origem a investigação “A Transformação do Corpo” que desenvolveu entrevistas presenciais e inquéritos online junto de profissionais das artes performativas.
Ficha artística completa
A direção artística do espetáculo é de Maria Belo Costa, a co-criação e interpretação é de Cláudia Gaiolas, Maria Belo Costa e Sara Afonso.
A dramaturgia é de Sílvia Pinto Ferreira, com investigação e entrevistas de Rita Barreira, captação de entrevista de Tiago Moura, paisagem sonora de Defski, desenho de luz de José Martins, figurinos e apoio à produção de Beatriz Filomeno.
Por outro lado, a fotografia e o projeto gráfico têm a assinatura de Hélder Milhano e a consultoria artística de Ainhoa Vidal, Paulo Ribeiro, Sofia Neuparth.
Esta produção da Pé de Pano - Projetos Culturais foi financiada pela Direção Geral das Arte e concretizada em coprodução com o Centro de Artes e Espetáculo de Portalegre (CAEP), a Câmara Municipal de Castelo Branco, e o Festival Y / Quarta Parede – Associação de Artes Performativas da Covilhã, e contou com os apoios da Câmara Municipal de Castelo de Vide, Antena 2, Jornal do Alto Alentejo, cem-centro em movimento, Sociedade 1º de Dezembro e Notícias de Castelo de Vide. © NCV

20 de agosto de 2024

“espaço_corpo” organiza residência artística “Corpo Natureza VI” de 25 a 31 de Agosto nos Pombais

A “espaço_corpo” de Joana Andrade realiza uma residência artística Corpo Natureza VI de 25 a 31 de Agosto, nos Pombais, em Castelo de Vide.
Num “lugar de reflexão sobre o espaço, o corpo e o olhar entre ambos”, este evento terá mediação artística de Joana Andrade, Renata Bueno e Sandra Varela e destina-se a crianças a partir dos 10 anos e sem sem limite superior de idade.
Em exploração estarão linguagens e conceitos como “imagem, desenho e movimento” e “relações/viver com espaços, corpos e naturezas!”.
Em exploração estarão linguagens e conceitos como “imagem, desenho e movimento” e “relações/viver com espaços, corpos e naturezas!”.
O valor é de 250 euros por participante incluindo alojamento em tenda individual ou de pequeno grupo, alimentação completa saudável, local e sazonal, e materiais fornecidos pelo lugar.
Mais informações podem ser obtidas AQUI ou contactando Joana Andrade através do e-mail <espacocorpo.projectos@gmail.com> e/ou do telemóvel telemóvel: 939 366 843. © NCV

2 de agosto de 2024

“espaço_corpo” anuncia residência artística “Corpo Natureza VI” de 25 a 31 de Agosto nos Pombais

A “espaço_corpo” de Joana Andrade anunciou a realização de uma residência artística Corpo Natureza VI de 25 a 31 de Agosto, nos Pombais, em Castelo de Vide.
Num “lugar de reflexão sobre o espaço, o corpo e o olhar entre ambos”, este evento terá mediação artística de Joana Andrade, Renata Bueno e Sandra Varela e destina-se a crianças a partir dos 10 anos e sem sem limite superior de idade.
Em exploração estarão linguagens e conceitos como “imagem, desenho e movimento” e “relações/viver com espaços, corpos e naturezas!”.
Em exploração estarão linguagens e conceitos como “imagem, desenho e movimento” e “relações/viver com espaços, corpos e naturezas!”.
O valor é de 250 euros por participante incluindo alojamento em tenda individual ou de pequeno grupo, alimentação completa saudável, local e sazonal, e materiais fornecidos pelo lugar.
Mais informações podem ser obtidas AQUI ou contactando Joana Andrade através do e-mail <espacocorpo.projectos@gmail.com> e/ou do telemóvel telemóvel: 939 366 843. © NCV

25 de abril de 2024

Arquiteto Luís Pedro Cruz apresenta na Universidade de Arquitetura de Sevilha um trabalho sobre "a perceção do território" de Castelo de Vide e Montalvão

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O arquiteto Luís Pedro Cruz apresenta esta sexta-feira dia 26 de Abril na Universidade de Arquitetura de Sevilha o seu trabalho sobre "O desenho na perceção do território - Castelo de Vide e Montalvão".
O encontro aborda “Pedagogias do Alto Alentejo e da Estremadura. Abordagens interdisciplinares entre cidades, montanhas e litoral” e o trabalho final do arquiteto municipal contou também com a colaboração de António Manuel Martins na preparação dos diapositivos e tradução dos textos que envolveu também o seu filho, Afonso Adam.
O desenho na perceção do território – Castelo de Vide e Montalvão
Segundo explica o autor, “este trabalho incide no estudo urbano de duas localidades históricas do Alto Alentejo/Portugal (Castelo de Vide e Montalvão) e, como instrumento de análise, recorre-se ao desenho sequencial, seguindo o método desenvolvido pelo arquiteto inglês, Gordon Cullen (1914 –1994), na observação do espaço urbano”.
“Os dois povoados implantam-se em planaltos, mas apresentam soluções urbanas bastante distintas resultantes da adequação ao terreno e das dinâmicas sócio-económicas existentes.
Atividade agrícola com vida autónoma do burgo
Castelo de Vide integra-se num tipo de povoados em que a atividade agrícola é apoiada por construções no campo que permitem uma vida autónoma do burgo a que se recorre, somente, quando há mercados e feiras ou em épocas festivas. Esta separação entre a atividade agrícola e o aglomerado, confere-lhe um carácter mais urbano, o que se reflete na tipologia habitacional, que se mantém praticamente constante desde a Idade Média, com a habitação nos pisos superiores e oficina/comércio do piso inferior.
Neste aglomerado confrontamo-nos com uma vila confinada às muralhas, com uma topografia variada dentro deste recinto, que condiciona a morfologia urbana do lugar, relacionando várias soluções de malha urbana identificadoras de cada bairro [estrutura radial (Judiaria), expansões urbanas que respeitam ou que contrariam as curvas de nível do terreno (Canto da Aldeia e Encruzilhadas), destacando-se o centro, praticamente plano, constituído por duas ruas paralelas (Carreira de Baixo e Carreira de Cima) com a praça D. Pedro V no meio].
Trabalho de planeamento de Nuno Teotónio Pereira
A construção do balneário termal, na primeira metade do séc. XX, será decisiva na transformação da vila, passando esta a ser considerada uma “Estância turística termal”, o que se reflete na requalificação de toda a zona central com a introdução de espaços de lazer, redefinição de vias, enobrecimento do tecido construído, criação de equipamentos culturais, etc.
O desenvolvimento equilibrado da vila e o respeito pela envolvente natural, que se faz sentir ainda hoje, deve-se fundamentalmente ao trabalho de planeamento urbano desenvolvido ao longo de duas décadas pelo arquiteto Nuno Teotónio Pereira”. © NCV
(título e subtítulos da responsabilidade da redação do NCV)

13 de março de 2024

Portalegre: Alegrete celebra na 5ª feira os 110 anos do nascimento da escritora Isaura Correia Santos

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Com o apoio da Câmara Municipal de Portalegre, a Junta de Freguesia de Alegrete e a Escola Básica de Alegrete celebram na próxima quinta-feira a partir das 17:30 horas os 110 anos do nascimento da escritora alegretense Isaura Correia Santos.
A iniciativa inclui o descerramento de uma placa na casa onde a escritora e jornalista viveu, a inauguração de uma pequena biblioteca com o seu nome na Escola Básica local, uma exposição sobre a sua vida e obra no Centro Cultural do Espírito Santo, onde terá lugar também uma sessão comemorativa com partilha de memórias.
A figura e obra da jornalista e escritora
Isaura Correia Santos.
Isaura Correia Santos nasceu na freguesia de Alegrete, concelho e distrito de Portalegre, a 14 de Março de 1914. Aos dezassete anos, casou com o pintor Abel Santos, professor de Desenho na Escola Industrial Fradesso da Silveira, em Portalegre. Logo após o matrimónio, em 1931, o casal deslocou-se para a cidade do Porto, onde passou a residir.
Para além da colaboração na "Voz Portalegrense", a sua atividade como jornalista estendeu-se ao "Povo de Aveiro", "Democracia do Sul", "A Tarde", "Defesa da Beira, "Notícias da Figueira", "O Infante", "O Comércio do Porto", "O Despertar", "Jornal de Notícias", jornal infantil "Pim-Pam-Pum", "O Vila Realense", "Jornal de Elvas", "Correio de Portalegre", "Portugal de Aquém e de Alem Mar", e nas revistas "Eva", "Modas e Bordados", "Os Nossos Filhos" e "Resistência".
Foi ainda diretora de "A Voz do Ave" e colaborou no "Notícias de Guimarães", "Novo Século", "Zé", "Poveiro", "O Primeiro de Janeiro" e "Comércio de Gaia".
Literatura infantil
A obra literária de Isaura Correia Santos desde cedo começou pela literatura infantil numa das melhores coleções infantis "O Senhor Sabe Tudo": "O Senhor Sabe Tudo Contou" (prémio Maria Amália Vaz de Carvalho), "O Regresso do Senhor Sabe Tudo", "O Senhor Sabe Tudo em Évora", "O Senhor Sabe Tudo em Lisboa", "O Senhor Sabe Tudo e os Seus Amores", "O Senhor Sabe Tudo em Paris", "O Senhor Sabe Tudo na Suiça", "O Senhor Sabe Tudo na América do Norte", "O Senhor Sabe Tudo em Londres". Para além desta coleção, publicou mais de uma dúzia de títulos dedicados ao mundo infantil, tais como "Contos para crianças", "O Sarapico e outras histórias", etc..
Vasta e diversificada obra literária
A sua longa produção literária estendeu-se ao conto, à novela e ao romance para adultos. Em 1945 publicou "A História da minha vida", conjunto de cinco novelas, verdadeiramente interessantes, nalgumas das quais se evoca Alegrete e o Alentejo, em geral. Posteriormente, publicou oito romances com os seguintes títulos: "O Quinto Mandamento", "Eu e o Meu Filho", "Maria Cruz", "E a Charneca sorriu...", "O Melhor Poema da Minha Vida", "Feia", "Bonita", e "A Vida Vai Começar". A acrescentar ainda "Contos para Você", "A Sebe da Casa Branca e Outras Histórias", "Adeli-o Angelo - o Artista nasce Artista" (biografia), e mais doze obras (na maioria, romances) traduzidos do inglês e do francês. © NCV
(dados biográficos e bibliográficos preparados com base em “Caras de Portalegre” – ver AQUI a versão completa)

29 de agosto de 2022

Residência artística sobre banda desenhada de autor com João Sequeira de 9 a 11 de Setembro no Sítio dos Pombais em Castelo de Vide

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O Projeto Espaço Corpo, dinamizado por Joana Andrade nos Pombais em Castelo de Vide, acaba de anunciar a realização de uma “residência artística” sobre “banda desenhada de autor” no fim-de-semana de 9 a 11 de Setembro.
João Sequeira será o formador e artista convidado e serão aceites 8 a 12 participantes. Todas as informações sobre condições de alojamento e acomodações podem ser obtiadas e as inscrições efetuadas AQUI. Em alternativa os interessados podem contactar Joana Andrade através do telefone +351.939366843 ou do e-mail <andjoana@gmail.com>.
O programa desta residência artística começa com uma apresentação do autor que fará uma introdução à banda desenhada e à respetiva linguagem com um primeiro exercício prático na sexta-feira a partir das 19 horas.
O sábado será preenchido com um exercício prático de “elaboração de uma história pessoal, que envolva o local da residência, em banda desenhada”, que continua durante o Domingo até às 17 horas.
Os materiais fornecidos incluem folhas A4 e A3, réguas, lápis de grafite e borrachas, devendo os participantes trazer canetas de tinta preta com três espessuras diferentes e outros materiais que queiram usar (marcadores, canetas pincel, carvão, grafite aguarelável, sempre de cor preta).
Biografia do formador e artista convidado
João Sequeira.
João Sequeira é natural de Portalegre (1971). Licenciado em arquitetura (1995). Frequentou os cursos de desenho na SNBA, desenho e pintura no atelier Arte Ilimitada, banda-desenhada no CITEN e design de animação e multimédia na ESTG-Portalegre. Faz BD desde 1994, tendo participado nos fanzines Alçapão, Gambuzine, Tertúlia BDzine e Efeméride. Ao longo dos anos, participou em diversas exposições individuais e coletivas com trabalhos de desenho e banda desenhada.
Em 2005, publica o álbum “Metamorfina” (texto de Miguel Mocho e edição Bedeteca de Lisboa); em 2012, “Psicose” (texto de Miguel Costa Ferreira e edição da El Pep); em 2014, “F(r)icções“ (texto de Nuno Duarte e edição da El Pep) e, em 2015, “Tormenta” (texto de André Oliveira e edição da Polvo Editora).
Em 2010, ganha o 1º prémio (escalão A+) no festival de BD da Amadora com a BD “República” e em 2011 o 1º prémio (escalão B) no festival Moura BD com a BD “Movimento perpétuo”, ambas com texto de Miguel Costa Ferreira.
Em 2016, conquista o Prémio Nacional de BD de “Melhor Desenho para Álbum Português” com “Tormenta” e o mesmo álbum garante-lhe uma nomeação para o Galardão de Excelência na Ilustração da Comic Con Portugal.
Em 2017 publica o Álbum “Lugar Maldito” (texto de André Oliveira e edição da Polvo Editora), nomeado para melhor álbum e melhor desenho no festival Comic Con e para melhor desenho e melhor argumento no festival Amadora BD.
Entre dezembro de 2017 e fevereiro de 2018, ao abrigo de uma bolsa de investigação da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas e da Fundação Calouste Gulbenkian, desenha, no local, todas as fortalezas medievais da fronteira portuguesa com base nos desenhos de Duarte d’Armas de 1508.
Em 2021 dedica-se exclusivamente à banda desenhada ao abrigo de uma bolsa de criação literária atribuída pela DGLAB.
É docente da cadeira de desenho, na ESTG-IPP em Portalegre desde novembro de 2018. © NCV

29 de junho de 2022

Luís Pedro Cruz: Castelo de Vide passou a integrar a rota dos eventos dos Urban Sketchers

Fotos © UsP/NCV
Durante o passado fim de semana teve lugar o Encontro Nacional de Urban Sketchers (USkPortugal) em Castelo de Vide e Póvoa e Meadas, que contou com a presença de cerca de 70 desenhadores de rua que utilizam como suporte de trabalho cadernos gráficos (neste caso, cadernos de fole).
O grupo envolveu sketchers associados aos diferentes grupos de Usk existentes de norte a sul do país, incluindo alguns brasileiros, argentinos e oriundos da África do Sul, residentes e Portugal.
Evento focado no Parque Natural em 2023 ?
Para o entusiasta e organizador arquiteto Luís Pedro Cruz, “o evento correu bem, teve a total adesão dos participantes, e há vontade de continuar este trabalho, tendo os USkP posto a hipótese de, no próximo ano, o evento se focar na área do Parque Natural da Serra de São Mamede, o que terá de ser debatido com a Câmara Municipal e com a Associação “Propósito Inadiável” de cujo envolvimento dependeu o sucesso da realização do evento”.
“Estamos todos de parabéns, e quanto ao futuro destes eventos é crucial o envolvimento da região, nomeadamente das escolas, o que, este ano, embora se tenha tentado, não aconteceu”.
“Uma nova forma de apropriação da rua”
“De qualquer forma a parceria tem condições para se efetivar, avançando-se para outras iniciativas, e o primeiro passo foi dado, com este evento começámos a habituar-nos a uma nova forma de apropriação da rua e de descoberta do lugar e das suas gentes e, sobretudo, o concelho de Castelo de Vide passou a integrar a rota destes eventos”.
Muito ficou por desenhar por falta de tempo...
Segundo adiantou ao NCV o organizador desta iniciativa, o arquiteto Luís Pedro Cruz, “nesta atividade estiveram presentes dos mais jovens aos mais velhos, o que prova que o desenho cobre todas as idades. Rapidamente, todos os recantos, em cada um dos lugares, foram invadidos pelos participantes distribuídos por pequenos grupos de trabalho ou sozinhos que, com grande entusiasmo se dedicaram ao trabalho rendendo-se aos encantos da região, chegando a lamentar não haver mais tempo, ficando assim por desenhar muito do que, nos seus percursos, foram descobrindo e que os atraiu”.
Para já, há muitos cadernos que ficaram cá e, durante as próximas semanas, os restantes autores digitalizarão os desenhos e enviar-nos-ão para serem expostos no Festival da Água e do Tempo – Clepsidra, confirma o entusiasmado promotor da vinda dos Urban Sketchers. © NCV
Manifesto USk
1. Desenhamos in situ, no interior e no exterior, registando diretamente o que observamos.
2. Os nossos desenhos contam a história do que nos rodeia, os lugares onde vivemos e por onde viajamos.
3. Os nossos desenhos são um registo do tempo e do lugar.
4. Somos fiéis às cenas que presenciamos.
5. Usamos qualquer tipo de técnica e valorizamos cada estilo individual.
6. Apoiamo-nos uns aos outros e desenhamos em grupo.
7. Partilhamos os nossos desenhos online.
8. Mostramos o mundo, um desenho de cada vez.

15 de agosto de 2013

O Andanças e as famílias: "há lugar para todos”

“No Andanças há lugar para todos”, sublinha a organizadora Associação PédeXumbo, que explica: “numa zona especialmente dedicada a crianças e famílias, os sete dias de Andanças são preenchidos com uma programação especializada e muito variada para os mais novos, entre os 4 e os 12 anos”.
Para os mais pequeninos existe ainda o Espaço Bebé, “onde crianças entre 3 meses e 8 anos podem descansar em total segurança, enquanto os seus pais aproveitam um pouco mais o Festival”. Também para grávidas haverá programação especializada, adianta a mesma fonte.
“O Andanças'2013 promete maior quantidade e diversidade de atividades, para que todas as famílias construam os seus próprios percursos”.
Sugestões de Programação
Como sugestões de programação para as famílias a organização elenca os seguintes: Meditação para Crianças (com Mónica Piloto), Zampadanças (com Mercedes Prieto), Concerto de Sons Sagrados para Bebés (com Cosmic Gong), Árvore dos patrimónios (com NPlanos), Gravidez Feliz (com Projeto Nascer).
Para que o Andanças seja “um espaço de conforto para todos”, a organização elaborou um conjunto de recomendações aos participantes que a seguir reproduzimos na íntegra. © NCV
Recomendações aos participantes 
  • Ainda não é possível fazer-se acompanhar pelos elementos da família de 4 patas. Estamos a programar uma conversa alargada no espaço tertúlias, para que em 2014 existam soluções para aceitar animais no Festival. Se este assunto lhe interessa, participe e colabore no desenho da solução. 
  • Há grandes amplitudes térmicas no local do festival. Pode haver noites frescas que necessitam de agasalho extra. 
  • O sol é forte em Agosto e o Andanças é no norte do Alentejo. Aconselhamos os participantes a beberem muita água, utilizarem chapéu e protetor solar. 
  • A barragem e a massa de água que aqui existe deve ser acautelada. Não é permitido tomar banho de higiene na barragem, unicamente banho de lazer. Esta barragem abastece em água potável 8 concelhos do norte alentejano e queremos que mantenha a qualidade, mesmo durante o Festival. 
  • O local do Festival pertence ao Parque Natural da Serra de S. Mamede. É de todo proibído acampar fora do local destinado ao efeito e nunca na margem da barragem. 
  • Apenas é permitido fazer fogo nos espaços assinalados para o efeito. 
  • Nas noites mais quentes há melgas e mosquitos junto à barragem. Aconselhamos os participantes a trazerem repelente. 
  • E claro, não esqueça a sua caneca! 

5 de julho de 2008

Hoje é dia de Astrovide!

Tem lugar hoje Sábado, dia cinco de Julho, o VII AstroVide - Encontro de Divulgação da Astronomia Amadora de Castelo de Vide.
Uma das atracções centra-se num Planetário Insuflável a instalar no Atrium dos Paços do Concelho. Serão aqui realizadas várias sessões para observação das constelações e outras simulações.
No Centro Municipal da Cultura de Castelo de Vide vai por sua vez, estar patente uma Exposição de "Astropintura" da autoria de Luís Carmo.
Relativamente às sempre muito aguardadas conferências sobre Astronomia têm lugar marcado a partir das 15,00 horas no auditório do Centro Municipal da Cultura.
Quanto às temáticas a serem partilhadas, neste Encontro de 2008, são as seguintes: "Astrofotografia".(Filipe Alves); "Planetas Extra-Solares" (José Ribeiro); "Um Universo feito à medida" (José Matos); "A Matemática das coisas (Astronómicas): Como as coisas simples são Úteis" (Nuno Crato)
Cerca das 17:00 horas haverá um interregno onde se aproveitará para se proceder a uma Observação do Sol, no Lajeado.
Outra parte do programa tem como local de eleição a Barragem de Póvoa e Meadas, onde será servido um Jantar Convívio. E depois das 23:00 horas tem lugar a "visita guiada ao Céu" sob coordenação de Alberto Fernando. Uma iniciativa em que todos estão convidados em participar.
Esta é uma organização do Município local sendo o responsável pelo evento o Eng. Acácio Lobo. De sublinhar ainda que as inscrições são gratuitas e não obrigatórias.


Astrónomos conceituados

Por uma questão de curiosidade, e também para abrir o "apetite" aos leitores, aqui deixamos notas curriculares acerca dos principais intervenientes no AstroVide 2008.
Filipe Alves: nasceu em1979 e é Licenciado em Arquitectura pela Universidade Lusíada. Destaca-se como Animador 3D, profissional de computação gráfica para publicidade, modelação e visualização para arquitectura. E ainda tem tempo para Fotografia, Pintura, Desenho, Poesia, Astronomia e Astrofotografia.
José Ribeiro: Desde criança que gosta de olhar o céu. Os crepúsculos nos arredores de Grândola, na companhia do seu avô materno, num céu à época livre de poluição luminosa, vincularam-no para o resto da vida à observação astronómica. No entanto, só nos tempos do Técnico é que espreitou pela primeira vez a lua numa luneta de um colega. Numa viagem a Chicago, nos princípios da década de 90, perdeu a cabeça e comprou um dobsoniano de oito polegadas. Com este telescópio aprendeu a observar o céu. Em 2002 colaborou numa "Astronomia no Verão", uma experiência enriquecedora. Um ano mais tarde começou a deambular pelos terrenos movediços da imagem astronómica com um LXD55 SN8 e uma câmara de vídeo Mintron. E visitou ainda o Observatório Astronómico do Roque de Los Muchachos em La Palma. Em 2004 terminou o mestrado em astronomia (por ensino) na Universidade de Tecnologia de Swinburne. Em Março de 2006 assistiu ao seu primeiro eclipse total do Sol. Em Maio frequentou a Escola de Astrofísica do CNRS em La Rochelle subordinada ao tema "ferramentas de astrofísica para uma colaboração profissionais/amadores". Em Julho arrancou com o seu site de "Astrofísica Amadora". Em Março de 2007 é designado observador da base de dados das estrelas Be, gerida pelo Observatório de Paris, numa colaboração profissionais/amadores. Pelo caminho ficam 2 LPODs, umas quantas imagens na Astronomique Magazine, duas das quais uma página central, duas imagens no site "Australian Astronomy" da Sociedade Astronómica da Austrália e uma no site S&T.
Nuno Crato: é professor de Matemática e Estatística no Instituto Superior de Economia e Gestão, onde regressou em 2000, após muitos anos passados nos Estados Unidos. É um entusiasta da astronomia e da divulgação científica. A Sociedade Europeia de Matemática atribuiu-lhe em 2003 o Primeiro Prémio do concurso Public Awareness of Mathematics pelo seu trabalho de divulgação da matemática. É autor de Trânsitos de Vénus, em colaboração com F. Reis e L. Tirapicos, de Zodíaco: Constelações e Mitos e de Eclipses, em colaboração com A. Cidadão, A. Magalhães e P. Ré, todos editados pela Gradiva. Escreve regularmente na imprensa, nomeadamente no semanário Expresso, tendo ainda assinado colaborações nas revistas Astronomia de Amadores, Atlantis, Camões, Nova Cidadania e outras. Colabora com os programas de televisão 2010, 4xCiência e ainda Abciência. É membro da Associação Portuguesa de Astrónomos Amadores e ainda presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática. Foi distinguido pelo Presidente da República a 10 de Junho de 2008 com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique. Acaba de editar o livro «A Matemática das Coisas». E em Março último foi distinguido (na categoria de Melhor Comunicador do Ano) com um dos European Science Awards na área da comunicação da ciência, atribuídos pela Comissão Europeia, em Bruxelas.
José Augusto Matos: Desde tenra idade que manifestou sempre um certo interesse pelos astros. Fez a sua formação em astronomia na Universidade Central de Lancashire, em terras de Sua Majestade, onde obteve um Certificate of Higher Education in Astronomy. Dedica-se com muito esforço à divulgação da astronomia desde 1994, fazendo visitas frequentes às escolas do ensino básico e secundário da região centro do país. É também formador neste campo, tendo já leccionado dezenas de cursos livres de astronomia e exploração planetária. Em tempos foi colaborador do jornal "Público" e actualmente é comentador da RTPN e da Rádio Renascença em questões de astronomia e exploração espacial, embora não ganhe nada com isso. Como divulgador tem participado activamente nas várias edições do "Astronomia no Verão" e encontros de astrónomos amadores, onde tem feito várias palestras e "enganado" muita gente. Os seus principais interesses são a sobrevivência, a leitura e o ensino da astronomia a todas as pessoas sensatas deste planeta.
Alberto Fernando: É Piloto de Linha Aérea, tendo começado na Força Aérea Portuguesa em 1962. Piloto da TAP Air Portugal, de 1968 até 2002 e Comandante de Bordo desde 1973 e ainda Instrutor de voo. As suas áreas de interesse centram-se em História, filosofia e ciência em geral. Dedica-se à Astronomia e astronáutica desde a década de 60. Tem a paixão da observação visual. Aprendeu o céu, primeiro a olho nu, com a ajuda de cartas, depois com a ajuda de um binóculo 16x70, que ainda utiliza, finalmente com um DOB de 8". Agora observa com um Obsession de 15" equipado com ArgoNavis e ServoCAT.
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15 de fevereiro de 2008

Fundação Alentejo Terra-Mãe expõe
“O Renascimento do Tapete de Arraiolos”

Entre 28 de Fevereiro e 20 de Março o Salão de Exposições da Fundação Alentejo-Terra Mãe, em Évora, vai receber a exposição “O Renascimento do Tapete de Arraiolos”, promovida por Alfredo Barbeiro.
Recuperando as tradições da manufactura de bordados de Arraiolos, com mais de 400 anos, constituíram-se na década de dez do século passado, as bases do renascimento do actual Tapete de Arraiolos.
Este sublime trabalho feito por Jacinta Leal Rosado e reconhecido em 1930, pelo então Presidente da República através do Grau de Comendador da Ordem de Mérito Agrícola e Industrial, será agora lembrado em parte, através desta exposição.

A Exposição contará com a apresentação de uma dúzia de peças de tapeçaria de Arraiolos do princípio do século XX.

A inauguração da exposição será no dia 28 de Fevereiro pelas 17.30 horas, e poderá ser visitada das 3ª feiras aos Sábados entre as 10 e as 13horas e das15 às18 horas; aos Domingos o horário é das 10 às 13 horas.

Breve História do Tapete de Arraiolos

Contrariamente aos tapetes orientais e aos espanhóis, manufacturados pelo processo de nozinhos feitos com lã fina presos em volta dos fios longitudinais do tear, os tapetes de Arraiolos utilizam a técnica do bordado a fios contados.

Característica clássica de todos os tipos de tapete de Arraiolos é a divisão do mesmo em 4 partes. O desenho divide-se pelo centro, campo, barra e circundado por uma franja.
Durante a sua evolução histórica o tapete de Arraiolos conhece, pelo menos, três fases ou épocas quanto aos elementos decorativos usados. Durante o século XVI surgem os primeiros tapetes bordados que se conhecem. Os motivos usados são claramente baseados nos tapetes orientais e o vermelho é a côr dominante. No século XVII surge a segunda época, em que se começaram a misturar os motivos orientais com uma variedade de animais estilizados como aves de capoeira, animais de estimação, veados, etc. Alguns dos exemplares mostram claramente influências dos tapetes do levante espanhol, franceses (flor de lis) e alemães (águia bicéfala), sendo que os motivos de inspiração oriental foram desaparecendo.
Já no século XVIII, considerada a terceira época, o mundo de ornatos que animaram as reproduções anteriores dão lugar aos ramos de flores, em geral sobre fundos claros ou azuis. No século XIX não houve praticamente qualquer produção de tapetes em Arraiolos digna de nome.

Por estranho que pareça, não há qualquer investigação sobre os corantes usados para tingir as lãs dos tapetes antigos. Sabe-se recentemente que já no período da ocupação moura se tingia lã em grande escala em Arraiolos, como o provam a recente redescoberta de 95 talhas encravadas na rocha que se encontram na praça central da vila.
Sabe-se que o azul se obtém a partir do índigo de que a Índia foi o grande produtor, principalmente a partir da espécie vegetal Indigofera tinctoria. Já o vermelho pode ter várias origens desde um insecto (Cochinilha), passando por uma raiz (Erva ruiva) ou uma árvore (Pau Brasil). Provavelmente todas estas origens foram usadas para colorir os tapetes de Arraiolos antigos.
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24 de janeiro de 2008

Ópera de Emmanuel Nunes
em directo em Portalegre

A Câmara Municipal de Portalegre anunciou que a capital de Distrito é uma das cidades para onde será transmitida, em directo, a partir do Teatro Nacional de S. Carlos, a estreia mundial da primeira ópera de Emmanuel Nunes no próximo dia 25 de Janeiro, pelas 20:00h com entrada gratuita.
Das Märchen será transmitida em directo para o Centro de Congressos dos Paços do Concelho, numa acção inédita em Portugal e uma iniciativa da RTP e da PT Multimédia em simultâneo, com mais 14 teatros do País, a partir do Teatro de São Carlos. Escrita por um dos mais notáveis compositores do nosso tempo, esta ópera resulta da encomenda conjunta do Teatro Nacional de São Carlos, Fundação Calouste Gulbenkian e Casa da Música.
Das Märchen (em português, “O Conto”) é uma ópera constituída por um prólogo e dois actos, que tem por cenário um grande rio que separa duas margens diferentes e que, no início da narração, nenhuma ponte estável liga.

Numa das margens encontra-se o palácio, o jardim e o lago da Bela Lília.

Na outra margem, há um templo subterrâneo, uma cabana e um quintal que pertencem ao Homem [Velho] com a Lâmpada e à sua mulher (a Velha), e um pântano, próximo do abismo onde dorme a Serpente Verde.

Todas as personagens vivem sob os efeitos de um misterioso feitiço que não lhes permite uma existência plena, estando todas à espera de uma mudança, da qual ouviram falar, mas não sabem como nem quando virá...

Com direcção musical de Peter Rundel, Das Märchen conta com a encenação de Karoline Gruber e ao nível artístico, reúne os nomes de Amanda Miller (na assinatura da Coreografia), Roy Spahn (na concepção da Cenografia), Mechthild Seipel (na assinatura dos Figurinos), Hans Toelstede (no Desenho de luz) e Eric Daubresse (na Realização Informática Musical). © NCV
Emmanuel Nunes iniciou estudos de Harmonia, Contraponto e Fuga na Academia de Música de Lisboa em 1959 com Francine Benoît. A partir de 1960, e até à sua ida para Paris em 1964, estudou Composição com Fernando Lopes-Graça em aulas particulares. A fim de obter uma bolsa de estudos do Ministério da Educação Nacional português, inscreveu-se no CNSM (Conservatoire National Supérieur de Musique) de Paris, nas aulas de Estética de Marcel Beaufils, e obteve o seu primeiro prémio em 1971. Os primeiros concertos de Emmanuel Nunes tiveram lugar na Fundação Gulbenkian em Lisboa em 1970 com Purlieu e em 1971 com Dawn Wo. A sua notoriedade confirma-se com a vinda da Orquestra de Baden Baden a Royan para a estreia de Ruf em 1977 e a reprogramação da obra no mesmo ano no Festival de Donaueschingen, sob a direcção de Ernest Bour. 1992 viria a ser o ano de estreia de Quodlibet para ensemble, seis percussões e orquestra, no Coliseu dos Recreios de Lisboa, obra que foi executada, desde a estreia, cerca de quinze vezes pela Europa. Emmanuel Nunes trabalha regularmente no IRCAM desde 1989, altura em que iniciou a composição de Lichtung I. A partir daí, firmou uma estreitaligação na área da investigação com Eric Daubresse que ainda se verifica. Actualmente estão em curso dois dos seus projectos: um consiste numa ópera segundo o conto de Goethe Das Märchen, e o outro engloba uma série de obras inspiradas na novela de Dostoievski, A Submissa. A sua carreira musical foi homenageada com várias distinções, em particular, com o Prémio CIM-UNESCO em 1999 e o Prémio Pessoa em 2000.

13 de dezembro de 2007

Pintura de Oliveira Tavares
na Fundação Alentejo-Terra Mãe

O Salão de Exposições da Fundação Alentejo-Terra Mãe, em Évora, recebe, entre 13 de Dezembro e 3 de Janeiro, a exposição de pintura de Oliveira Tavares, em que uma percentagem das receitas resultantes das vendas reverte a favor de instituições e iniciativas de apoio a crianças desfavorecidas e em risco social da Região. A inauguração da mostra tem lugar quinta-feira, dia 13 de Dezembro, pelas 17h.
Em exposição vão estar cerca de cerca de duas dezenas de acrílicos s/tela que, segundo o próprio artista plástico, “marcam uma fase de transição” na sua carreira.
Elementos da natureza e personagens inspiradas na pintura clássica são o mote predominante das obras apresentadas, concebidas num registo que se situa na fronteira entre o contemporâneo e o antigo, entre a abstracção e a figuração clássica.
Ascendência em Vila Viçosa
Oliveira Tavares, natural de Lisboa, com ascendência em Vila Viçosa, viveu e trabalhou em Bruxelas, residindo actualmente no Alentejo, em Alcáçovas. Antigo aluno do Instituto Superior Técnico de Lisboa, frequentou o Curso de Desenho no A.R.C.O. e o Curso de História de Arte na Sociedade Nacional de Belas-Artes, tendo participado no Whorkshop de Gravura de Bartolomeu Cid dos Santos, em Tavira. É membro da Sociedade Nacional de Belas-Artes e da Associação Nacional de Artistas Plásticos (ANAP).
Na opinião de António Monteiro, embaixador português em Paris (França), a pintura de Oliveira Tavares “...apresenta imagens que nos fazem recordar os grandes mestres da pintura flamenga, como Rubens ou Vermeer, resultando assim, a contemplação dos seus trabalhos numa dupla fruição: pela emoção com que directamente nos tocam e pela evocação das nossas memórias estéticas, de momentos e experiências inolvidáveis”. © NCV